#TutuTuesday colorida

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Na terça-feira passada, buscando fotos para colocar nas redes sociais para a #TutuTuesday, me deparei com a imagem de uma mini bailarina que, na postagem de sua mãe orgulhosa, perguntava se tinha dançado tão bem quanto Misty Copeland.

Ava ballerina
A pequena Ava após sua primeira apresentação (Foto: Reprodução)

E sim, essa menina, a pequena Ava Elyse Johnson, de seis anos, é negra – que nem Misty Copeland. O que, infelizmente, ainda é algo fora do comum quando se trata de ballet. Talvez por isso a foto tenha me chamado a atenção – uma garotinha negra se espelhando em uma grande bailarina, também negra. E toda a conversa sobre representatividade (que a gente volta e meia fala aqui no blog) voltou a fazer sentido.

Falei com a mãe dela, Chrysanthé, e ela topou me contar um pouquinho de como Ava se apaixonou pela dança, e se os palcos um pouco mais coloridos tiveram alguma influência nisso. Para dar um contexto, Ava e sua família são dos Estados Unidos, moram na Filadélfia e têm laços fortes com a igreja – nos EUA, assim como em algumas igrejas aqui no Brasil, é comum ter oficinas de artes para a comunidade. Muitos talentos são revelados justamente em corais ou grupos de dança.

Misty Copeland como Odette. Foto: Reprodução/ The Guardian
Misty Copeland como Odette. Foto: Reprodução/ The Guardian

“Percebemos desde quando Ava era muito pequena que ela era uma dançarina nata. Ela começou a mostrar potencial para ser bailarina e atleta desde os dois anos de idade. Se você passar mais do que cinco minutos com ela vai vê-la andando e girando na pontinha do pé. Nunca com a sola no chão (risos). Me senti na obrigação de matriculá-la  numa escola de ballet assim que ela chegou à idade mínima”, disse.

A escolha dessa escola de dança foi bastante meticulosa, segundo Chrysanthé. Ela disse que, já que a família passa boa parte do tempo em ambientes em que são minoria, era importante para ela que Ava pudesse se desenvolver artisticamente com crianças que se parecessem com ela. A eleita foi a Philadanco!, uma academia com uma diversidade étnica muito interessante e que também conta com uma companhia. Vale a pena dar uma olhadinha no site!

Claro que a formação dos pais também tem um impacto direto na formação dos filhos, e, no caso de Ava, isso foi bem positivo. Chrysanthé disse que dançou quando mais nova, embora não ballet clássico (ela dançava ritmos Afro-Caribenhos) e comentou que o gene do atletismo corria solto na família. Ou seja, era uma questão de tempo para Ava se interessar por alguma atividade.

Alison Stroming
Alison Stroming (Foto: John F Cooper)

Mas o interesse dos pais na formação artística dos filhos não para aí: é importante você ter modelos para se apresentar aos pequenos. E isso é um pouquinho mais complicado, especialmente quando falamos em representatividade.

A criança quer se identificar com seus ídolos. No ballet, mais especificamente, até pouquíssimo tempo atrás não existiam bailarinos e bailarinas negros nas grandes companhias internacionais. E agora, com uma nova geração de estrelas, como Misty Copeland, Michaela DePrince, Precious Adams,  e, mais recentemente, as brasileiras Ingrid Silva e Alison Stroming, isso está começando a mudar.

“Acho que essas bailarinas estão tornando o caminho mais fácil para nós. Elas estão inspirando jovens bailarinas, como minha filha, a ser quem elas são mesmo quando o mundo tenta negar isso a elas. E elas estão quebrando barreiras de uma forma que fica difícil para elas e tantas outras bailarinas negras passarem desapercebidas pela mídia comercial americana e o mundo do ballet”.

Claro que essa representatividade ainda é muito pequena, que existe racismo nas companhias e que a desproporção entre negros e brancos no ballet ainda é gigantesca. Mas já está rendendo frutos – como Ava, por exemplo. Ainda assim, perguntei a Crysanthé o que podemos fazer para acelerar esse processo.

“Temos que continuar expondo nossos filhos a esses artistas e falando sobre eles na mesa de jantar, consumindo seus produtos, guardar dinheiro para apresentações ao vivo sempre que possível… Não podemos quebrar barreiras se nos limitarmos a fazer o que a sociedade associa com raça e gênero. Somos capazes de muito mais e é importante que nossos filhos vejam isso”.

Dançarinos acrobatas do Quênia chegam ao Brasil pela primeira vez

Curte acrobacia? E acrobacia com dança? Melhor ainda, não? Pois o Quenian Boys (ou Kenyan Boys), grupo africano formado por seis bailarinos acrobáticos, fazem isso tudo e ainda se aventuram em números com fogo.

O grupo, treinado por acrobatas chineses, começou no Quênia, nos anos 1990, e migrou em 2005 para os Estados Unidos depois de fazer sucesso no mundo inteiro. Lá, eles se apresentaram em parques temáticos da Disney e também participaram de shows de intervalo da NBA, maior liga de basquete do mundo, e apareceram no Dance On!, programa de dança da Big Apple Circus.

Eles chegam ao Brasil pela primeira para compor a nova temporada do Le Cirque, tradicional circo francês.

O circo informou que o elenco deste ano está todo novo, mas segue com artistas e acrobatas de vários países. Além dos Quenian Boys, as atrações variam das mais tradicionais, como palhaços e globo da morte, aos que os bailarinos curtem mais, como os contorcionistas (quem nunca invejou a flexibilidade deles?).

Para quem mora em Salvador, a nova temporada apresenta espetáculos com 1h40 de duração de quarta a sexta às 20h30 e aos sábados e domingos às 15h, 18h e 20h30.

Os ingressos custam R$ 40 (Platéia Comum – inteira) | R$ 20 (Platéia Comum – meia) | R$ 60 (Platéia Central – inteira) e R$ 30 (Platéia Central – meia).

Abaixo um videozinho de quando eles se apresentaram no Zippos Circus, no Reino Unido:

O que achamos de O Quebra-Nozes do Russian State Ballet

Prometemos que teria resenha, não foi? Pois então: assistimos à estreia da nova turnê do Russian State Ballet nessa temporada, que foi com a primeira montagem de O Quebra-Nozes no Brasil, que aconteceu no Teatro Castro Alves, em Salvador.

Como a gente assistiu à passagem deles por aqui no ano passado, pudemos ver bem a diferença das duas apresentações. Menção honrosa para Elizaveta Lobacheva, nossa Clara, que arrasou demais!

Para começar, essa produção foi bem amarradinha. O cenário e os figurinos eram, em geral, simples, mas bem bonitos. Notamos que algumas músicas foram editadas, mas só porque conhecemos a obra de trás pra frente! Os cortes foram bem feitos e não comprometeram em nada a montagem.

Primeiro ato

Os ‘adultos’ do Natal em família roubaram a cena. As danças foram lindas, super bem ensaiadas, e nesse momento os russos abusaram no que têm de melhor: os port de bras! Muito braço bonito, carão e pé esticado. Arrasaram!

Vou ser sincera: não gosto muito de adulto fazendo papel de criança – talvez por isso minha montagem d’O Quebra-Nozes preferida seja de Balanchine – mas achei que os bailarinos ‘incorporaram’ bem os pequenos. A parte das crianças e dos solistas foi bem leve, uma graça! E respirei aliviada quando vi que o quebra-nozes enquanto soldadinho não era uma criança (como na produção do Bolshoi), mas o próprio bailarino que vira príncipe depois. Muito melhor!

O que sentimos falta: a árvore não sobe quando Clara começa a sonhar! Ficamos um pouco frustrados, não tem como negar. A luta dos soldadinhos com os ratos também poderia ter sido melhor. Estava muito bem ensaiada, mas parecia que os bailarinos estavam mais preocupados em executar os passos do que interpretar.

Pas de Deux O quebra-Nozes
Grand pas de deux d’O Qubra-Nozes (Foto: Reprodução/ Ballet da Rússia)

Segundo ato

Se a Clara já estava roubando a cena no primeiro ato, ela se apropriou do espetáculo no segundo. A melhor parte, disparadamente, foi o grand pas de deux entre Clara (essa versão não tem Fada Açucarada) e o príncipe. Elizaveta mostrou muita técnica e leveza no pas de deux e na variação, que é super difícil e precisa de muita musicalidade. Tirou de letra!

O bailarino, Sergei, também é muito bom, o que fez desse par protagonista um acerto enorme. Ele girou SUPER bem, mesmo com máscara de soldadinho (já mereceu meu respeito), esticou os pés nos saltos (sempre um plus!) e foi muito expressivo.

O foco do Russian State Ballet realmente é com os solistas: eles foram a melhor parte do ballet como um todo. Com uma ou outra exceção, os solos estavam super bem ensaiados (especialmente os mirlitons, a dança chinesa, a valsa das flores e a dança árabe) e casaram super bem com os bailarinos escolhidos. Achamos que os flocos de neve, a principal dança de corpo de baile, deixou a desejar um pouquinho.

Dica para quem gostou da resenha e se interessou em assistir: não fique tirando fotos ou gravando o espetáculo. É muito chato, além de proibido, e desconcentra os bailarinos. Teve gente do nosso lado fazendo foto com flash! Melhor se preocupar em assistir ao espetáculo do que ficar documentando, né?

Segue agenda d’O Quebra-Nozes do Russian State Ballet (sujeita a mudanças!):

26/04 (quarta-feira): Rio de Janeiro (RJ), no Oi Casagrande. Ingressos à venda no site. Preço: R$ 300 (inteira), R$ 150 (meia) e R$ 80 (até 14 anos)

28/04 (sexta-feira): Ribeirão Preto (SP), no Theatro Pedro II, às 20h. Ingressos à venda no site ou no Ingresso Rápido. Preço: R$ 300 (inteira), R$ 150 (meia) e R$ 80 (até 14 anos)

30/04 (domingo) – São Paulo (SP), no Tom Brasil. Ingressos à venda no site e no Ingresso Rápido. Preço: R$ 300 (inteira), R$ 150 (meia) e R$ 80 (até 14 anos)

02/05 (terça-feira) – Campinas (SP), no Teatro Iguatemi. Ingressos à venda no site e no Ingresso Rápido. Preço: R$ 300 (inteira), R$ 150 (meia) e R$ 80 (até 14 anos)

04/05 (quinta-feira) – Belo Horizonte (MG), no teatro Palácio das Artes às 21h. Ingressos à venda no Ingresso Rápido

07/05 (domingo)  – Brasília (DF), teatro ainda a definir. Ingressos à venda no site. Preço: R$ 300 (inteira), R$ 150 (meia) e R$ 80 (até 14 anos)

09/05 (terça-feira) – Curitiba (PR), teatro ainda a definir. Ingressos à venda no site. Preço: R$ 300 (inteira), R$ 150 (meia) e R$ 80 (até 14 anos)

11 e 12/05  (quinta e sexta-feira) – Porto Alegre (RS), no Salão de Atos da UFRGS às 20h. Ingressos à venda no site e no Ingresso Rápido. Preço: R$ 300 (inteira), R$ 150 (meia) e R$ 80 (até 14 anos)

13 e 14/05 (sábado e domingo) – Florianópolis (SC), teatro ainda a definir. Ingressos à venda no site. Preço: R$ 300 (inteira), R$ 150 (meia) e R$ 80 (até 14 anos)

18/05 (quinta-feira) – Paulínia (SP), no Theatro Municipal de Paulínia às 20h. Ingressos à venda no Ingresso Rápido. Preço: R$ 300 (inteira) e R$ 150 (meia)

27/05 (sábado) – Recife (PE), teatro ainda a definir. Ingressos à venda no site. Preço: R$ 300 (inteira), R$ 150 (meia) e R$ 80 (até 14 anos)

28/05 (domingo) – Maceió (AL), teatro ainda a definir. Ingressos à venda no site. Preço: R$ 300 (inteira), R$ 150 (meia) e R$ 80 (até 14 anos)

29/05 (segunda-feira) Natal (RN), teatro ainda a definir. Ingressos à venda no site. Preço: R$ 300 (inteira), R$ 150 (meia) e R$ 80 (até 14 anos)

30/05 – (terça-feira) – João Pessoa (PB), teatro ainda a definir. Ingressos à venda no site. Preço: R$ 300 (inteira), R$ 150 (meia) e R$ 80 (até 14 anos)

31/05 (quarta-feira) – Fortaleza (CE), teatro ainda a definir. Ingressos à venda no site. Preço: R$ 300 (inteira), R$ 150 (meia) e R$ 80 (até 14 anos)

Informações aqui ou no WhatsApp (11) 981817623

Russian State Ballet traz Natal fora de época com O Quebra-Nozes

 

A gente acompanhou a passagem do Russian State Ballet (ou Ballet da Rússia) pelo Brasil no ano passado e, neste ano, não seria diferente – especialmente que Salvador é a primeira parada da companhia! Ainda mais quando tem novidade: a primeira das três (sim, três!) montagens é O Quebra-Nozes, completinho, em dois atos.

A primeira coisa que passou pela cabeça é: por que O Quebra-Nozes em abril e maio? Conversei com o diretor do espetáculo, Augusto Stevanovich, e ele me explicou que essa decisão foi tomada com base em alguns fatores: a grandeza do repertório, a temática familiar e também a chance de assistir ao clássico num período fora das férias.

“Na América do Norte e na Europa, o espetáculo se passa no inverno, é uma festa de inverno. E lá as companhias e escolas de ballet exploram bastante esse tema. Mas em Salvador está em época de férias, e todo mundo viaja. Quem fica na cidade é turista, e turista não vai ao teatro quando viaja”, explicou.

Eu discordo um pouco: uma das primeiras coisas que faço quando viajo é ver justamente se tem alguma apresentação (de dança, música, etc) para assistir. Mas entendo que muita gente deve pensar diferente e, claro, acho que a definição do repertório não seria essa se não fizesse sentido, né?

Outra coisa que ele falou que eu achei interessante é que O Quebra Nozes precisa de um elenco muito forte porque são muitos solistas. E isso é verdade. Tanto no primeiro ato como no Reino dos Doces são vários: bonecos, soldadinhos, gota de orvalho, Fada Açucarada, flores… Haja personagem!

“São dez solistas principais para os momento de mais emoção, é um repertório muito forte, que exige muito do elenco”, disse Augusto.

Escolas russas contempladas

Viktoria Dymovskaya como Carmen
Viktoria Dymovskaya como Carmen em Estrelas do Ballet Russo (Foto: Tomas Kolisch Jr)

Outra coisa que achei interessante é que, desta vez, o grupo de bailarinos (são 30, no total) é diferente do que veio no ano passado. Segundo Augusto, a ideia é que, a cada turnê, venham novos bailarinos de diferentes escolas e teatros. Este elenco, por exemplo, é composto majoritariamente por dançarinos do Moscow State Ballet.

Além d’O Quebra-Nozes, os bailarinos vão apresentar Step by Step, uma produção original russa (que mistura sapateado, música ao vivo e ilusionismo) que recebeu adaptação especial para o Brasil, e a reedição do espetáculo Estrelas do Ballet Russo, que é uma reunião de divertimentos. Falamos um pouquinho disso no ano passado!

Mas tem gente voltando! Augusto disse que Viktoria Dymovskaya, que brilhou no ano passado em Spartacus, Carmen e Romeu e Julieta em Estrelas do Ballet Russo, volta na reedição da apresentação. O diretor não adiantou quais serão os divertimentos, mas disse que vem novidade inclusive para quem assistiu no ano passado.

E lembra do que a gente falou sobre a falta de programas? Pois Augusto confirmou que, desta vez, eles estão correndo atrás disso. Vamos esperar!

Informações aqui ou no WhatsApp (11) 981817623

Segue agenda d’O Quebra-Nozes do Russian State Ballet (sujeita a mudanças!):

23/04 (domingo): Salvador (BA), Teatro Castro Alves às 20h. Ingressos à venda no Ingresso Rápido, na bilheteria do teatro e no SAC dos shoppings Barra e Bela Vista. Preço: R$ 240 (inteira) e R$ 120 (meia)

25 e 26/04 (terça e quarta-feira): Rio de Janeiro (RJ), no Oi Casagrande. Ingressos à venda no site. Preço: R$ 300 (inteira), R$ 150 (meia) e R$ 80 (até 14 anos)

28/04 (sexta-feira): Ribeirão Preto (SP), no Theatro Pedro II, às 20h. Ingressos à venda no site ou no Ingresso Rápido. Preço: R$ 300 (inteira), R$ 150 (meia) e R$ 80 (até 14 anos)

30/04 (domingo) – São Paulo (SP), no Tom Brasil. Ingressos à venda no site e no Ingresso Rápido. Preço: R$ 300 (inteira), R$ 150 (meia) e R$ 80 (até 14 anos)

02/05 (terça-feira) – Campinas (SP), no Teatro Iguatemi. Ingressos à venda no site e no Ingresso Rápido. Preço: R$ 300 (inteira), R$ 150 (meia) e R$ 80 (até 14 anos)

04/05 (quinta-feira) – Belo Horizonte (MG), no teatro Palácio das Artes às 21h. Ingressos à venda no Ingresso Rápido

07/05 (domingo)  – Brasília (DF), teatro ainda a definir. Ingressos à venda no site. Preço: R$ 300 (inteira), R$ 150 (meia) e R$ 80 (até 14 anos)

09/05 (terça-feira) – Curitiba (PR), teatro ainda a definir. Ingressos à venda no site. Preço: R$ 300 (inteira), R$ 150 (meia) e R$ 80 (até 14 anos)

11 e 12/05  (quinta e sexta-feira) – Porto Alegre (RS), no Salão de Atos da UFRGS às 20h. Ingressos à venda no site e no Ingresso Rápido. Preço: R$ 300 (inteira), R$ 150 (meia) e R$ 80 (até 14 anos)

13 e 14/05 (sábado e domingo) – Florianópolis (SC), teatro ainda a definir. Ingressos à venda no site. Preço: R$ 300 (inteira), R$ 150 (meia) e R$ 80 (até 14 anos)

18/05 (quinta-feira) – Paulínia (SP), no Theatro Municipal de Paulínia às 20h. Ingressos à venda no Ingresso Rápido. Preço: R$ 300 (inteira) e R$ 150 (meia)

27/05 (sábado) – Recife (PE), teatro ainda a definir. Ingressos à venda no site. Preço: R$ 300 (inteira), R$ 150 (meia) e R$ 80 (até 14 anos)

28/05 (domingo) – Maceió (AL), teatro ainda a definir. Ingressos à venda no site. Preço: R$ 300 (inteira), R$ 150 (meia) e R$ 80 (até 14 anos)

29/05 (segunda-feira) Natal (RN), teatro ainda a definir. Ingressos à venda no site. Preço: R$ 300 (inteira), R$ 150 (meia) e R$ 80 (até 14 anos)

30/05 – (terça-feira) – João Pessoa (PB), teatro ainda a definir. Ingressos à venda no site. Preço: R$ 300 (inteira), R$ 150 (meia) e R$ 80 (até 14 anos)

31/05 (quarta-feira) – Fortaleza (CE), teatro ainda a definir. Ingressos à venda no site. Preço: R$ 300 (inteira), R$ 150 (meia) e R$ 80 (até 14 anos)

 

Márcia Jaqueline deixa TMRJ e vai para austríaco Salzburg Ballet

Após 20 anos como bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, dez deles como primeira bailarina, Márcia Jaqueline aceitou a proposta do Salzburg Ballet, na Áustria, e vai deixar o Brasil para abraçar essa nova oportunidade.
A gente fica com o coração meio apertadinho ao ver mais uma estrela brasileira precisando sair do país para brilhar, mas felizes em ver que nossos artistas vão crescer e levar mais beleza para outros lugares do mundo!
Confira abaixo a despedida que a bailarina fez em suas redes sociais:

“Há exatamente 20 anos, com apenas 14 anos, ingressei ao Corpo de Baile do Teatro Municipal, onde sou Primeira Bailarina desde 2007. Sempre sonhei em fazer a minha carreira nessa casa que tanto amo, nunca pensei em ir embora. No entanto, na triste situação que nos encontramos, não posso desanimar. Preciso continuar minha caminhada e alçar novos vôos… Fui convidada a fazer parte do Ballet do Teatro de Salzburg na Áustria. Uma grande oportunidade nesse momento da minha carreira de dançar ballets criados especialmente pra mim. Isso não é um adeus, é apenas um até logo… O bom filho sempre retorna à sua casa!!!

Talvez não existam palavras suficientes e significativas que exprimam minha gratidão a algumas pessoas que, como verdadeiros anjos, me ajudaram ao longo da minha vida. Gostaria de agradecer primeiramente a Deus pelo dom que me deu, minha família, em especial meus pais Lizie Xavier Araújo e Manoel, meu marido Guilherme Tomaselli Gomes, minha primeira professora Vania Reis, a Escola de Danças Maria Olenewa, em especial Tia Regina e Tia Amelinha ( in memoriam ), Tia Edy e Marialuisa Noronha, meus amigos do Theatro Municipal, a todos os diretores e ensaiadores com quem tive a honra de trabalhar durante esses anos, a Ana Botafogo e Cecília Kerche que tiveram a generosidade e sensibilidade de me apoiar nesse momento, ao grande amigo Reginaldo Oliveira,que nesse momento me convida para partilhar esse grande projeto na Áustria!!
E para finalizar , minha reverência e gratidão ao público que sempre me recebeu com tanto carinho.

Até Breve!”

Vai ter bailarino baiano em Nova York, sim!

Quem acompanha o blog há um tempinho lembra que, ainda em 2015, a gente já vinha cantando a bola que Ed Cruz, bailarino revelado pelo Balé Folclórico da Bahia, dava sinais que ia voar longe.

Na ocasião, ele tinha recebido uma bolsa para o Alvin Ailey, uma das mais prestigiadas companhias de dança contemporânea do mundo. Mas, por uma série de razões, ele acabou não conseguindo passar a temporada em Nova York, nos Estados Unidos, onde a companhia é baseada.

Ed Cruz
Ed foi revelado pelo Balé Folclórico da Bahia (foto: arquivo pessoal)

Ele continuou no Balé Folclórico (muito bem, obrigada!), sendo escalado para diversas turnês internacionais e, depois dessa última, justamente para os EUA, não retornou ao Brasil. Isso é porque Ed recebeu uma proposta da Azoth Dance Theatre, companhia que  conta com Jonathan Breton, um dos mais talentosos jovens coreógrafos da atualidade.

Conversei com ele bem rapidinho, e ele disse que, ao mesmo tempo em que está muito feliz com essa nova etapa da vida dele, ainda vai continuar buscando sonhos cada vez maiores. Mas também sabe que vai sentir – e deixar – muitas saudades.

Olha que lindo esse relato que ele publicou nas suas redes sociais:

“Chega um momento em nossas vidas que precisamos abrir mão de estar ao lado de quem amamos, da nossa família, das coisas, da nossa casa, da nossa vida normal e rotineira para correr e lutar por nossos sonhos!

A vida é feita de ciclos, e creio que um desses ciclos se completou, que foi o Bale Folclórico da Bahia: lugar onde vivi experiências singulares, aprendi de várias formas as facetas da vida de um artista, de um bailarino, de um ser humano.

Ed e o Balé Folclórico da Bahia
Alguns momentos de Ed no Balé Folclórico da Bahia (fotos: arquivo pessoal)

Sou muito grato a todos do BFB!!!

Obrigado por cada sorriso, bronca, festa, aula, caruru, coquetel. Sei que hoje me tornei e busco sempre me tornar um artista, um ser humano melhor! Ao Meu Mestre Zebrinha , obrigado por TUDO (palavras não podem descrever o quanto sou grato a você pela minha dança).

Ao meu diretor, Vavá Botelho, obrigado por tudo também, por tudo que aprendi. Minha professora Nildinha, obrigado sempre pelas palavras de força e encorajamento, pois sem as mesmas eu não teria tanta coragem assim.

Obrigado família Balé Folclórico da Bahia!”

Do lado de cá, esperamos sempre as melhores notícias! E que ele possa voltar de vez em quando e dançar um pouquinho pros meros mortais, não é mesmo?

Falamos sobre improvisação na dança com Guego Anunciação

Eu sei que tem mais de uma semana que eu prometo lançar esse post aqui, mas nossa, sobra trabalho e falta tempo nesse 2017! Mas eis que posso contar um pouco da minha experiência com dança contemporânea e, mais especificamente, sobre improvisação na dança – que pode ser qualquer estilo, ok?

Aproveitei as férias do ballet para me jogar num estilo que eu não tenho tanta intimidade, mas que adoro acompanhar, que é o contemporâneo. Só que o que eu não sabia era que o professor, o bailarino, pesquisador e meu amigo Guego Anunciação, resolveu fazer mais do que apenas passar técnica de passos e fazer algumas experimentações com os sortudos que resolveram fazer as aulas.

 

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Guego sendo divo (Foto: acervo pessoal)

Brincamos muito com a voz, entre sons e palavras. E depois passamos para a parte difícil: improvisação. Como assim? Assim mesmo. Liga a música (ou não!) e dança da forma que dá na telha. E vale tudo, até ficar parado. Uma coisa que poucos sabem: improvisação diz MUITO do seu repertório como dançarino. É quando você se solta das combinações de uma coreografia, os passos fluem de uma maneira bem diferente. Dá um medo danado, mas chega uma hora que a mente dá um estalo começa, automaticamente, a buscar o que faz mais sentido para o corpo. Em miúdos: você pega o jeito.

“Eu, como bailarino clássico, encontrei esse meio para pensar na minha pesquisa corporal, mesmo. De como eu posso aliar a improvisação com um repertório que eu já tinha de ballet clássico e das outras  experiências que vieram depois com dança contemporânea. Fora que tem a dificuldade de se encontrar essa técnica de improvisação no espaço de ballet, onde os alunos geralmente trabalham como intérpretes condicionados a uma coreografia. Eu acho que a improvisação é muito libertadora nesse sentido, abre possibilidades para que o balarino possa ter acesso a outros repertórios”, disse Guego com muita propriedade.

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Guego em Missa de Sétimo Dia (Foto de Marcus Socco)

Acho que a palavrinha mágica aí é técnica. Assim como qualquer passo, você precisa de uma técnica para improvisar da melhor forma possível para pensar rápido nos ligamentos, fazer aquilo que seja mais natural para o corpo e ainda dê um caldo coreograficamente falando. De certa forma, não deixa de ser um exercício 😉

Resgatamos esse videozinho dele no nosso instagram! Saca só:

 

Vídeo da semana ESPECIAL Prix de Lausanne

Acabei não falando nadinha sobre o Prix de Lausanne, que começou nessa semana e terá as finais nesse sábado (4 de fevereiro). São 70 jovens candidatos da América do Sul, do Norte, da Ásia e da Austrália brigando por um lugar ao sol – ou um bom contrato! – na competição que há 45 anos é realizada na Suíça.

Esse é um dos principais concursos de dança do mundo, e que promove talentos incríveis (como as brasileiras Priscilla Yokoi Mayara Magri, hoje solista do Royal Ballet, o brasileiro Marcelo Gomes, hoje principal do American Ballet Theatre, e a maravilhosa Precious Adams, que arrasou e quebrou paradigmas em 2014). Mas, para mim, a melhor parte é a das aulas conjuntas e do treinamento individual que esses bailarinos e bailarinas em potencial recebem ao longo da competição.

Ao todo, são nove jurados avaliando os 70 candidatos em todos os sete dias. E absolutamente tudo é levado em conta: como eles rendem em sala, a dedicação, a forma como lidam com críticas, com dificuldades – o próprio palco do teatro é uma grande, pois tem uma leve inclinação para que os jurados façam uma boa avaliação.

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As brasileiras Anne Jullieth e Rafaela Henrique (Foto: Prix de Lausanne / Facebook)

Mas o mais importante é mostrar evolução até a apresentação final, e, claro, impressionar os jurados.

Por isso que escolhi não, um, mas três vídeos para hoje! Todos são compilações das aulas e dos ensaios da competição deste ano. Dessa forma você pode avaliar tudinho para acompanhar as finais devidamente informad@ e torcer para os nossos brasileiros Rafaela Henrique, Marina Fernanda da Costa Duarte e Denilson Almeida, que foram selecionados  entre os 20 semifinalistas. Boa sorte!

E nossos parabéns a  Anne Jullieth Pinheiro, Erivan Rodrigues,  Jônatas Itaparica, e Rafael Pereira de Oliveira por terem chegado ao Top 70!

Aliás, para assistir ao vivo basta acessar o site oficial do Prix de Lausanne.

Dia 1

Dia 2

Dia 3

 

Tem galeria de fotos dos nossos brasileiros aqui:

Quer mais #videodasemana? Clica aqui!

Dois bons motivos para aguardar “Red Sparrow”!

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Isabella Boylston e Sergei Polunin ensaiando (Foto: reprodução do instagram)

Não é de agora que grandes bailarinos e bailarinas se aventuram pelo cinema – que o digam Mikhail Baryshnikov, que estrelou “O Sol Da Meia-Noite”, e Ethan Stiefel e Julie Kent no queridinho “Center Stage – Sob A Luz da Fama”. Neste ano, a grande atração é Sergei Polunin, que está não com um, mas DOIS filmes em andamento.

Um deles, o mais aguardado, é o Red Sparrow. É ambientado na Rússia dos anos de hoje, e é sobre uma bailarina que é forçada a trabalhar para a CIA. Claro que ela tem um partner (oi, Sergei!) e dança muito enquanto trava suas batalhas emocionais. Quer mais? No filme tem estrelas de peso, como Jennifer Lawrence (a bailarina), Joel Edgerton e Jeremy Irons. Mas tem mais um motivo para a gente querer que 17 de novembro (data em que a estreia está prevista) chegue logo: a dublê de corpo de Jennifer será ninguém menos do que Isabella Boyslton, primeira-bailarina do American Ballet Theatre. Já pode morrer por antecipação?

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Isabella em Budapeste (Reprodução do instagram)

Calma, porque se você tá surtando agora, ainda tem mais! A coreografia é de Justin Peck, um dos jovens coreógrafos mais aclamados dos dias atuais, e as cenas abertas se passam em Budapeste, em Praga. Pra quem tá doido pra saber mais sobre a produção, tem mais informações na página do IMDB do filme, e tanto Isabella como Polunin volta e meia publicam partes de filmagens ou ensaios da produção em @isabellaboylston e @sergeipolunin.dancer.

O outro filme em que Polunin está trabalhando se chama “O Assassinato no Expresso Oriente”, e também conta com nomes de peso, como Michelle Pfeiffer, Johnny Depp e Penélope Cruz. Além disso, um outro longa em que ele atua, “Dancer”, tem estreia prevista para 2 de março nos Estados Unidos e Europa!

Informações: Pointe Magazine

Vídeo da Semana #29

Hoje é um dia bom para soprar as teias de aranha do blog e fazer o PRIMEIRO POST DE 2017 (uhuul!) por dois motivos: é sexta-feira 13 tem vídeo novo rolando e é da brasileira linda Ingrid Silva, que dança no Dance Theatre of Harlem, nos Estados Unidos. Obrigada especial à leitora Paula Lima pela dica 🙂

A gente já falou aqui de uma colega dela (a também brasileira mas radicada nos EUA Alison Stroming), e quem acompanha nosso instagram e Facebook sabe o quanto somos fãs de Ingrid. E por isso esse vídeo é tão emocionante: conta um pouquinho da história dela em imagens, música, dança e algumas palavras.

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Ingrid nasceu no Rio de Janeiro, e no bairro de Benfica, onde morava, começou a fazer aulas de ballet. Depois de vários anos treinando e já reconhecida pelo seu talento inegável como bailarina, foi tentar a sorte nos Estados Unidos, onde fez audição para o Ballet do Haelem e passou. Hoje é uma das maiores bailarinas da sua geração – ao lado de ícones como Michaela DePrince e a própria Alison Stroming.

Sem pieguismo mas com muita sutileza e elegância, o pequeno filme nos conduz à trajetória dessa bailarina que ainda vai dar muito o que falar.

Confira!

 

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