Vídeo da Semana #29!!

Para quem adorou nossa resenha sobre o espetáculo “O Quebra-Nozes” do Russian State Ballet (que você pode conferir clicando aqui), aí vai mais uma enxurrada desse espetáculo MA-RA-VI-LHO-SO para vocês!!!!!!!

Hoje, vamos apresentar uma achado bem despretensioso do nosso blogueiro Felipe Souza. Como ele assiste vários vídeos de ballet clássico pelo YouTube, o site recomenda vídeos de categoria similar. Com isso, ele achou esse documentário da BBC sobre os bastidores da produção do Royal Ballet, que leva o nome de Behind the Nutcracker by the Royal Ballet.

Quebra-Nozes
Quebra-Nozes enfileirados (Foto: Reprodução / Behind The Nutcracker)

Nele, acompanhamos alguns dos bailarinos que vão ajudar a compor essa aura de magia e dança que acompanha toda a obra. A belíssima Francesca Hayward, como sua primeira Fada Açucarada junto ao seu príncipe mais experiente, Alexander Campbell, a estudante da Royal Ballet School Nadia tendo sua oportunidade como floco de neve em sua primeira coreografia de corpo de baile da cia, e o pequeno Thomas, também estudante da escola do Royal, tentando seu papel como o coelho baterista.

Francesca Hayward e Alexander Campbell
Francesca e Alexander passam o grand pas de deux pela primeira vez (Foto: Reprodução)

Assim como na sua escola de dança, gente boa que consegue os papéis e que não consegue, e é interessante ver como isso acontece dentro das companhias profissionais também.

E, assim como na sua escola – embora que em proporções diferentes – dá para acompanhar a evolução dos bailarinos, das coreografias e da própria montagem do espetáculo ao longo do documentário. Ou seja: assistir vale SUPER a pena!

Confira a galeria que fizemos:

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Vídeo da Semana #28!

Eu amo a rotina de aula. Sério mesmo! Adoro que, no ballet, os passos têm uma sequência lógica pra acompanhar o aquecimento do corpo.

Adoro também que bailarin@ é um bicho tão apaixonado pelo que faz que carrega na cara (e no corpo!) resquícios da dança. Quem nunca parou numa quarta posição enquanto falava com alguém? Fez um penchée pra pegar alguma coisa no chão? Esticou a ponta pra começar a andar?

Felipe dando aula no Ballet Marília Nascimento

Por isso que esse #videodasemana é o da leitora (e coleguinha de ballet!) Clara Gibson, que filmou uma aula/ensaio no Ballet Marília Nascimento, em Salvador, e o resultado ficou bem fiel à nossa realidade.

Além do mais, você pode ver Felipe tirando onda como professor! 😁

Mandaram bem, bailarinos!

O vídeo foi produzido pela bailarina através do Núcleo de Práticas Comucacionais (Nuprac) da Universidade Jorge Amado, na capital baiana.
Pode apertar o play!

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Cerimônia de Encerramento da Olimpíada: o que teve!

A Olimpíada chegou ao fim, mas ainda ficamos com nossas resenhas de vídeos para alegrar nossa audiência, não é mesmo? Então, ainda em clima olímpico, faremos uma análise um pouco maior sobre a coreografia apresentada pelo Grupo Corpo no encerramento Rio 2016. Lembrando que ainda tem as cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Paralímpicos, então podemos voltar a esse tema a partir do dia 7 🙂

Já falamos nesse post sobre a Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos, que contou com coreografia de Deborah Colker e foi um show incrível para abrir com chave de ouro essa cerimônia que une culturas tão diferentes em prol do esporte.

Agora, vamos ao que interessa! No encerramento da Olimpíada, foram apresentados quatro minutos de um trecho de Parabelo (1997), obra pertencente ao Grupo Corpo e que traz fortes referências nordestinas em sua coreografia. Composto de um jogo de pernas rápido e aparentemente “solto”, porém perceptivelmente coreografado, os bailarinos trazem junto com seus movimentos a força da música nordestina. Apresentando também figurinos simples e com cores vibrantes, valorizando ainda mais o movimento.

 

Apesar da chuva ocorrida durante o encerramento, não houve o que desanimasse os bailarinos durante a coreografia, o que se tornou ainda mais marcante diante do evento. Afinal de contas, não é todo dia que temos a honra de encerrar uma Olimpíada, não? Durante a narração do evento, muitos comentaristas disseram que foi justamente a chuva que deu uma dramaticidade maior ao encerramento, no maior estilo “Cantando na Chuva”. E é verdade! Só ficamos meio tensos ao assistir com medo de que algum bailarino escorregasse.

Infelizmente, não conseguimos encontrar nenhum vídeo oficial desse momento, mas fica aí um dos registros que achamos e que vai ficar para a posteridade:

 

Deixaremos também um vídeo oficial do canal no YouTube do Grupo corpo, que mostra esse mesmo trecho apresentado na festa de encerramento. Lembrando que vale suuuuuuuper a pena conferir os demais vídeos da companhia, tão bons quanto esse 🙂

 

Para quem ficou interessado em conhecer mais da companhia pode visitar o site oficial clicando aqui!

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(Foto da capa: Getty Images/Alexander Hassenstein)

Vídeo da semana #25!

Tem vídeos que a gente coloca aqui mais pela repercussão e importância cultural do que pela técnica ou coreografia, especificamente. É o caso de “Freedom”, da nossa querida Alvin Ailey (que já foi tema de #videodasemana!). Eles usaram a música da diva musa mravilhosa cantora Beyoncé para endossar o protesto contra o racismo escancarado nos Estados Unidos, que, como no Brasil, mata milhares de pessoas.

Dessa vez não vamos nos alongar muito, porque o vídeo e a coreografia são bem simples. Não cabe aqui ficar analisando tanto a técnica (embora eu ache que a coreô, embora bem curtinha, consegue passar a força da música muuito bem), até porque foi tudo gravado numa sala de aula e postado diretamente no Instagram. E talvez por isso seja tão bacana! Por mais vídeos assim 🙂

 

PS: Obrigada à querida leitora Carla Siqueira pela sugestão!

PS 2: Quer mandar um vídeo pro nosso #videodasemana? Mande uma mensagem por aqui, pelo Facebook ou pro nosso email (oitotemposblog@gmail.com) que adoraremos disponibilizar aqui!

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Vídeo da Semana #24

Sabe uma coisa que é super difícil de fazer em cena e que quase ninguém nota? Expressão nos movimentos – ou artistry, em inglês. Isso vale demais especialmente nos papéis mais figurativos (porém igualmente importantes!) como Don Quixote, o paxá n’O Corsário, o bruxo Rothbart em O Lago Dos Cisnes, a mãe de Lise, em La Fille Mal Gardée, e por aí vai.

O vídeo selecionado foi do ensaio da entrada de Carabosse, a bruxa d’A Bela Adormecida, no batizado da princesa Aurora. Para quem não sabe/lembra, Carabosse não foi convidada para a festa e se vinga amaldiçoando a princesa, condenando-a à morte ao espetar o dedo no fuso de uma roca. Drama puro! Se a bailarina ou bailarino não forem muito bem treinados, a principal cena do prólogo vai ser passada em branco. E ninguém quer que isso aconteça, né?

Aviso aos navegantes: A Bela Adormecida é o meu ballet preferido de todos os tempos e teremos muitos posts ainda sobre esse repertório. Me julguem!

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Riqueza nos dedos e no olhar (Foto: Reprodução / YouTube)

 

Voltando ao vídeo: essa é uma produção do Royal Ballet, em que a bailarina Kristen McNally, que até então nunca tinha atuado como Carabosse, ensaia sob a supervisão da répétiteuse (quem remonta os repertórios) e diretora do Royal, Monica Mason.

Uma das primeiras coisas que Monica faz é contextualizar a personagem para Kristen. Ela explica que, nessa produção, a Carabosse “acredita ser a fada mais linda do reino e sente-se bem consigo mesma”, diferentemente de outras montagens, em que ela é caracterizada como uma velha feiosa. Isso se reflete no bastão / bengala que ela usa.

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Carabosse amaldiçoa Aurora com a morte (Foto: Reprodução / YouTube)

“Você não vai se apoiar nesse bastão. É uma peça adicional de poder”, diz a diretora. Acho que isso já faz toda a diferença na Carabosse de Kristen, que desde já muda a postura. Sobe o queixo, olha de cima para baixo e passa uma imagem de arrogância. Muito interessante!

A ideia segue com todos os movimentos que vêm depois. A saudação ao rei e à rainha é minha parte preferida: Monica perde um tempinho explicando por quê a reverência tem que ser de um jeito que seja visível e claro à plateia mas, ao mesmo tempo, aparente ser claramente falsa e sarcástica, dada a repulsa da Carabosse pela falta do convite à festa. Daí a gente percebe como ela simplesmente não reconhece a soberania do casal real.

Análises à parte, segue o vídeo! A conversa é toda em inglês, mas tem closed captions! Ainda assim, quem não entende ainda pode se entreter com a linguagem corporal – afinal de contas, é isso o que vale na dança! Dica de amiga: assista até o final 😉

 

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Vídeo da Semana #23

Como procuramos sempre inovar por aqui, nosso #videodasemana (sugestão das leitoras assíduas Camila Macedo e Clarice Bartilotti – obrigada, meninas!!) é o trailer do documentário sobre o coreógrafo israelense Ohad Naharin, feito por Tomer Heymann. E por que amamos tanto? Porque a trilha sonora escolhida foi de ninguém menos do que Caetano Veloso (inclusive, tiramos o vídeo da própria página do Facebook dele).

Esse não é o nosso primeiro #videodasemana com Ohad Naharin. Já resenhamos o trabalho dele quando ele coreografou um espetáculo da Batsheva Dance Company, convidando a plateia a participar da dança. Uma característica muito forte nas criações de Naharin é a mistura de tendências contemporâneas e modernas, que culminaram no GAGA, movimento inventado por ele.

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Sensualidade fluida! (Foto: Reprodução)

Nesse vídeo fica um pouquinho mais difícil avaliar a coreografia, porque são fragmentos de danças misturados ao som de It’s a Long Way, de Cateano. Aí damos palmas para a edição, que casou perfeitamente os movimentos dos bailarinos com a cadência da música e à atmosfera sensual, malemolente, fluida.

O que podemos dizer com certeza é que o propósito do vídeo foi atingido: estamos com vontade de assistir ao documentário!

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Vídeo da semana #18!!!

Acabei pegando gosto de fazer #videodasemana sobre produções que ainda não estrearam. O da semana passada foi She Said, do English National Ballet (que já estreou e está sendo sucesso de crítica!), e, agora, é a versão de O Lago dos Cisnes de David Dawson, do Scottish Ballet. Ok, diferentemente de She Said, essa versão não é inédita (já comentamos um ensaio no World Ballet Day), mas ainda é pouco conhecida e, de quebra, vai se reapresentada na Escócia nos próximos dias.

No vídeo temos o coreógrafo, David Dawson, explicando que sua ideia inicial foi de imprimir mais ‘realismo’ nos personagens. Odette, por exemplo, não é apenas uma princesinha delicada e sofrida: na versão de Dawson, ela é uma mulher forte, ainda que delicada, e que decide pelo seu destino.

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Odette é uma mulher forte e decidida no ballet (Foto: Reprodução)

Odile é mais ardilosa: não é apenas malvada como no ballet tradicional, e pelos movimentos da coreografia dá para perceber que ela é mais ‘escorregadia’, também. Ela e o príncipe quase não se tocam. Segundo o próprio coreógrafo, a história é sobre duas mulheres tentando ganhar o coração de Sigfried – que já está nas mãos de Odette.

Os cisnes são a personificação dos sentimentos de Odette: se ela sente dor, eles também sentem, se elas se sente apaixonada, eles representam isso da mesma forma. De acordo com Dawson, a ideia é que todas as bailarinas do corpo de baile se sintam Odettes.

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Dawson e os cisnes, a personificação dos sentimentos de Odette (Foto: Reprodução)

Sobre o ballet: não dá pra ver muita coisa, mas dá pra ter uma ideia do ritmo do ballet. É muito mais fluido, mais rápido e menos posado do que o tradicional. Tanto é que foi bem difícil conseguir tirar frames para colocar como fotos aqui!

Vamos a ele, então?

 

 

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Vídeo da Semana #16!

Falando como a bailarina amadora que sou, poucas coisas são tão gostosas quanto dançar no palco. Nunca participei de uma companhia profissional, mas imagino que dividir o palco com os bailarinos que eu mais gosto seria uma experiência indescritível.

Pois foi essa a experiência que a Batsheva Dance Company promoveu a alguns sortudos que estavam na plateia. Em dado momento da apresentação, os bailarinos descem do palco e sobem acompanhados. E… Dançam com seus ‘partners’!

Algumas dessas pessoas têm alguma ligação com a dança, mas muitas não têm. E isso não impede da apresentação continuar com ares de coreografia: os bailarinos (profissionais, hehe) conduziam os convidados de tal forma que, qualquer que fosse o movimento, estaria dentro de uma formação interessante.

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Público participa da coreografia! (Foto: Reprodução)

Não tem muito mais o que falar, além de que é LINDO ver a expressão no rosto dessas pessoas no palco! Algumas meio aterrorizadas, verdade, mas a maioria estava lá, talvez pela primeira vez, fazendo o que a gente tanto gosta: se divertir no palco. A montagem é de Ohad Naharin, um dos maiores coreógrafos do ballet contemporâneo.

Segue o vídeo! Espero que goste 🙂

PS: Essa análise foi de apenas um trechinho da apresentação, mas vale MUITO a pena ver tudo! No link tem o espetáculo completo.

PS 2: Obrigada à leitora Carla Siqueira, que me apresentou a essa companhia e apresentação tão lindas!

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Vídeo da semana #15!!

O #videodasemana de hoje é uma sugestão da nossa leitora Bruna Coutinho Beloso. Você provavelmente já conhece a música e também o videoclipe, ambos fizeram sucesso em 2014 e ainda fazem a cabeça das pessoas: no caso é “Chandelier”, da cantora Sia.

Inicialmente, vamos falar da bailarina que protagoniza o clipe. Maddie Zigler, um prodígio que se tornou conhecida pela sua participação no reality americano Dance Moms. Ela se tornou garota propaganda da marca Capezio em 2015 e além disso protagonizou outros dois clipes da cantora Sia: Elastic Heart e Big Girls Cry. E isso tudo tendo apenas 13 anos. Uau!! Haja talento!!

Sobre o clipe: Chandelier se passa em uma casa aparentemente abandonada, com uns poucos móveis, figurino com um collant nude e peruca loira, característica marcante dos clipes da cantora Sia. Uma coreografia forte, onde a Maddie usa e abusa de expressividade facial, que em muito constitui a sua dança. Ela passa rapidamente da alegria e euforia para tristeza, medo, e contando sempre com uma flexibilidade de dar inveja (você já-já vai saber do que estamos falando).

Tanto é que Juliana, sócia do blog, arrisca dizer que ela é a futura Miko Fogarty! Bem, não sabemos ainda seu futuro com certeza, mas podemos dizer que ela arrasa – e muito!-  aqui no presente. Vamos ao vídeo:

 

Clique aqui para conferir nosso acervo de #videosdasemana !

Vídeo da semana #10!!

Olá queridos leitores!! Mais uma sexta-feira e com ela mais um #videodasemana, esse que foi sugerido pelas nossas leitoras fiéis, Mariana Zollinger e Isolda Lisboa (essa que é, por acaso, mãe da Juliana, minha parceira!).

Semana passada trouxemos aqui uma mistura de pole dance e ballet, lindamente interpretado pela bailarina Elena Gibson ao som da partitura de A morte do Cisne. Hoje, traremos a vocês uma leitura mais clássica dela.

A bailarina que interpreta o cisne nesse vídeo é nada mais nada menos que a Maya Plisetskaya, considerada uma das maiores bailarinas do século XX, juntamente com a Alicia Alonso e Margot Fonteyn. A Morte do Cisne é, provavelmente a interpretação pela qual ela é mais lembrada. A música é extremamente triste, e a coreografia mostra um cisne se debatendo até a morte. Plisetskaya faz uma linda interpretação com sentimento e graça que somente uma bailarina de seu top poderia fazer. Talvez algumas pessoas percebam que os balances não sejam tão sustentados como costumamos ver em interpretações clássicas atuais, ou percebam que em alguns momentos os courus na ponta estão paralelos. Nesse caso, analisemos que o ano é 1975, e algumas das características desenvolvidas e praticadas pelo ballet atual não existiam naquela época, onde havia uma valorização do artístico, e não do “acrobático”, como vemos nos tempos de hoje. Plisetskaya faleceu no dia 02 de maio, e deixou para nós um legado em dança que ficará para sempre! Vamos ao vídeo:

 

Vem dar uma conferida no nosso acervo de vídeos anteriores:

Vídeo da semana #09

Vídeo da semana #08

Vídeo da semana #07

Vídeo da semana #06

Vídeo da semana #05

Vídeo da semana #04

Vídeo da semana #03

Vídeo da semana #02

Vídeo da semana #01