Dois bons motivos para aguardar “Red Sparrow”!

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Isabella Boylston e Sergei Polunin ensaiando (Foto: reprodução do instagram)

Não é de agora que grandes bailarinos e bailarinas se aventuram pelo cinema – que o digam Mikhail Baryshnikov, que estrelou “O Sol Da Meia-Noite”, e Ethan Stiefel e Julie Kent no queridinho “Center Stage – Sob A Luz da Fama”. Neste ano, a grande atração é Sergei Polunin, que está não com um, mas DOIS filmes em andamento.

Um deles, o mais aguardado, é o Red Sparrow. É ambientado na Rússia dos anos de hoje, e é sobre uma bailarina que é forçada a trabalhar para a CIA. Claro que ela tem um partner (oi, Sergei!) e dança muito enquanto trava suas batalhas emocionais. Quer mais? No filme tem estrelas de peso, como Jennifer Lawrence (a bailarina), Joel Edgerton e Jeremy Irons. Mas tem mais um motivo para a gente querer que 17 de novembro (data em que a estreia está prevista) chegue logo: a dublê de corpo de Jennifer será ninguém menos do que Isabella Boyslton, primeira-bailarina do American Ballet Theatre. Já pode morrer por antecipação?

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Isabella em Budapeste (Reprodução do instagram)

Calma, porque se você tá surtando agora, ainda tem mais! A coreografia é de Justin Peck, um dos jovens coreógrafos mais aclamados dos dias atuais, e as cenas abertas se passam em Budapeste, em Praga. Pra quem tá doido pra saber mais sobre a produção, tem mais informações na página do IMDB do filme, e tanto Isabella como Polunin volta e meia publicam partes de filmagens ou ensaios da produção em @isabellaboylston e @sergeipolunin.dancer.

O outro filme em que Polunin está trabalhando se chama “O Assassinato no Expresso Oriente”, e também conta com nomes de peso, como Michelle Pfeiffer, Johnny Depp e Penélope Cruz. Além disso, um outro longa em que ele atua, “Dancer”, tem estreia prevista para 2 de março nos Estados Unidos e Europa!

Informações: Pointe Magazine

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O Quebra Nozes do Bolshoi

Como a gente já gosta de uma resenha e não é todo dia que dá para assistir uma produção do Bolshoi ao vivo – ainda que via transmissão no cinema (amamos a tecnologia!!!!) – achamos que valia a pena mostrar nossas impressões da montagem d’O Quebra Nozes.

A produção assistida foi do dia 27 de dezembro, com Anna Nikulina como Marie, Denis Rodkin como príncipe Quebra Nozes e Andrei Merkuriev como Drosselmeier. A assinatura da montagem e da coreografia é de Yuri Grigorovitch.

Como em outras produções que assisti do Bolshoi, o diferencial da companhia é o corpo de baile. Flocos de Neves e a Valsa das Flores (ou equivalente, pois a versão do Bolshoi é diferente da tradicional e de Balanchine) estavam impecavelmente ensaiadas, tanto as bailarinas como os bailarinos. Palmas, também, para a transmissão da Pathé, que nos presenteou com imagens do topo do palco e de ângulos que normalmente não temos acesso quando estamos no teatro.

No geral, também gostei muito da escolha dos principais: ambos muito limpos e entrosados. Anna começou o repertório um pouco ‘travada’, ousando pouco nas extensões (ela tem braços e pernas super longilíneos!) e com uma expressão meio assustada. Foi bonito ver que, assim como a personagem, Marie, ela foi se soltando mais durante a apresentação, e simplesmente arrasou no solo da protagonista, que tem uma coreografia tecnicamente muito mais difícil do que as tradicionais. Também gostei do Drosselmeier acompanhando e conduzindo o sonho de Marie.

Denis também cresceu durante o espetáculo, mostrou muita qualidade e suavidade nos movimentos, mas não me cativou tanto. Achei a produção dele exagerada – muito laquê no cabelo, que chegava a brilhar com a luz do palco – e maquiagem desnecessariamente forte.

No mais, achei que a montagem deixou a desejar no cenário e, especialmente, no primeiro ato. Não gosto de ver bailarinos crescidos interpretando crianças, especialmente meninas vestidas de menino. Achei uma bola fora, até porque o Bolshoi é uma escola super tradicional e não teria dificuldade em ensaiar crianças para o primeiro ato.

Anna e Denis no pas de deux de Marie e o príncipe Quebra Nozes (Foto: Reprodução / Pathé Live)
Anna e Denis no pas de deux de Marie e o príncipe Quebra Nozes (Foto: Reprodução / Pathé Live)

O Quebra-Nozes, que foi presenteado a Marie, era uma criança, e não um brinquedo. Achei estranha essa escolha, e até demorei a entender – muito por conta da fantasia, também – que se tratava do Quebra Nozes e não de mais um boneco-vivo do padrinho da menina, Drosselmeier. Além disso, confesso que senti falta da Fada Açucarada também, ainda que num papel mais de mis-en-scène.

No mais, fiquei satisfeita com a experiência e já estou ansiosa pelas próximas produções do Bolshoi na temporada 2016. Mas não escondo que esperava mais da companhia – e ainda espero! – porque sei que o Bolshoi é capaz de montar espetáculos ainda mais envolventes.

Para ver as próximas transmissões dos espetáculos do Bolshoi clique aqui!

Já falamos sobre o Bolshoi antes, no World Ballet Day! Quer lembrar? Clique aqui 🙂