Por quê amamos o cover de “Love In The Dark” do Leroy Sanchez

 

 

Alerta de clip incrível!

Se você gosta de “Love in the Dark”, de Adele, dê uma olhadinha nesse cover de Leroy Sanchez, com coreografia de Kyle Hanagami.

Tem mais vídeos na mesma pegada, que são um deleite para quem gosta de dança!

Gostamos mais desse porque, além da movimentação intensa dos bailarinos e do jogo de câmera, ainda tem de brinde os efeitos de luz que fizeram toda a diferença.

A gente adora um clip de dança e espera de coração que mais artistas resolvam apostar nesse combinado que dá super certo!

Link: https://m.youtube.com/watch?time_continue=17&v=aeijJf-zjzY

 

Confira a galeria! Obs: as imagens são reprodução do clip.

 

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Dançarinos acrobatas do Quênia chegam ao Brasil pela primeira vez

Curte acrobacia? E acrobacia com dança? Melhor ainda, não? Pois o Quenian Boys (ou Kenyan Boys), grupo africano formado por seis bailarinos acrobáticos, fazem isso tudo e ainda se aventuram em números com fogo.

O grupo, treinado por acrobatas chineses, começou no Quênia, nos anos 1990, e migrou em 2005 para os Estados Unidos depois de fazer sucesso no mundo inteiro. Lá, eles se apresentaram em parques temáticos da Disney e também participaram de shows de intervalo da NBA, maior liga de basquete do mundo, e apareceram no Dance On!, programa de dança da Big Apple Circus.

Eles chegam ao Brasil pela primeira para compor a nova temporada do Le Cirque, tradicional circo francês.

O circo informou que o elenco deste ano está todo novo, mas segue com artistas e acrobatas de vários países. Além dos Quenian Boys, as atrações variam das mais tradicionais, como palhaços e globo da morte, aos que os bailarinos curtem mais, como os contorcionistas (quem nunca invejou a flexibilidade deles?).

Para quem mora em Salvador, a nova temporada apresenta espetáculos com 1h40 de duração de quarta a sexta às 20h30 e aos sábados e domingos às 15h, 18h e 20h30.

Os ingressos custam R$ 40 (Platéia Comum – inteira) | R$ 20 (Platéia Comum – meia) | R$ 60 (Platéia Central – inteira) e R$ 30 (Platéia Central – meia).

Abaixo um videozinho de quando eles se apresentaram no Zippos Circus, no Reino Unido:

Vai ter bailarino baiano em Nova York, sim!

Quem acompanha o blog há um tempinho lembra que, ainda em 2015, a gente já vinha cantando a bola que Ed Cruz, bailarino revelado pelo Balé Folclórico da Bahia, dava sinais que ia voar longe.

Na ocasião, ele tinha recebido uma bolsa para o Alvin Ailey, uma das mais prestigiadas companhias de dança contemporânea do mundo. Mas, por uma série de razões, ele acabou não conseguindo passar a temporada em Nova York, nos Estados Unidos, onde a companhia é baseada.

Ed Cruz
Ed foi revelado pelo Balé Folclórico da Bahia (foto: arquivo pessoal)

Ele continuou no Balé Folclórico (muito bem, obrigada!), sendo escalado para diversas turnês internacionais e, depois dessa última, justamente para os EUA, não retornou ao Brasil. Isso é porque Ed recebeu uma proposta da Azoth Dance Theatre, companhia que  conta com Jonathan Breton, um dos mais talentosos jovens coreógrafos da atualidade.

Conversei com ele bem rapidinho, e ele disse que, ao mesmo tempo em que está muito feliz com essa nova etapa da vida dele, ainda vai continuar buscando sonhos cada vez maiores. Mas também sabe que vai sentir – e deixar – muitas saudades.

Olha que lindo esse relato que ele publicou nas suas redes sociais:

“Chega um momento em nossas vidas que precisamos abrir mão de estar ao lado de quem amamos, da nossa família, das coisas, da nossa casa, da nossa vida normal e rotineira para correr e lutar por nossos sonhos!

A vida é feita de ciclos, e creio que um desses ciclos se completou, que foi o Bale Folclórico da Bahia: lugar onde vivi experiências singulares, aprendi de várias formas as facetas da vida de um artista, de um bailarino, de um ser humano.

Ed e o Balé Folclórico da Bahia
Alguns momentos de Ed no Balé Folclórico da Bahia (fotos: arquivo pessoal)

Sou muito grato a todos do BFB!!!

Obrigado por cada sorriso, bronca, festa, aula, caruru, coquetel. Sei que hoje me tornei e busco sempre me tornar um artista, um ser humano melhor! Ao Meu Mestre Zebrinha , obrigado por TUDO (palavras não podem descrever o quanto sou grato a você pela minha dança).

Ao meu diretor, Vavá Botelho, obrigado por tudo também, por tudo que aprendi. Minha professora Nildinha, obrigado sempre pelas palavras de força e encorajamento, pois sem as mesmas eu não teria tanta coragem assim.

Obrigado família Balé Folclórico da Bahia!”

Do lado de cá, esperamos sempre as melhores notícias! E que ele possa voltar de vez em quando e dançar um pouquinho pros meros mortais, não é mesmo?

Falamos sobre improvisação na dança com Guego Anunciação

Eu sei que tem mais de uma semana que eu prometo lançar esse post aqui, mas nossa, sobra trabalho e falta tempo nesse 2017! Mas eis que posso contar um pouco da minha experiência com dança contemporânea e, mais especificamente, sobre improvisação na dança – que pode ser qualquer estilo, ok?

Aproveitei as férias do ballet para me jogar num estilo que eu não tenho tanta intimidade, mas que adoro acompanhar, que é o contemporâneo. Só que o que eu não sabia era que o professor, o bailarino, pesquisador e meu amigo Guego Anunciação, resolveu fazer mais do que apenas passar técnica de passos e fazer algumas experimentações com os sortudos que resolveram fazer as aulas.

 

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Guego sendo divo (Foto: acervo pessoal)

Brincamos muito com a voz, entre sons e palavras. E depois passamos para a parte difícil: improvisação. Como assim? Assim mesmo. Liga a música (ou não!) e dança da forma que dá na telha. E vale tudo, até ficar parado. Uma coisa que poucos sabem: improvisação diz MUITO do seu repertório como dançarino. É quando você se solta das combinações de uma coreografia, os passos fluem de uma maneira bem diferente. Dá um medo danado, mas chega uma hora que a mente dá um estalo começa, automaticamente, a buscar o que faz mais sentido para o corpo. Em miúdos: você pega o jeito.

“Eu, como bailarino clássico, encontrei esse meio para pensar na minha pesquisa corporal, mesmo. De como eu posso aliar a improvisação com um repertório que eu já tinha de ballet clássico e das outras  experiências que vieram depois com dança contemporânea. Fora que tem a dificuldade de se encontrar essa técnica de improvisação no espaço de ballet, onde os alunos geralmente trabalham como intérpretes condicionados a uma coreografia. Eu acho que a improvisação é muito libertadora nesse sentido, abre possibilidades para que o balarino possa ter acesso a outros repertórios”, disse Guego com muita propriedade.

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Guego em Missa de Sétimo Dia (Foto de Marcus Socco)

Acho que a palavrinha mágica aí é técnica. Assim como qualquer passo, você precisa de uma técnica para improvisar da melhor forma possível para pensar rápido nos ligamentos, fazer aquilo que seja mais natural para o corpo e ainda dê um caldo coreograficamente falando. De certa forma, não deixa de ser um exercício 😉

Resgatamos esse videozinho dele no nosso instagram! Saca só:

 

Dois bons motivos para aguardar “Red Sparrow”!

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Isabella Boylston e Sergei Polunin ensaiando (Foto: reprodução do instagram)

Não é de agora que grandes bailarinos e bailarinas se aventuram pelo cinema – que o digam Mikhail Baryshnikov, que estrelou “O Sol Da Meia-Noite”, e Ethan Stiefel e Julie Kent no queridinho “Center Stage – Sob A Luz da Fama”. Neste ano, a grande atração é Sergei Polunin, que está não com um, mas DOIS filmes em andamento.

Um deles, o mais aguardado, é o Red Sparrow. É ambientado na Rússia dos anos de hoje, e é sobre uma bailarina que é forçada a trabalhar para a CIA. Claro que ela tem um partner (oi, Sergei!) e dança muito enquanto trava suas batalhas emocionais. Quer mais? No filme tem estrelas de peso, como Jennifer Lawrence (a bailarina), Joel Edgerton e Jeremy Irons. Mas tem mais um motivo para a gente querer que 17 de novembro (data em que a estreia está prevista) chegue logo: a dublê de corpo de Jennifer será ninguém menos do que Isabella Boyslton, primeira-bailarina do American Ballet Theatre. Já pode morrer por antecipação?

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Isabella em Budapeste (Reprodução do instagram)

Calma, porque se você tá surtando agora, ainda tem mais! A coreografia é de Justin Peck, um dos jovens coreógrafos mais aclamados dos dias atuais, e as cenas abertas se passam em Budapeste, em Praga. Pra quem tá doido pra saber mais sobre a produção, tem mais informações na página do IMDB do filme, e tanto Isabella como Polunin volta e meia publicam partes de filmagens ou ensaios da produção em @isabellaboylston e @sergeipolunin.dancer.

O outro filme em que Polunin está trabalhando se chama “O Assassinato no Expresso Oriente”, e também conta com nomes de peso, como Michelle Pfeiffer, Johnny Depp e Penélope Cruz. Além disso, um outro longa em que ele atua, “Dancer”, tem estreia prevista para 2 de março nos Estados Unidos e Europa!

Informações: Pointe Magazine

Mães e filhas que dançam (e se apresentam) juntas

Acho que a essa altura todo mundo (ou pelo menos a maioria) dos bailarinos e bailarinas já encerraram as apresentações de fim de ano com suas escolas, né?

Uma coisa que eu pude perceber neste ano – mas que, sem dúvida, é uma tendência que vem crescendo há algum tempo – é o número de mães e filhas que se apresentam juntas nos festivais. E gente, que negócio bonito de ver!

No meu caso, vi de perto a emoção da colega Andrea Passos, que voltou a dançar depois de quase 20 anos longe das barras e sapatilhas. Muito por influência da filha, Maria, de cinco anos, que começou a fazer aula justamente na antiga academia dela. Não deu outra: depois do primeiro festival da filha, Déa (é minha amiga, né, gente?) resolveu que não apenas voltaria a dançar, mas participaria do festival também. E, do camarim aos palcos, ela transbordava emoção. Nas redes sociais, só davam fotos e vídeos dela com a pequena.

Déa e Maria “se curtindo” depois do festival

“Pense numa pessoa muito feliz nesse fim de semana… Morta de cansada, mas amando tudo: backstage , cheirinho de Gumex no cabelo, dançar ‘cazamigas’ lindas e minha filhota curtindo tudo… Dancei despreocupada, sorrindo, ‘me achando’ mesmo”, disse . Déa fez ballet dos nove aos 18 anos, e depois jazz até o 3º /4º ano de medicina.

A partir de então, não conseguiu mais continuar. Isso até ano passado, quando se reencontrou com a dança no grupo de ballet adulto (com ex-bailarinas e amigas antigas) graças a Maria. Sorte nossa – e do público – de termos essa bailarina linda de volta aos palcos!

Fotos nos bastidores com as amigas do ballet

“Identificação total com a turma e contente de reencontrar as minhas amigas. Participar do festival com a minha filha foi um sonho! Ela muito pequena, mas já demonstrando compromisso e prazer em dançar! Impressionante como ela sabia a história,nome das personagens. E ela perguntou ‘Mamãe, eu sou fadinha. Você vai ser o quê?’ Não tinha mais jeito, iria participar nem que fosse uma árvore!”, brincou. Pros autos: ela foi uma linda flor do amor-perfeito no espetáculo Sonho de Uma Noite de Verão do Ballet Marília Nascimento!

Também conversei com Morgana Carvalho, que, curiosamente, também é mãe de uma Maria. A dela já não é tão pequena, e já está paquerando o jazz além do ballet clássico. Mas a história até que é parecida: a mãe sempre gostou de dançar – e sempre foi uma bailarina linda! – e, naturalmente, passou adiante o amor à dança.

Morgana e Maria nos bastidores

Para Morgana, a vontade de voltar a fazer aulas (mesmo longe da escola ela continuava dançando, ainda que esporadicamente, por conta própria) também aflorou por conta da filha. Maria começou a dançar aos três anos, e, no ano passado, participou do concurso de poesia promovido pela escola, o Studio de Ballet Ana Campello, sendo premiada com a seguinte:

“Minha é flor do dia/ dançar é alegria / dançar com minha mãe /seria pura magia!”

Fofo, né? Claro que ela resolveu atender ao pedido de Maria. E tudo ficou ainda mais emocionante por conta do falecimento da antiga professora de Morgana, Mônica Ballalai.

“Na minha vida, a dança comunicou muito. Despertei para a dança cedo, quando via meninas mais velhas indo à escola de ballet que tinha em frente à minha casa. Até que minha mãe me matriculou. Eu tinha sete anos, e e ir à aula de ballet era a melhor parte do meu dia. Fazia aulas todos os dias.  Amava. A vontade de querer render uma homenagem à Mônica e de atender ao desejo de Maria contido no versinho da poesia povoou meu juízo até julho (de 2015) quando decidi voltar para o ballet e participar do festival, dançando com Maria e homenageando de forma singela e sincera a memória de minha admirada professora Mônica. Sabia que seria um desafio, dado o tempo que estava fora das aulas, dos palcos e dos ensaios (20 anos), e que seria uma maratona, dado que tenho muitas atividades profissionais para dar conta”, contou.

Morgana arrasando na emoção
Morgana arrasando em cena!

Mas Morgana encarou. E foi lindo! Tanto é que repetiu a dose neste ano, também dançando com Maria, só que dessa vez num ambiente diferente que incitava ainda mais memórias.

Novamente participei do festival. Desta vez no Teatro Castro Alves, o que me trouxe recordações profundas da primeira vez que dancei lá em 1986. E, curiosamente o nome do espetáculo que dançamos esse ano foi “Recordar é dançar”. Nada é por acaso…”

Fica a dica para você que já dançou (ou sempre quis dançar) e tem uma filha ou filho que se interessam pela dança. O amor pela arte pode tornar a união entre pais e filhos ainda mais forte e bonita =)

As dores e delícias do pole dance profissional por Erika Thompson

Mesmo sendo uma modalidade relativamente recente, o pole dance tem vários grandes campeonatos realizados pelo mundo, e muitos pole dancers profissionais que conseguem viver apenas do esporte ou dança (isso depende do estilo escolhido por quem pratica).

Mas isso é na Europa, especialmente no Leste Europeu. No lado de cá, no entanto, a situação muda bastante – ainda mais em se falando do Brasil. Conversei com Erika Thompson (lembra dela? Tem matéria aqui!), que pratica o pole dance há quase sete anos, e precisa se desdobrar em várias para conseguir manter seu estúdio – o primeiro em Salvador -, treinar e conseguir competir.

Falando em competição, ela foi selecionada para competir no Sul-Americano de Pole Dance, na Argentina, em dezembro. O que deveria ser um orgulho se tornou uma dor de cabeça, porque ela, assim como muitos atletas brasileiros, não tem qualquer patrocínio e precisa arcar com todas as despesas sozinha. E dar aulas. E, claro, continuar treinando.

Erika no Mundial da China, em 2015
Erika no Mundial de Pole Dance na China (Foto: Acervo Pessoal)

“O brasileiro deveria ser estudado, porque ô povo para ter raça, viu? É incrível, não desiste!”, Erika disse aos risos. “Eu não consigo me dedicar para as competições do jeito que eu gostaria, porque não posso deixar de trabalhar. A falta de apoio também complica, porque eu não tenho a tranquilidade de poder ir a todos os campeonatos que eu gostaria. E, sem colocar minha cara lá fora, eu fico sem prestígio, sem reconhecimento. Acaba virando uma bola de neve”, explicou. Por isso, ela foi mais uma adepta do crowfunding: criou uma campanha para ajudá-la com os custos da competição.

A escolha do Sul-Americano não foi por acaso. Esse é um campeonato que ela já conhece, e que ela sabe que abre portas para os Mundiais e outros internacionais.”Hoje, o Sul-Americano é o campeonato de maior prestígio aqui na América do Sul. Temos pole dancers muito bons na Argentina e no Chile, a competição é muito forte mesmo”. Erika é uma das duas brasileiras selecionadas para a categoria Elite, a mais alta da competição.

Fora que o Sul-Americano tem a vantagem de ser próximo: muitos dos Mundiais e campeonatos grandes são na Europa, o que encarece a viagem. No Brasil, além de serem menores, também são mais precários – eu mesma sofri para conseguir falar com a organização do Campeonato Brasileiro em 2014, para saber a colocação dos vencedores. Naquele ano, Erika e mais três baianos participaram. Ela até hoje espera suas notas.

Pole dance na praia
Pole dance na praia, pode? (Foto: Rudolph Lamax)

E olha que Erika tem um currículo de peso: semifinalista no Mundial da China 2015, 2º lugar na Miss Pole Dance Glamour 2014, finalista do Sul-Americano 2013. Não deveria precisar de ajuda, né? Quem puder, contribua e divulgue!

Segue uma das poucas apresentações de Erika que foram gravadas, a do Campeonato Brasileiro de 2014.

 

 

Quer mais pole dance? Veja aqui nossa entrevista com Uriel Trindade, bailarino e pole dancer.

Cerimônia de Encerramento da Olimpíada: o que teve!

A Olimpíada chegou ao fim, mas ainda ficamos com nossas resenhas de vídeos para alegrar nossa audiência, não é mesmo? Então, ainda em clima olímpico, faremos uma análise um pouco maior sobre a coreografia apresentada pelo Grupo Corpo no encerramento Rio 2016. Lembrando que ainda tem as cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Paralímpicos, então podemos voltar a esse tema a partir do dia 7 🙂

Já falamos nesse post sobre a Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos, que contou com coreografia de Deborah Colker e foi um show incrível para abrir com chave de ouro essa cerimônia que une culturas tão diferentes em prol do esporte.

Agora, vamos ao que interessa! No encerramento da Olimpíada, foram apresentados quatro minutos de um trecho de Parabelo (1997), obra pertencente ao Grupo Corpo e que traz fortes referências nordestinas em sua coreografia. Composto de um jogo de pernas rápido e aparentemente “solto”, porém perceptivelmente coreografado, os bailarinos trazem junto com seus movimentos a força da música nordestina. Apresentando também figurinos simples e com cores vibrantes, valorizando ainda mais o movimento.

 

Apesar da chuva ocorrida durante o encerramento, não houve o que desanimasse os bailarinos durante a coreografia, o que se tornou ainda mais marcante diante do evento. Afinal de contas, não é todo dia que temos a honra de encerrar uma Olimpíada, não? Durante a narração do evento, muitos comentaristas disseram que foi justamente a chuva que deu uma dramaticidade maior ao encerramento, no maior estilo “Cantando na Chuva”. E é verdade! Só ficamos meio tensos ao assistir com medo de que algum bailarino escorregasse.

Infelizmente, não conseguimos encontrar nenhum vídeo oficial desse momento, mas fica aí um dos registros que achamos e que vai ficar para a posteridade:

 

Deixaremos também um vídeo oficial do canal no YouTube do Grupo corpo, que mostra esse mesmo trecho apresentado na festa de encerramento. Lembrando que vale suuuuuuuper a pena conferir os demais vídeos da companhia, tão bons quanto esse 🙂

 

Para quem ficou interessado em conhecer mais da companhia pode visitar o site oficial clicando aqui!

Para ver outras resenhas, essas do #videosdasemana, clique AQUI!

(Foto da capa: Getty Images/Alexander Hassenstein)

Grupo de Dança Contemporânea da UFBA lança espetáculo sensual

Uma coisa que eu acho importante em grupos contemporâneos, especialmente os que estão baseados em universidades ou têm no elenco universitários, é a ousadia. Quantas vezes a gente ouve falar das mesmas linhas de apresentação, com espetáculos com a mesma temática?

Por isso que fiquei super satisfeita quando meu amigo bailarino Guego Anunciação (maravilhoso, por sinal!) me mostrou essa iniciativa do Grupo de Dança Contemporânea da Universidade Federal da Bahia (GDC da UFBA), que trata de… sexo! Não amor, não sentimento, só o prazer carnal, nu e cru, e os rompantes de excitação (e até mesmo violência) que acompanham.

O nome da apresentação já diz tudo: Cuspe, Paetê e Lantejoula. Quem assina esse trabalho é Lulu Pugliese e Lucas Valentim, que conta com seis bailarinos da GDC da UFBA – que comemora seus 60 anos, aliás! Eu já assisti a alguns trabalhos de grupos de dança da UFBA e, normalmente, eles não fogem da raia e entregam exatamente o que prometem. As coreografias são bem diferentes e usam dinâmicas super ousadas para integrar bailarinos, música e conceito – mulheres carregando homens, nudez no espetáculo, sons emitidos pelos dançarinos durante os movimentos… É outra ‘viagem’!

Vale a pena lembrar que a Escola de Dança da UFBA é a primeira a de ensino superior em dança no Brasil, então vanguarda é com ela mesma!

 

Onde: Teatro do Movimento da UFBA (Av. Adhemar de Barros, s/n, Ondina, Salvador – BA)

Quando: 16/9 (19h), 17/9 (18h), 19, 20, 29 e 30/9 (20h)

Quanto: R$ 8 (inteira ) e R$ 4 (meia) – estudantes da UFBA não pagam, bastando apresentar confirmação de matrícula

PS: A foto é de Aldren Lincoln

Vídeo da Semana ESPECIAL da Cerimônia de Abertura Rio-2016

Como prometido, esse #videodasemana é diferente e especial: analisamos o que teve de dança na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio-2016, que teve coreografia de Deborah Colker e bailarinos da companhia que leva seu nome.

Primeiro: o que foi essa abertura, gente? Foi muito emocionante, cheio de efeitos especiais e batendo na tecla daquela coisinha que a gente vive falando aqui: inclusão e empoderamento. Na coreografia, isso foi representado pelas danças populares de várias regiões do país – teve samba, maracatu, funk, passinho…

funk
Teve Carol Konka e MC Soffia conduzindo o rap e batidão na cerimônia

A coreografia de Deborah Colker também foi variada: ela que ‘conduziu’ 1500 pessoas no palco em alguns momentos de cenografia, e, em outros, bailarinos profissionais e acrobatas em partes mais específicas, em que se trabalhava com efeitos especiais.

Um deles foi o parkour: os bailarinos foram apresentados com a ilusão, em 3D, de prédios subindo no solo do Maracanã. Tudo foi tão bem ensaiado que a gente jurava mesmo que o pessoal pulava de prédio para prédio, e não que eles, na realidade, não enxergavam as projeções. Isso a própria Deborah comentou em entrevista à SporTV, hoje de manhã.

“Trabalhei com acrobacia e, com o parkour,eu tinha que fazer as pessoas acreditarem nas projeções dos prédios, que eram fake. A gente teve que estudar o espaço, e depois foi experimentando ao vivo a partir do que seria a projeção, vendo o momento de subida e descida dos prédios. E tem uma turma danada de acrobacia, de saltos, de parkour… Depois dos prédios subindo, quando eles vão para o ‘morro’, na verdade são 72 caixas e 32 pessoas fazendo parkour. Então eu criei rotas de parkour para se chegar aos lugares. Eu não tive uma quantidade de ensaios suficientes, então tive que estar pré-preparada”, explicou.

rodas
Inspiração! Cerimônia x VeRo

Quem conhece o trabalho de Deborah Colker viu várias cenas na cerimônia de abertura. “VeRo”, da roda, “Velox”, das paredes, e “Casa”, de ambientes internos. Isso tudo foi misturado, como disse, com estilos populares, como o carioquíssimo funk. A mistura de cores e luzes deu uma cara toda especial para a dança.

Pra terminar com conteúdo, deixamos pra própria Deborah o resumão da obra! “Eu sempre falei que a gente estava construindo um espetáculo, que seria no próprio Maracanã, para milhares de pessoas, mas que seria, também, televisionado por 60 câmeras. E a organização desses ensaios foi complicada! A gente teve cenas com 1500 pessoas. E eu adoro precisão, sou perfeccionista. Sou que nem o pessoal do esporte, adoro competir e adoro ganhar”, disse ao SporTV. Mandou bem!!!

Atenção: o vídeo abaixo é de ensaio. O blog não tem direito de reproduzir imagens em movimento da Olimpíada, infelizmente! Preferi colocar um ensaio a fazer compilação de imagens, como muitos veículos de imprensa fizeram.

Quer ver mais #videodasemana? Clique aqui!