Por quê amamos o cover de “Love In The Dark” do Leroy Sanchez

 

 

Alerta de clip incrível!

Se você gosta de “Love in the Dark”, de Adele, dê uma olhadinha nesse cover de Leroy Sanchez, com coreografia de Kyle Hanagami.

Tem mais vídeos na mesma pegada, que são um deleite para quem gosta de dança!

Gostamos mais desse porque, além da movimentação intensa dos bailarinos e do jogo de câmera, ainda tem de brinde os efeitos de luz que fizeram toda a diferença.

A gente adora um clip de dança e espera de coração que mais artistas resolvam apostar nesse combinado que dá super certo!

Link: https://m.youtube.com/watch?time_continue=17&v=aeijJf-zjzY

 

Confira a galeria! Obs: as imagens são reprodução do clip.

 

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O que você não sabe sobre Darcey Bussell

Darcey Bussell é uma das minhas bailarinas preferidas: poucas dançarinas tiveram ou têm a mesma presença de palco, intensidade e a meticulosidade com os passos, a limpeza dos movimentos e delicadeza que ela sempre, sempre, sempre apresentou nos palcos. Fora que ela é de uma simpatia contagiante!

Por isso fiquei tão encantada com esse vídeo abaixo, em que Darcey fala sobre sua trajetória no ballet clássico e no Royal Ballet, única companhia em que dançou em toda sua carreira. Ela, que de longe não faz o esteriótipo da bailarina inglesa, conta que precisou insistir muito para que sua mãe deixasse que ela investisse na dança. E que penou para conseguir acompanhar as colegas quando ingressou na academia preparatória. Tá aí uma coisa que eu não consigo imaginar…

Darcey Bussell se aposenta
Darcey em sua última apresentação, dançando Song of the Earth (Foto: Jonathan Lodge)

Ela também fala de como era complicado, na época, para bailarinos e bailarinas conseguirem contratos. Especialmente no Reino Unido, em que o cenário cultural não era como é hoje. Na época existiam apenas duas companhias, ambas braços do que hoje conhecemos como o Royal Ballet. Quantos bailarinos brilhantes ficaram sem trabalhar? Tipo da coisa que faz a gente pensar…

Uma das minhas partes preferidas é quando ela fala sobre Sir Frederick Ashton, responsável por coreografar ballets como Cinderella, Ondine, La Fille Mal Gardée e Sylvia – um dos repertórios que consagrou Darcey – e como ele influenciou sua carreira e sua formação como bailarina profissional desde os primeiros anos.

Além da narração da bailarina, a entrevista tem também fotos e vídeos marcantes da sua carreira. É bem curtinho e vale a pena – se você não entender inglês muito bem, já vale pelas imagens 😉

 

Vídeo da semana ESPECIAL Prix de Lausanne

Acabei não falando nadinha sobre o Prix de Lausanne, que começou nessa semana e terá as finais nesse sábado (4 de fevereiro). São 70 jovens candidatos da América do Sul, do Norte, da Ásia e da Austrália brigando por um lugar ao sol – ou um bom contrato! – na competição que há 45 anos é realizada na Suíça.

Esse é um dos principais concursos de dança do mundo, e que promove talentos incríveis (como as brasileiras Priscilla Yokoi Mayara Magri, hoje solista do Royal Ballet, o brasileiro Marcelo Gomes, hoje principal do American Ballet Theatre, e a maravilhosa Precious Adams, que arrasou e quebrou paradigmas em 2014). Mas, para mim, a melhor parte é a das aulas conjuntas e do treinamento individual que esses bailarinos e bailarinas em potencial recebem ao longo da competição.

Ao todo, são nove jurados avaliando os 70 candidatos em todos os sete dias. E absolutamente tudo é levado em conta: como eles rendem em sala, a dedicação, a forma como lidam com críticas, com dificuldades – o próprio palco do teatro é uma grande, pois tem uma leve inclinação para que os jurados façam uma boa avaliação.

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As brasileiras Anne Jullieth e Rafaela Henrique (Foto: Prix de Lausanne / Facebook)

Mas o mais importante é mostrar evolução até a apresentação final, e, claro, impressionar os jurados.

Por isso que escolhi não, um, mas três vídeos para hoje! Todos são compilações das aulas e dos ensaios da competição deste ano. Dessa forma você pode avaliar tudinho para acompanhar as finais devidamente informad@ e torcer para os nossos brasileiros Rafaela Henrique, Marina Fernanda da Costa Duarte e Denilson Almeida, que foram selecionados  entre os 20 semifinalistas. Boa sorte!

E nossos parabéns a  Anne Jullieth Pinheiro, Erivan Rodrigues,  Jônatas Itaparica, e Rafael Pereira de Oliveira por terem chegado ao Top 70!

Aliás, para assistir ao vivo basta acessar o site oficial do Prix de Lausanne.

Dia 1

Dia 2

Dia 3

 

Tem galeria de fotos dos nossos brasileiros aqui:

Quer mais #videodasemana? Clica aqui!

Uma #TutuTuesday diferente!

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Russian ballet dancer Sergei Polunin Rick Guest/East Photographic

Recebemos umas imagens tão inspiradoras da nossa leitora Clarice (obrigada!!!) que resolvemos fazer um post sobre isso: pessoas que amam tanto a dança que resolvem marcar no corpo.

Na dança não é muito comum bailarinos terem muitas tatuagens, até porque, nas apresentações de repertório mais tradicionais, é necessário apagar os desenhos. Mas é claro que existem exceções: um dos bailarinos mais prestigiados do mundo, Sergei Polunin, tem VÁRIAS tatuagens (veja ao lado!)

Abaixo uma galeria de algumas das fotos que eu gostei mais. Não vou mentir: nunca me interessei em fazer tatuagem, mas confesso que fiquei inspirada!

Você tem alguma tatuagem sobre dança? Pensa em fazer alguma? Conta pra gente!

 

World Ballet Day 2016 – National Ballet Of Canada

Mais um post para celebrar o #WorldBalletDay nosso de cada ano, evento que marcou a estreia do OITO TEMPOS como blog e que temos o prazer de acompanhar e resenhar para vocês!!

A quarta companhia que protagonizou a transmissão ao vivo foi o National Ballet Of Canada (quer ver o post do ano passado? clique aqui), que dessa vez faz sua transmissão em casa, na cidade de Toronto, já que ano passado estavam em turnê e realizaram o World Ballet Day durante a viagem.

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Aquecimento básico para começar o dia 🙂

De cara, começamos com a aula que é a minha parte favorita. Além de acompanharmos as extensões das linhas e técnica dos bailarinos também posso pegar alguns passos de inspiração para as minhas aulas (hehe). Muita roupa para aquecer e alongamento são essenciais antes da aula começar, e é claro, não podem faltar as bolinhas nossas de cada dia, item que somos muito adeptos aqui no blog (não é Ju?).

A aula foi comandada pelo professor Aleksandar Antonijevic de uma maneira bem tranquila com passos simples, prezando sempre a manutenção da técnica. Pausa para o professor falando com os bailarinos sobre a necessidade de levar a pirueta como um todo. Importante vermos como até mesmo companhias grandes passam pelos mesmos problemas de nós mortais náo é mesmo :-). Pausa Nº 2 para momento fisioterapia com o bailarino Naoya Ebe, parte do processo de ser um bailarino de alto rendimento. E pausa Nº 3 para falar o quanto a galera do blog achou super legal o look jovial e descontraído do nosso professor, continue assim!!

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Melhor professor: SIM ou COM CERTEZA?

Karen Kain, diretora artística da companhia falou sobre os repertórios da companhia para a temporada: Onegin, Lago dos Cisnes, Cinderella e O Quebra-Nozes, repertórios de peso dentro do ballet clássico. Além da maravilhosa estreia do Ballet Pinnochio : o que estamos ansiosos para ver se sai algum pedacinho no canal deles para o público. A companhia esse ano comemora sua 65ª Temporada. Parabéns aos envolvidos!!

Ensaios:

Cinderella com certeza foi o carro chefe da transmissão desse ano, ocupando quase metade do tempo, onde tivemos ensaio das fadas mais os homens cabeça-de-abóbora (cena muito interessante por sinal!), onde a companhia ainda afina os pontos da coreografia. A bailarina Sonia Rodriguez nos apresenta o backstage da produção durante os ensaios: sapatos, perucas e figurino da obra que envolve muitos profissionais.

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Fadas de Cinderela

O próximo ensaio foi do ballet Onegin, criado em 1964 pelo renomado coreógrafo John Cranko. Algumas cenas mais simples de mise en scéne (atuação durante o espetáculo de ballet) e danças de grupo, que demandam sincronia do grupo. É um repertório pouco conhecido por nós do blog, o que não quer dizer que tenhamos menos vontade de vê-lo.

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Corpo de Baile de Onegin

Durante o streaming do evento, tivemos a grata interrupção do Boston Ballet e do Miami City Ballet apresentando suas instalações e os ensaios de suas temporadas. Mas, calma! Não se preocupem que nós nos lembramos deles sim, mas isso é assunto para outro post (surpresa!).

Confira a nossa galeria de fotos:

 

Vídeo da semana #19!!!

A gente não aguentou com essa overdose de fofura e não tivemos escolha senão selecionar esse vídeo para o #videodasemana. E logo logo você vai entender o porquê.

Dois mini bailarinos, Avery Gay e Joziah German, foram convidados para da entrevista no programa Little Big Shots, do Steve Harvey. O que vimos de antemão foi muita humildade e simpatia dos bailarininh@s, ambos com 12 anos. Avery, por exemplo, diz que adora dançar por causa dos desafios, e Joziah porque fez dele um cavalheiro (gente que lindo??), e que sempre agradece suas partners por dançarem com ele.

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Olha que linhas e que flexibilidade! Avery de parabéns (Foto: Reprodução)

Além de dançar, os dois gostam de ‘organizar’ as gavetas e comer picles (oi?), brincar ao ar livre e colecionar dominó. Além disso, Joziah quer se tornar um profissional de sucesso para sustentar uma família, mas continuar dançando. Tudo isso saindo da boca de crianças de DOZE anos. O mundo ainda tem jeito!

Em seguida, claro, os dois dançam juntos, e as surpresas não param. Claro que ainda falta maturidade em alguns movimentos, mas a habilidade dos dois é impressionante. O garotinho gira super bem, a menina tem uma flexibilidade e graciosidade de dar inveja e os dois arrasam na expressividade – talvez o meu ponto preferido na dança. Isso e a música, um mash-up de O Quebra Nozes bem criativa.

Sério, gente, não tem o que não gostar nesse vídeo!

 

Quer ver mais #videodasemana? Visite nosso arquivo aqui!

Vídeo da semana #08!!

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Uma das pontas da Jessica Fyfe (Foto: reprodução)

Cada um com seu cada qual, certo? O vídeo de hoje, sugestão da leitora Edielle Caroline, mostra o método de preparação da matéria-prima das bailarinas clássicas: as pontas! Sim, porque cada uma tem um jeitinho diferente de deixar a sapatilha mais confortável, ainda que muitas companhias tenham fabricação própria e personalizada (inveja eterna!!!!).

Todas as bailarinas que aparecem são do Australian Ballet, nossa companhia queridinha! A primeira é a solista Jessica Fyfe, do corpo de baile, disse que tem cerca de sete ou oito sapatilhas à disposição ao mesmo tempo para uso nas aulas, ensaios e apresentações. Ela disse que gosta de ter umas duas ou três mais molinhas, que são boas para saltos e para os palcos, umas três quase”no ponto” e uma bem dura, no caso de alguma amolecer muito mais rápido do que ela previa.

Para deixar as pontas “nos trinques”, Natasha Cushen, coryphée, gosta de raspar a sola, para dar mais atrito e melhorar a aderência ao solo e passa cola nas laterais internas (essa eu nunca tinha visto!). Já a principal Amber Scott sempre “embala” o pé esquerdo numa fita larga, por conta de lesões passadas, para prevenir novas.  Ela gosta de colocar um elástico largo e grosso na parte da frente, para segurar o colo do pé, e costurar as pontas para ajudar no equilíbrio (a Lisa Craig, também do Australian Ballet, já tinha dado essa dica no World Ballet Day).

E você, tem alguma técnica para deixar a sapatilha “no ponto”? Eu gosto de amolecer um pouquinho o gesso, para diminuir o barulho, então jogo um pouco de água na parte de cima e piso nela, moldando a caixa do jeito que eu gosto. Meu pé, apesar de não ser bonito, é forte, e por isso eu quebro a sola bem em cima, para impedir que ela quebre no meio e force uma ponta “errada”. Também uso elásticos para reforçar a segurança, mas não tão grossos como os da Amber Scott. E pretendo costurar as pontinhas para ver se o equilíbrio melhora, mesmo!

 

Veja nossos outros vídeos:
Vídeo da semana #07

Vídeo da semana #06

Vídeo da semana #05

Vídeo da semana #04

Vídeo da semana #03

Vídeo da semana #02

Vídeo da semana #01