O que você não sabe sobre Darcey Bussell

Darcey Bussell é uma das minhas bailarinas preferidas: poucas dançarinas tiveram ou têm a mesma presença de palco, intensidade e a meticulosidade com os passos, a limpeza dos movimentos e delicadeza que ela sempre, sempre, sempre apresentou nos palcos. Fora que ela é de uma simpatia contagiante!

Por isso fiquei tão encantada com esse vídeo abaixo, em que Darcey fala sobre sua trajetória no ballet clássico e no Royal Ballet, única companhia em que dançou em toda sua carreira. Ela, que de longe não faz o esteriótipo da bailarina inglesa, conta que precisou insistir muito para que sua mãe deixasse que ela investisse na dança. E que penou para conseguir acompanhar as colegas quando ingressou na academia preparatória. Tá aí uma coisa que eu não consigo imaginar…

Darcey Bussell se aposenta
Darcey em sua última apresentação, dançando Song of the Earth (Foto: Jonathan Lodge)

Ela também fala de como era complicado, na época, para bailarinos e bailarinas conseguirem contratos. Especialmente no Reino Unido, em que o cenário cultural não era como é hoje. Na época existiam apenas duas companhias, ambas braços do que hoje conhecemos como o Royal Ballet. Quantos bailarinos brilhantes ficaram sem trabalhar? Tipo da coisa que faz a gente pensar…

Uma das minhas partes preferidas é quando ela fala sobre Sir Frederick Ashton, responsável por coreografar ballets como Cinderella, Ondine, La Fille Mal Gardée e Sylvia – um dos repertórios que consagrou Darcey – e como ele influenciou sua carreira e sua formação como bailarina profissional desde os primeiros anos.

Além da narração da bailarina, a entrevista tem também fotos e vídeos marcantes da sua carreira. É bem curtinho e vale a pena – se você não entender inglês muito bem, já vale pelas imagens 😉

 

Vídeo da Semana #29!!

Para quem adorou nossa resenha sobre o espetáculo “O Quebra-Nozes” do Russian State Ballet (que você pode conferir clicando aqui), aí vai mais uma enxurrada desse espetáculo MA-RA-VI-LHO-SO para vocês!!!!!!!

Hoje, vamos apresentar uma achado bem despretensioso do nosso blogueiro Felipe Souza. Como ele assiste vários vídeos de ballet clássico pelo YouTube, o site recomenda vídeos de categoria similar. Com isso, ele achou esse documentário da BBC sobre os bastidores da produção do Royal Ballet, que leva o nome de Behind the Nutcracker by the Royal Ballet.

Quebra-Nozes
Quebra-Nozes enfileirados (Foto: Reprodução / Behind The Nutcracker)

Nele, acompanhamos alguns dos bailarinos que vão ajudar a compor essa aura de magia e dança que acompanha toda a obra. A belíssima Francesca Hayward, como sua primeira Fada Açucarada junto ao seu príncipe mais experiente, Alexander Campbell, a estudante da Royal Ballet School Nadia tendo sua oportunidade como floco de neve em sua primeira coreografia de corpo de baile da cia, e o pequeno Thomas, também estudante da escola do Royal, tentando seu papel como o coelho baterista.

Francesca Hayward e Alexander Campbell
Francesca e Alexander passam o grand pas de deux pela primeira vez (Foto: Reprodução)

Assim como na sua escola de dança, gente boa que consegue os papéis e que não consegue, e é interessante ver como isso acontece dentro das companhias profissionais também.

E, assim como na sua escola – embora que em proporções diferentes – dá para acompanhar a evolução dos bailarinos, das coreografias e da própria montagem do espetáculo ao longo do documentário. Ou seja: assistir vale SUPER a pena!

Confira a galeria que fizemos:

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World Ballet Day 2016 – Royal Ballet

A gente bem que tentou publicar os posts respeitando a cronologia do World Ballet Day 2016, mas não deu! Esperamos o máximo que pudemos para ver se o Bolshoi, segunda companhia a fazer a transmissão, liberava o vídeo, mas isso não aconteceu – e infelizmente não sabemos se vai acontecer. Dedos cruzados!

Por isso, pulamos da primeira companhia, The Australian Ballet, direto para a terceira, The Royal Ballet – uma das mais queridinhas do mundo!

Mesmo um pouco carente de estrelas – Carlos Acosta, Tamara Rojo e Alina Cojocaru, grandes nomes que marcaram os palcos do Covent Garden, saíram do Royal nos últimos anos – a companhia britânica ainda tem prestígio de sobra e talentos tanto no campo coreográfico como no elenco.

aula-de-aquecimento

Algumas apostas são Steven McRae, o australiano que vem bombando em interpretações contemporâneas solo e arrasando nos clássicos, e a deslumbrante Natalia Osipova, russa que arrebatou o coração de Sergei Polunin, também ex-Royal, e talvez o maior bailarino da atualidade. Tem também Iana Salenko, ucraniana principal do Staatsballet Berlin que dança como convidada. Nenhuma das duas, ou Yuhui Choe (minha bailarina do Royal preferida!) participaram da aula. Em compensação, tivemos três (e não duas! Obrigada, Joana) brasileiras lá: Letícia Dias,  artista, Letícia Stock, primeira artista, e Mayara Magri, solista. Além delas temos Roberta Marquez, bailarina principal, na companhia. Infelizmente ela não apareceu nesse World Ballet Day!

O que mais gostei foi que chamaram a diva musa maravilhosa impecável mitológica Darcey Bussell (quer saber mais sobre ela? Clica aqui!) para comentar a aula. Ela se aposentou da companhia em 2012, depois de 20 anos lá. Ela é uma querida, e dava altas dicas de como funciona para o bailarino as aulas técnicas do início do dia. Como falamos antes, é um momento para aquecer o corpo e prepará-lo para os ensaios do dia, mas também é um momento importante para turbinar a técnica. Por isso não devemos esquecer das aulas no fim do ano e apenas privilegiar os ensaios!

Na barra, Steven McRae usou uma GoPro para mostrar o que os bailarinos vêem durante os passos. Achei a iniciativa interessante, mas o resultado não ficou tão bom… Achei que os ângulos que a câmera mostrava não correspondiam ao que a gente acaba vendo quando dança. Mas é legal ver que uma companhia tão tradicional vem abraçando a tecnologia nas aulas!

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Principal do Royal Ballet fez aula com GoPro no corpo (Foto: Reprodução)

Ensaios

O primeiro e talvez mais impactante é Anastasia, agora sim com Natalia Osipova! Eu não conhecia esse repertório, que tem coreografia de Kenneth Macmillan, por isso adorei a explicação da diva Darcey sobre a cena. É menos dançante e mais teatral, já que é um momento de autodescoberta da protagonista. Exige uma interpretação muito intensa, o que Osipova sabe fazer com maestria.

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Natalia Osipova interpreta a filha perdida da realeza russa (Foto: Reprodução)

Antes do ensaio seguinte, o Royal mostrou um pouquinho do programa social da companhia, Chance to Dance, que recebe meninas e meninos que não têm condição de pagar por aulas de dança na Royal Ballet School. É uma ação de integração social que acaba levando o ballet a lares que normalmente não conheceriam a dança clássica, o que acaba trazendo um público diferente para o Covent Garden e o Opera House. Pra gente, que fala sempre que pode sobre os benefícios da inclusão na dança, ver isso é um deleite!

Marianela Núñez, que no ano passado acabou não participando do World Ballet Day, apareceu em ensaio de La Fille Mal Gardée com Vadim Muntagirov, bailarino revelado pelo English National Ballet que já chegou como principal no Royal. E dá para ver por quê: mesmo muito jovem – ele tem 26 anos – ele tem a serenidade dos bailarinos mais experientes, linhas incríveis e altura. Não são muitos que podem dançar de igual para igual com Marianela (tanto tecnicamente quanto fisicamente!) e ele tira de letra.

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Vadim Muntagirov e Marianela Núñez ensaiam La Fille Mal Gardée (Foto: Reprodução)

O meu repertório preferido, A Bela Adormecida, teve ensaio! E foi com dois bailarinos novinhos em folha, recém-saídos do Royal Ballet School. Formado em 2013,  Matthew Ball ensaiava seu primeiro trabalho como solista no World Ballet Day do ano passado, e Yasmine Naghdi, primeira-solista da companhia, formou na escola do Royal em 2010. Além do mais, ver Darcey Bussell acompanhando os dois novinhos e dando dicas primordiais é incrível!

Eis o vídeo completo:

Quer ver nossa resenha do ano passado? Clica aqui!

Mais fotos? Veja nossa galeria:

 

Vídeo da Semana #26!

Gente, não aguentei com esse vídeo do solo da Rainha de Copas em  Alice no País das Maravilhas do Royal Ballet (alô Clarice Bartilotti e Ed Cruz, obrigado pela sugestão)! Apesar de ser um repertório relativamente novo (estreou em 2011 no Royal Opera house), já é um favorito do público e de várias companhias, que também incorporaram a produção em seus calendários.

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Zenaida como a aterrorizante Rainha de Copas (Foto: Reprodução/ROH)

Aqui quem arrasa é a francesa Zenaida Yanowsky, interpretando um dos personagens mais fascinantes da historinha. Com a mania de grandeza da majestade, os gestos dela são amplos, a expressividade é MUITO marcante e a bailarina sabe dosar super bem a técnica com a brincadeira – nessa coreografia, assinada por Christopher Wheeldon, tem muitos momentos engraçados combinados com passos super difíceis.

Tirei o chapéu, também, para os bailarinos que compõem o palco e ‘ajudam’ a Rainha de Copas. Todos muito bem ensaiados e devidamente aterrorizados!

Pra quem tem olho clínico: vocês não acharam que a hora em que ela come as tortinhas (morri nessa parte!) parece muito com as piruetas de Aurora no Adagio da Rosa, em A Bela Adormecida? Pois Wheeldon se inspirou nesse clássico para criar a coreografia (obrigada pela confirmação, Julimel)! Depois percebi que tem várias partes parecidas: desde o início, com os développés na segunda, até o finalzinho, com os famoooosos balances. Pra quem quer comparar, segue o Adagio da Rosa aqui.

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Aloka! (Foto: Reprodução /ROH)

Segue o vídeo:

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Vídeo da Semana #24

Sabe uma coisa que é super difícil de fazer em cena e que quase ninguém nota? Expressão nos movimentos – ou artistry, em inglês. Isso vale demais especialmente nos papéis mais figurativos (porém igualmente importantes!) como Don Quixote, o paxá n’O Corsário, o bruxo Rothbart em O Lago Dos Cisnes, a mãe de Lise, em La Fille Mal Gardée, e por aí vai.

O vídeo selecionado foi do ensaio da entrada de Carabosse, a bruxa d’A Bela Adormecida, no batizado da princesa Aurora. Para quem não sabe/lembra, Carabosse não foi convidada para a festa e se vinga amaldiçoando a princesa, condenando-a à morte ao espetar o dedo no fuso de uma roca. Drama puro! Se a bailarina ou bailarino não forem muito bem treinados, a principal cena do prólogo vai ser passada em branco. E ninguém quer que isso aconteça, né?

Aviso aos navegantes: A Bela Adormecida é o meu ballet preferido de todos os tempos e teremos muitos posts ainda sobre esse repertório. Me julguem!

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Riqueza nos dedos e no olhar (Foto: Reprodução / YouTube)

 

Voltando ao vídeo: essa é uma produção do Royal Ballet, em que a bailarina Kristen McNally, que até então nunca tinha atuado como Carabosse, ensaia sob a supervisão da répétiteuse (quem remonta os repertórios) e diretora do Royal, Monica Mason.

Uma das primeiras coisas que Monica faz é contextualizar a personagem para Kristen. Ela explica que, nessa produção, a Carabosse “acredita ser a fada mais linda do reino e sente-se bem consigo mesma”, diferentemente de outras montagens, em que ela é caracterizada como uma velha feiosa. Isso se reflete no bastão / bengala que ela usa.

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Carabosse amaldiçoa Aurora com a morte (Foto: Reprodução / YouTube)

“Você não vai se apoiar nesse bastão. É uma peça adicional de poder”, diz a diretora. Acho que isso já faz toda a diferença na Carabosse de Kristen, que desde já muda a postura. Sobe o queixo, olha de cima para baixo e passa uma imagem de arrogância. Muito interessante!

A ideia segue com todos os movimentos que vêm depois. A saudação ao rei e à rainha é minha parte preferida: Monica perde um tempinho explicando por quê a reverência tem que ser de um jeito que seja visível e claro à plateia mas, ao mesmo tempo, aparente ser claramente falsa e sarcástica, dada a repulsa da Carabosse pela falta do convite à festa. Daí a gente percebe como ela simplesmente não reconhece a soberania do casal real.

Análises à parte, segue o vídeo! A conversa é toda em inglês, mas tem closed captions! Ainda assim, quem não entende ainda pode se entreter com a linguagem corporal – afinal de contas, é isso o que vale na dança! Dica de amiga: assista até o final 😉

 

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Vídeo da semana #20!!

 

Nosso #videodasemana é, na verdade, uma propaganda. Até alguns anos atrás, isso poderia até chocar, mas desde o fenômeno Misty Copeland (garota-propaganda da Under Armour), bailarinas estão sendo cada vez mais utilizadas em comerciais super criativos e sensíveis. E nós amamos isso!

A garota-propaganda da vez é ninguém menos que Alessandra Ferri – na minha opinião, a melhor Julieta de todos os tempos.No vídeo, a bailarina de 52 anos dança com um holograma dela mesma, aos 19 anos, fazendo sua estreia como a protagonista que lhe deu notoriedade no ballet clássico. A direção é de Tom Harper, e a coreografia de ninguém menos que Wayne McGregor, do Royal Ballet.

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Ferri 19 anos x Ferri 52 anos

Gente, é lindo demais de ver. Não sei quantas vezes a Alessandra assistiu o vídeo – ou o que ela lembra desse dia – mas ela sabe exatamente todos os olhares, a respiração, tudo da bailarininha que está começando sua carreira. É quase como uma mãe assistindo uma filha dançando, existe um quê de admiração e de nostalgia no olhar da bailarina veterana. Mas também uma sensação de empoderamento, do tipo ‘você ainda vai passar por muita coisa para chegar onde eu estou’. Filosofei!

Alessandra interage com o holograma, e isso faz com que a coreografia fique ainda mais especial. Só no finalzinho, quando ela olha bem para a câmera, a gente percebe que a propaganda é de um creme facial que visa preservar a pele do envelhecimento  da Boots (uma linha de farmácias da Europa). Que venham mais anúncios assim!

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Tensão em Bucareste (post atualizado)

Uma notícia surpreendente – e descoberta de forma ainda mais chocante – dominou o noticiário de dança internacional. A história envolve Johan Kobborg, ex-principal do Royal Ballet, e marido da estrela romena Alina Cojocaru. Eis o drama:
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Kobborg e Alina em Romeu e Julieta, no Royal Ballet. (Foto: Elliot Franks)

Desde dezembro de 2013 Kobborg comandava a Opera Nacional de Bucareste, na Romênia, como diretor artístico. Ele ainda teria mais dois anos de contrato. Com a nova direção da ONB, que chegou na semana passada, ele descobriu, através do site da companhia, que foi REMOVIDO do cargo e realocado como corpo de baile. Hoje nem mais lá ele está listado.

Jura, gente? Os bailarinos da ONB já se manifestaram e disseram que não se apresentam sem Kobborg no comando, inclusive Alina, que faria participações especiais na companhia (ela, atualmente, é bailarina do English National Ballet). “Eu só vou me apresentar sob a administração de quem tornou esse ballet possível para a apreciação do público, com Kobborg como nosso líder”, Alina declarou no Twitter.
Em várias redes sociais, Kobborg se disse traído e teme que ‘o medo e terror’ voltem a dominar a companhia. Não sabemos exatamente a que ele se refere. Nós tentamos contato com o Kobborg, mas ainda não tivemos retorno. Mesmo assim, ficamos muito tristes com essas notícias e esperamos que tudo se resolva da melhor forma para os bailarinos e Kobborg, que, desde que assumiu, fez um trabalho super bonito na ONB!
kobborg_twitter“É com o coração pesado que eu encontro meu nome removido do cargo de diretor artístico da companhia ONB. Eu  nada tenho além de amor pelos dançarinos. Sonho de um dia voltar e terminar o que terminamos. Peço desculpas aos bailarinos que eu não tenha tido chance de dizer a vocês pessoalmente. Sejam fortes. Vocês todos são lindos”, diz Kobborg em post no Twitter quando descobre estar afastado do cargo.
ATUALIZAÇÃO!!
Kobborg anunciou no Twitter que entregaria sua demissão no dia 12 de abril, pelos motivos já citados acima. Ainda não conseguimos contato com ele ou com Alina Cojocaru, sua esposa, então não entendemos exatamente o que ele e os bailarinos tanto temem com a chegada da nova administração. Se antes a gente tinha alguma esperança que ele ficasse na ONB, isso parece que não tem mais como acontecer.
Segue a carta publicada no Twitter:
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Vídeo da semana #14!!

Chroma inova com um penchée carregado!
Chroma e seu penchée carregado! Foto: Reprodução / Royal Ballet

Mais uma sexta e mais um #videodasemana para vocês!! Hoje, iremos entrar um pouco no universo das montagens mais contemporâneas de companhias famosas. Falamos aqui sobre a necessidade das companhias tradicionais, como Bolshoi e Ópera de Paris, mudarem seu repertório e se modernizarem, trazendo novos tipos de montagens mais contemporâneas. O Royal Ballet já faz isso há algum tempo, e um dos exemplos disso é Chroma!

Criada pelo coreógrafo Wayne McGregor, a obra “explora o drama do corpo humano e sua capacidade de se comunicar em extremos de pensamento e emoção”. Essa definição se faz presente na movimentação dos bailarinos, sempre muito urgente e rápida, e nem por isso menos precisa e técnica que a obra exige. O aspecto dos figurinos e do cenário são perceptivelmente simples, justamente valorizando os movimentos dos bailarinos.

Na coreografia, a escola contemporânea também aparece. Movimentos como contrações, hiperextensões de braços e pernas – tanto na figura feminina quanto masculina – assim como giros e ‘carregas’ com técnicas diferentes. A intenção de “ataque” nos passos e os “desencaixes” do quadril das omoplatas (sempre tão rígidos no ballet clássico!) também mostram que a proposta da coreografia é fugir um pouco do tradicional. Mas nem tudo é tão novo assim! Com formação clássica, McGregor não abandona o en dehors no seu trabalho, e abusa de linhas como arabesque, attitude e penchée (ainda que flutuante).

Vale a pena conferir esse trecho magnífico, interpretado pela Laura Morera e Eric Underwood.

 

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Vídeo da semana #12!!

Linda Celeste Sims e Glenn Allen Sims dançam pelo Alvin Ailey (Foto: Reprodução)
Linda Celeste Sims e Glenn Allen Sims dançam pelo Alvin Ailey (Foto: Reprodução)

Chegou atrasadinho, mas chegou! Nosso #videodasemana de hoje acaba sendo uma plataforma de divulgação de duas companhias que amamos: o Royal Ballet e o Alvin Ailey. Explicamos: a coreografia escolhida é a After the Rain, assinada por Christopher Wheeldon. Neste vídeo os dançarinos são da Alvin Ailey, mas quem está remontando o repertório para esta temporada é o Royal Ballet – com os queridos Thiago Soares e Marianela Nuñez!

Vamos à coreografia: o pas de deux, executado por um homem e uma mulher, é até simples, se comparado a outras montagens contemporâneas assinadas pelo coreógrafo, como Alice no País das Maravilhas. Mas tem um impacto muito forte, talvez por essa simplicidade. O que mais chama atenção, para mim, é a leveza dos braços dos dois dançarinos, e também a movimentação do pulso – lembra até a técnica do flamenco, embora muito mais delicada. Expressão, aqui, é a chave.

O ballet, que foi montado em 2005, exige uma cumplicidade muito forte entre o casal. Nesse caso, os bailarinos do Alvin Ailey são o par perfeito: além de partners, são, também, marido e mulher! As sequências e “carregas” não são óbvias, mesmo para uma montagem que flerta com o contemporâneo. Logo no início da coreografia, por exemplo, o bailarino sustenta a bailarina, de lado, ela com as pernas abertas na segunda posição. O movimento, em espiral, termina em um abraço suave entre os dois. Durante a dança, Wheeldon brinca com o equilíbrio do casal. Os dois estão sempre sendo a base ou a impulsão para os passos do outro. Pela movimentação, sobretudo dos braços, o que podemos inferir é uma sensação de busca pela liberdade.

Olha a sincronia da Linda Celeste Sims e Glenn Allen Sims! (Foto: Reprodução)
Olha a sintonia da Linda Celeste Sims e Glenn Allen Sims! (Foto: Reprodução)

Vale muito a pena assistir o repertório todo, mas, por enquanto, deixamos aqui a “cereja do bolo”. Esperamos que goste!

 

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Vídeo da semana #11!

Para o retorno pós-Carnaval ficar mais ~tranquilo e favorável ~, nosso #videodasemana veio da indicação de ninguém menos que Marcelo Gomes e Misty  Copeland, primeiros-bailarinos do American Ballet Theatre. Os dois compartilharam em suas respectivas redes sociais o vídeo da coreografia Toccara, dançada por Misty e Alexandre Hammoudi, e assinada por Marcelo – então achamos de bom tom analisar!

Primeiro que o nome da dança poderia ser facilmente “Linhas”, já que a coreografia – um pas de deux – é toda trabalhada nelas. Braços, pernas e extensões são amplamente utilizadas, e agradecemos aqui às curvas da Misty (ainda não sei lidar com essas pernas dela, gente!) por deixar a forma dos movimentos ainda mais acentuada. O cenário de fundo são imagens (lindas!) de partes dos corpos dos bailarinos, o que reforça essa ideia!

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Misty Copeland e Alexandre Hummoudi (Foto: Reprodução / YouTube)

A coreografia me lembrou um pouco In The Middle Somewhat Elevated (que eu amo), mas menos carregada na agressividade e flertando mais com o contemporâneo. Muitos pés em flex, contrações e braços hiperestendidos contrastando com a fluidez dos movimentos. A música, assinada por Ian Ng, é só violino e piano: mesmo essa combinação sendo simples, os arranjos são complexos. Tem momentos dramáticos, outros mais lentos, outros mais divertidos – e a coreografia acompanha tudo.

Agora você fica à vontade para assistir, mas adianto que Marcelo Gomes pode apostar sem medo na carreira de coreógrafo! Ainda mais se continuar investindo em talentos como Misty Copeland para protagonista 😉

 

 

 

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