Vídeo da semana #30!!

O vídeo dessa semana tá mais que especial por conta do dia das mamães, que acontece em 2017 em 14 de maio! Desde já, nós do blog desejamos antecipadamente parabéns a todas as mães, leitoras e não leitoras, que merecem homenagens e carinho todos os dias!

Hoje vamos ver exemplos de bailarinas de companhias famosas que conciliam o trabalho de serem lindas e técnicas no palco e tendo a maestria de serem mães ao mesmo tempo! A galera do blog ficou super curiosa para saber como faz isso, haha!

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Mamães do NBC e seus filhos (Foto: Reprodução)

As bailarinas do National Ballet of Canada apresentam seus filhos e cada uma conta como é ser mãe e bailarina. Greta Hodgkinson explica que quando está trabalhando procura dar seus 100% de entrega, e em casa com os filhos funciona da mesma forma. Já Alejandra Perez-Gomez conta sobre o lado lúdico de seus filhos crescerem dentro de um ambiente artístico com música de orquestra, bailarinos e seus ensaios, figurinos, criando assim um ambiente mágico para eles e quem sabe, no futuro, formando novos bailarinos, não é? Apesar do vídeo estar em inglês, fica facinho de entender esses momentos especiais. Então, vamos a ele:

BÔNUS: O segundo vídeo, do Australian Ballet, diferentemente do primeiro, utiliza mais de imagens com os ensaio da companhia e as bailarinas se relacionando com seus pimpolhos durante os ensaios. Extremamente fofo de se ver!!

 

Quer ver nosso acervo com mais vídeos comentados? Clique aqui!!

Vídeo da Semana #29!!

Para quem adorou nossa resenha sobre o espetáculo “O Quebra-Nozes” do Russian State Ballet (que você pode conferir clicando aqui), aí vai mais uma enxurrada desse espetáculo MA-RA-VI-LHO-SO para vocês!!!!!!!

Hoje, vamos apresentar uma achado bem despretensioso do nosso blogueiro Felipe Souza. Como ele assiste vários vídeos de ballet clássico pelo YouTube, o site recomenda vídeos de categoria similar. Com isso, ele achou esse documentário da BBC sobre os bastidores da produção do Royal Ballet, que leva o nome de Behind the Nutcracker by the Royal Ballet.

Quebra-Nozes
Quebra-Nozes enfileirados (Foto: Reprodução / Behind The Nutcracker)

Nele, acompanhamos alguns dos bailarinos que vão ajudar a compor essa aura de magia e dança que acompanha toda a obra. A belíssima Francesca Hayward, como sua primeira Fada Açucarada junto ao seu príncipe mais experiente, Alexander Campbell, a estudante da Royal Ballet School Nadia tendo sua oportunidade como floco de neve em sua primeira coreografia de corpo de baile da cia, e o pequeno Thomas, também estudante da escola do Royal, tentando seu papel como o coelho baterista.

Francesca Hayward e Alexander Campbell
Francesca e Alexander passam o grand pas de deux pela primeira vez (Foto: Reprodução)

Assim como na sua escola de dança, gente boa que consegue os papéis e que não consegue, e é interessante ver como isso acontece dentro das companhias profissionais também.

E, assim como na sua escola – embora que em proporções diferentes – dá para acompanhar a evolução dos bailarinos, das coreografias e da própria montagem do espetáculo ao longo do documentário. Ou seja: assistir vale SUPER a pena!

Confira a galeria que fizemos:

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Motivos para assistir: Romeu e Julieta!

Depois de muito tempo longe das resenhas, eis que o Oito Tempos volta a fazer uma das coisas que mais gosta: compartilhar análises sobre obras que assistimos! Dessa vez, assisti Romeu e Julieta do ballet La Scala com Roberto Bolle e Misty Copeland nos papeis principais. Foi uma experiência tão envolvente que resolvi colocar aqui, num formato novo, os motivos que me levaram a amar essa produção e colocá-la na minha lista (longa, verdade!) de montagens favoritas. Vamos lá!

 

Primeiro encontro de Romeu e Julieta (Foto: Reprodução)
Primeiro encontro de Romeu e Julieta (Foto: Reprodução)

1.Misty Copeland e Roberto Bolle como principais

Nós aqui do blog já amamos o Roberto Bolle como solista, pois ele é aquele tipo que toma toda a atenção para si e você praticamente nem olha para quem tá do lado dele, não é verdade? Agora, quando essa outra pessoa é a Misty Copeland, ficamos divididos e apaixonados em cena pelos dois. Primeiramente, a química deles no palco é incrível!! Eles incorporam os personagens de uma maneira muito real e que convence (de verdade!). Minha grande e maravilhosa surpresa foi ter visto pela primeira vez a Misty em um ballet completo, e uma técnica impecável que só foi valorizada ainda mais pelo partner.

2. A música de Sergei Prokofiev

Com certeza é o que há de mais importante nesse ballet. A música basicamente dita o tom de toda a produção e casa bem com todas as cenas que correspondem a ela. É o tipo que arrepia nos primeiros movimentos dos violinos e entra nos ouvidos de maneira agradável e marcante ao mesmo tempo.

O pas de deux mais emocionante! (Foto: Reprodução)
O pas de deux mais emocionante! (Foto: Reprodução)

3. Pas de deux do balcão ❤

Esse com certeza absoluta é o momento coreográfico clímax de todo o espetáculo. Todo o sentimento dos personagens aparece em forma de uma coreografia muito técnica e, ao mesmo tempo, sentimental e envolvente. Aí que a química deles fica em evidência total, e a gente até se questiona se os bailarinos sentem alguma coisa um pelo outro! Dá para, literalmente, se sentir transportado para aquele momento de amor do jovem casal!!

 

4. Conjunto da obra

Figurino com cores vibrantes e alegres, cenário histórico que nos leva diretamente à Verona do século XVI, atuações fantásticas do corpo de baile que compõem as cenas, música, protagonistas… Enfim, os motivos para você assistir ao ballet são muitos!

Figurino do corpo de baile também tem seu lugar!
Figurino do corpo de baile também tem seu lugar!

 

Se ficou interessado, clique aqui para baixar diretamente do nosso blog parceiro, Videos de Ballet Clássico.

Mais fotos aqui!

 

 

World Ballet Day 2016 – National Ballet Of Canada

Mais um post para celebrar o #WorldBalletDay nosso de cada ano, evento que marcou a estreia do OITO TEMPOS como blog e que temos o prazer de acompanhar e resenhar para vocês!!

A quarta companhia que protagonizou a transmissão ao vivo foi o National Ballet Of Canada (quer ver o post do ano passado? clique aqui), que dessa vez faz sua transmissão em casa, na cidade de Toronto, já que ano passado estavam em turnê e realizaram o World Ballet Day durante a viagem.

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Aquecimento básico para começar o dia 🙂

De cara, começamos com a aula que é a minha parte favorita. Além de acompanharmos as extensões das linhas e técnica dos bailarinos também posso pegar alguns passos de inspiração para as minhas aulas (hehe). Muita roupa para aquecer e alongamento são essenciais antes da aula começar, e é claro, não podem faltar as bolinhas nossas de cada dia, item que somos muito adeptos aqui no blog (não é Ju?).

A aula foi comandada pelo professor Aleksandar Antonijevic de uma maneira bem tranquila com passos simples, prezando sempre a manutenção da técnica. Pausa para o professor falando com os bailarinos sobre a necessidade de levar a pirueta como um todo. Importante vermos como até mesmo companhias grandes passam pelos mesmos problemas de nós mortais náo é mesmo :-). Pausa Nº 2 para momento fisioterapia com o bailarino Naoya Ebe, parte do processo de ser um bailarino de alto rendimento. E pausa Nº 3 para falar o quanto a galera do blog achou super legal o look jovial e descontraído do nosso professor, continue assim!!

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Melhor professor: SIM ou COM CERTEZA?

Karen Kain, diretora artística da companhia falou sobre os repertórios da companhia para a temporada: Onegin, Lago dos Cisnes, Cinderella e O Quebra-Nozes, repertórios de peso dentro do ballet clássico. Além da maravilhosa estreia do Ballet Pinnochio : o que estamos ansiosos para ver se sai algum pedacinho no canal deles para o público. A companhia esse ano comemora sua 65ª Temporada. Parabéns aos envolvidos!!

Ensaios:

Cinderella com certeza foi o carro chefe da transmissão desse ano, ocupando quase metade do tempo, onde tivemos ensaio das fadas mais os homens cabeça-de-abóbora (cena muito interessante por sinal!), onde a companhia ainda afina os pontos da coreografia. A bailarina Sonia Rodriguez nos apresenta o backstage da produção durante os ensaios: sapatos, perucas e figurino da obra que envolve muitos profissionais.

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Fadas de Cinderela

O próximo ensaio foi do ballet Onegin, criado em 1964 pelo renomado coreógrafo John Cranko. Algumas cenas mais simples de mise en scéne (atuação durante o espetáculo de ballet) e danças de grupo, que demandam sincronia do grupo. É um repertório pouco conhecido por nós do blog, o que não quer dizer que tenhamos menos vontade de vê-lo.

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Corpo de Baile de Onegin

Durante o streaming do evento, tivemos a grata interrupção do Boston Ballet e do Miami City Ballet apresentando suas instalações e os ensaios de suas temporadas. Mas, calma! Não se preocupem que nós nos lembramos deles sim, mas isso é assunto para outro post (surpresa!).

Confira a nossa galeria de fotos:

 

Cerimônia de Encerramento da Olimpíada: o que teve!

A Olimpíada chegou ao fim, mas ainda ficamos com nossas resenhas de vídeos para alegrar nossa audiência, não é mesmo? Então, ainda em clima olímpico, faremos uma análise um pouco maior sobre a coreografia apresentada pelo Grupo Corpo no encerramento Rio 2016. Lembrando que ainda tem as cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Paralímpicos, então podemos voltar a esse tema a partir do dia 7 🙂

Já falamos nesse post sobre a Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos, que contou com coreografia de Deborah Colker e foi um show incrível para abrir com chave de ouro essa cerimônia que une culturas tão diferentes em prol do esporte.

Agora, vamos ao que interessa! No encerramento da Olimpíada, foram apresentados quatro minutos de um trecho de Parabelo (1997), obra pertencente ao Grupo Corpo e que traz fortes referências nordestinas em sua coreografia. Composto de um jogo de pernas rápido e aparentemente “solto”, porém perceptivelmente coreografado, os bailarinos trazem junto com seus movimentos a força da música nordestina. Apresentando também figurinos simples e com cores vibrantes, valorizando ainda mais o movimento.

 

Apesar da chuva ocorrida durante o encerramento, não houve o que desanimasse os bailarinos durante a coreografia, o que se tornou ainda mais marcante diante do evento. Afinal de contas, não é todo dia que temos a honra de encerrar uma Olimpíada, não? Durante a narração do evento, muitos comentaristas disseram que foi justamente a chuva que deu uma dramaticidade maior ao encerramento, no maior estilo “Cantando na Chuva”. E é verdade! Só ficamos meio tensos ao assistir com medo de que algum bailarino escorregasse.

Infelizmente, não conseguimos encontrar nenhum vídeo oficial desse momento, mas fica aí um dos registros que achamos e que vai ficar para a posteridade:

 

Deixaremos também um vídeo oficial do canal no YouTube do Grupo corpo, que mostra esse mesmo trecho apresentado na festa de encerramento. Lembrando que vale suuuuuuuper a pena conferir os demais vídeos da companhia, tão bons quanto esse 🙂

 

Para quem ficou interessado em conhecer mais da companhia pode visitar o site oficial clicando aqui!

Para ver outras resenhas, essas do #videosdasemana, clique AQUI!

(Foto da capa: Getty Images/Alexander Hassenstein)

BTCA 35 Anos!

Nos dias 1 e 2 de abril de 2015, o BTCA (Balé do Teatro Castro Alves), companhia baiana, completou 35 anos de existência, fazendo uma grande festa de aniversário no próprio Teatro Castro Alves, em Salvador (BA). A celebração é uma colcha de retalhos de memórias, lembrando momentos e pessoas que fizeram parte dela. Vale ressaltar que o BTCA foi a quinta companhia oficial de dança do Brasil e a primeira oficial do Nordeste

Intitulado “Memórias em Movimento”, o projeto contou com trechos de espetáculos que fazem parte do repertório da companhia (Sanctus, A quem possa interessar, Essa Tempestade), depoimentos gravados de personalidades como o coreógrafo Luis Arrieta e Lia Robatto, homenagens póstumas a artistas que passaram pela companhia, como o maître de ballet Carlos Moraes – esse, para mim, foi o momento mais emocionante.

 

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Sanctus é um dos repertórios mais conhecidos do BTCA (Foto: Divulgação / BTCA)

Ainda hoje, o BTCA é uma companhia que funde arte contemporânea com toda a carga cultural que só a Bahia tem, mesclando gerações que acompanharam o início dela com novos bailarinos que agora começam a escrever também as suas.

Nós, o público, tivemos a oportunidade de conferir um lado da companhia que nem sempre chega a nós: aquele da falta de patrocínio e iniciativas que muitas vezes ameaçaram extinguir a companhia para sempre. E, mesmo assim, o elenco trata das situação com muita leveza e graça dentro da comemoração.

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Essa Tempestade também foi reapresentada (Foto: Isabel Gouvea / BTCA)

Tatiana Schwartz, nossa querida leitora do blog, relatou um pouco de como foi assistir ao BTCA: “Foi emocionante, envolvente, a estrutura feita com um tom autoral, biográfico, abordando o viés político, de questionamento sobre a falta de investimento em arte e cultura, o que deu mais força ao espetáculo. É uma história muito bonita, trabalhos lindíssimos. Temos muito o que agradecer de isso existir e termos oportunidade de presenciar um evento desses. Se fosse para resumir em uma palavra: emocionante!”.

Ao final, tivemos ainda a dobradinha maravilhosa da OSBA (Orquestra Sinfônica da Bahia) com o cantor Gerônimo fechando literalmente com chave de ouro. Simplesmente maravilhoso!

Para quem predeu o espetáculo, ainda permanece a exposição no foyer do teatro até o dia 30 de abril. Dá uma passadinha lá que vale super a pena!

 

Local:  O Teatro Castro Alves fica na Praça Dois de Julho,s/n, Campo Grande, Salvador – Bahia. Telefone: (71) 3535-0600

Vídeo da semana #15!!

O #videodasemana de hoje é uma sugestão da nossa leitora Bruna Coutinho Beloso. Você provavelmente já conhece a música e também o videoclipe, ambos fizeram sucesso em 2014 e ainda fazem a cabeça das pessoas: no caso é “Chandelier”, da cantora Sia.

Inicialmente, vamos falar da bailarina que protagoniza o clipe. Maddie Zigler, um prodígio que se tornou conhecida pela sua participação no reality americano Dance Moms. Ela se tornou garota propaganda da marca Capezio em 2015 e além disso protagonizou outros dois clipes da cantora Sia: Elastic Heart e Big Girls Cry. E isso tudo tendo apenas 13 anos. Uau!! Haja talento!!

Sobre o clipe: Chandelier se passa em uma casa aparentemente abandonada, com uns poucos móveis, figurino com um collant nude e peruca loira, característica marcante dos clipes da cantora Sia. Uma coreografia forte, onde a Maddie usa e abusa de expressividade facial, que em muito constitui a sua dança. Ela passa rapidamente da alegria e euforia para tristeza, medo, e contando sempre com uma flexibilidade de dar inveja (você já-já vai saber do que estamos falando).

Tanto é que Juliana, sócia do blog, arrisca dizer que ela é a futura Miko Fogarty! Bem, não sabemos ainda seu futuro com certeza, mas podemos dizer que ela arrasa – e muito!-  aqui no presente. Vamos ao vídeo:

 

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Mariana Miranda: ajuda para audição na Bélgica!

Mariana Miranda, uma linda bailarina de 19 anos, recentemente foi aprovada em uma pré-audição no Rio de Janeiro para a P.A.R.T.S. (Performing Arts Research & Training Studios), escola de dança contemporânea em Bruxelas, Bélgica, sob a direção de Anne Teresa De Keersmaeker – uma importante referência atual em dança contemporânea.

Após a seleção – só ela ela e mais dez pessoas passaram – Mariana agora precisa arrecadar fundos para bancar os custos de sua ida para a Europa: passagens, seguro de viagem, alimentação, transporte, hospedagem… É bastante coisa!

 

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Olhar atento para aprender! (foto: Fernando Quevedo Barros)

Apesar de nova, Mariana já conta com uma formação pela escola contemporânea do Bolshoi no Brasil, e hoje dança no Balé Jovem de Salvador e na Kátharsis Companhia de Dança (que já foi citada aqui). Mariana arranjou um tempinho para nós e contou sobre esse nova fase de sua carreira como profissional de dança. Fala principalmente sobre a dificuldade de arrecadar dinheiro sem nenhuma financiamento público e todo o apoio que vem recebendo através das contribuições: “Muita gente está ajudando, estou achando incrível!”

No momento, ela conta com a divulgação por Facebook e com a ajuda de amigos para organizar aulões de dança, performances em lugares públicos “passando o chapéu” para arrecadar dinheiro. Sua viagem acontecerá dia 02/04, e ela precisa juntar o valor necessário quanto antes for possível. O Oito Tempos deseja que tudo dê certo para você Mariana!! Precisamos e muito apoiar os artistas da nossa terra, para que possam alcançar voos mais altos!!! Deixaremos abaixo os dados bancários para quem quiser ajudar. Qualquer ajuda é bem -vinda 🙂

*crédito da primeira foto: Chico Maurente

Agência 5695-2

Conta corrente N°: 3.398-7

Mariana Miranda de Oliveira Silva

Banco do Brasil

Vídeo da semana #14!!

Chroma inova com um penchée carregado!
Chroma e seu penchée carregado! Foto: Reprodução / Royal Ballet

Mais uma sexta e mais um #videodasemana para vocês!! Hoje, iremos entrar um pouco no universo das montagens mais contemporâneas de companhias famosas. Falamos aqui sobre a necessidade das companhias tradicionais, como Bolshoi e Ópera de Paris, mudarem seu repertório e se modernizarem, trazendo novos tipos de montagens mais contemporâneas. O Royal Ballet já faz isso há algum tempo, e um dos exemplos disso é Chroma!

Criada pelo coreógrafo Wayne McGregor, a obra “explora o drama do corpo humano e sua capacidade de se comunicar em extremos de pensamento e emoção”. Essa definição se faz presente na movimentação dos bailarinos, sempre muito urgente e rápida, e nem por isso menos precisa e técnica que a obra exige. O aspecto dos figurinos e do cenário são perceptivelmente simples, justamente valorizando os movimentos dos bailarinos.

Na coreografia, a escola contemporânea também aparece. Movimentos como contrações, hiperextensões de braços e pernas – tanto na figura feminina quanto masculina – assim como giros e ‘carregas’ com técnicas diferentes. A intenção de “ataque” nos passos e os “desencaixes” do quadril das omoplatas (sempre tão rígidos no ballet clássico!) também mostram que a proposta da coreografia é fugir um pouco do tradicional. Mas nem tudo é tão novo assim! Com formação clássica, McGregor não abandona o en dehors no seu trabalho, e abusa de linhas como arabesque, attitude e penchée (ainda que flutuante).

Vale a pena conferir esse trecho magnífico, interpretado pela Laura Morera e Eric Underwood.

 

Confira nosso arquivo!

Video da semana #13

Vídeo da semana #12

Vídeo da semana #11

Vídeo da semana #10

Vídeo da semana #09

Vídeo da semana #08

Vídeo da semana #07

Vídeo da semana #06

Vídeo da semana #05

Vídeo da semana #04

Vídeo da semana #03

Vídeo da semana #02

Vídeo da semana #01

Julimel: “É gratificante saber que meu blog ajuda as pessoas”

Hoje o OITO TEMPOS conversa de blog para blog. A entrevistada da vez é a queridíssima e super atenciosa Juliana Mello, mais conhecida pelo apelido de Julimel, dona do Vídeos de Ballet Clássico. O blog começou em agosto de 2009 como uma comunidade do extinto Orkut, com o intuito de compartilhar vídeos de espetáculos de ballet completos para download. Atualmente com seis anos de existência, o blog já conta com acervo de mais de 300 títulos, e segundo as palavras da própria Juliana “não vai parar tão cedo”!! Assim esperamos!!!

Conte um pouco da sua vida de bailarina para nós. Como começou o seu amor pelo ballet?

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Espetáculo “Era uma vez… uma Cigana” – inspirado no ballet Paquita (foto: Arquivo pessoal)

“Delicada, toda de branco e na ponta dos pés. Essa é a imagem da bailarina que toda menina sonhou um dia ser”. Essas palavras, ditas por Inês Bogéa no documentário Uma Roupa que Dança, produzido pela São Paulo Companhia de Dança, simplesmente não me definem. Eu sempre gostei das artes, fiz aulas de teatro e de piano clássico, e eu até já tive algumas experiências com dança na infância, mas ela nunca fez os meus olhos brilharem. Porém, dizem que quando é pra ser, tudo conspira de maneira divina! Aos 14 eu tive contato com a peça O Quebra-Nozes, e após assistir uma montagem completa com o Teatro Municipal de São Paulo, eu me apaixonei completamente! Eu sempre digo que essa peça é o meu marco zero. Eu comecei nas aulas pra valer aos 22 anos, curso o método Royal Academy of Dance, e esse ano vou prestar exame para o Grade 7. Além disso, eu faço faculdade de jornalismo, e foi o blog que me fez descobrir que eu levo jeito pra essa profissão.

O que te levou a começar o blog e disponibilizar os vídeos para download?

Compartilhar vídeos e informações sobre dança com as pessoas remonta o meu próprio desejo de ter uma coleção de DVDs de Ballet, e acredito que tudo iniciou com a vinda para o Brasil da coleção O Melhor do Ballet. Eu adquiri o primeiro fascículo, e como eu não pude prosseguir, eu comprei outros DVDs por outros meios, como sebos e lojas especializadas. Mas ainda assim, é meio complicado, pois por não haver divulgação desse tipo de material, os preços não são muito convidativos. De repente, eu não sei dizer exatamente quando, veio a ideia de procurar os DVDs pra baixar na internet. No início não era fácil, eu usava programas específicos pra fazer os downloads. Certo dia, eu estava zanzando pela net e encontrei um site que disponibilizava esse tipo de material de forma fragmentada, e aí veio o insight: abrir uma comunidade no Orkut e compartilhar com todo mundo! Assim, no dia 24 de agosto de 2009 surgiu o Vídeos de Ballet Clássico. De primeira, eu colocava os links do jeito que eu achava, mas com o tempo eu percebi que muitos vídeos tinham falhas (não estavam completos ou estavam fora de sincronia). Por isso eu comecei a verificá-los antes de publicar, e eu passei a ser criteriosa com a qualidade dos vídeos. O formato de blog surgiu alguns meses depois, no dia 19 de dezembro, pois nem todo mundo tem perfis em redes sociais, e assim o acesso ao conteúdo poderia ser muito maior!

Você acha que mais pessoas se interessaram por dança através do seu blog?

Eu acredito que a dança tem um poder transformador, e como dona do blog, eu já recebi muitos relatos que me deixaram emocionada! Pessoas que, com a ajuda do blog, fizeram trabalhos de faculdade, puderam responder questionários de suas escolas de ballet, utilizaram os vídeos pra estudar uma peça que iam remontar e/ou dançar.

A história mais recente é de um leitor do Mato Grosso, que com o acervo disponibilizado montou um projeto no centro cultural da cidade dele, no qual todo final de semana ele faz a exibição de ballets de repertório. É muito gratificante saber o quanto essa minha iniciativa ajuda as pessoas de alguma forma, e é isso o que me mantém motivada a seguir em frente.

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Coreografia “Tarantella” , inspirada no ballet Anyuta (foto: arquivo pessoal)

Você já disponibilizou muitos títulos em seu canal. Tem algum deles que, por mais que você já tenha visto, você sempre assiste a uma nova versão de uma companhia diferente?

Tchaikovsky é o meu compositor preferido, e por isso eu tenho um carinho muito especial pelos ballets que ele compôs. Não por serem os mais famosos, e sim porque eles me emocionam. Mas eu costumo dizer que aqui é como coração de mãe: sempre cabe mais um! A vantagem de ter um blog assim é poder conhecer todo tipo de ballet, e eu gosto de me deixar encantar pelas diversas leituras que uma mesma peça pode ter, e também descobrir títulos novos. E eu vou confessar uma coisa: até hoje eu nunca consegui assistir todo o acervo do blog! Daqui a pouco, serão 365 vídeos postados, vai literalmente dar pra ver um vídeo por dia durante um ano inteiro! Será que alguém consegue essa façanha?

Recentemente você tem encarado o “sumiço” de parte de vídeos em sua conta. Fez até mesmo um post dentro do seu blog sobre isso, apontando um possível responsável sobre a questão. Como você está lidando com isso (sabendo das dificuldades para fazer upload de cada parte de ballets grandes)?

Lidar com esse tipo de situação é sempre complicado. Certa vez, eu enfrentei um problema semelhante, quando cheguei na faixa de 100 vídeos publicados. Na ocasião, foi por causa do próprio servidor que eu usava (o Mediafire), que mudou as políticas e eu precisei encontrar um novo pra continuar sem maiores dores de cabeça. Só que agora é diferente… Dá um pouco de raiva pensar na possibilidade de que alguém quer atrapalhar o projeto, e muitas vezes, me sinto remando contra a maré. Tudo o que posso fazer é respirar fundo e ter paciência. Recentemente, eu descobri um recurso no próprio 4shared que, ao que parece, deu uma trégua no sumiço, e ao mesmo tempo, acho que confirmei a suspeita de sabotagem. Vamos ver, daqui pra frente, quais serão os próximos capítulos… Mas uma coisa é certa: haja o que houver, o Vídeos de Ballet Clássico não vai acabar!

Quais são os planos futuros para o blog? Algum outro projeto futuro seu dentro dessa ideia de conteúdo de dança?

Bom, ainda há muito material em vídeo pra compartilhar! Aos poucos, tenho entrado nas peças modernas e contemporâneas, o plano é disponibilizar o maior acervo possível. Um projeto em andamento, e que espero lançar ainda esse mês, é o meu canal no YouTube, onde pretendo abordar as histórias do ballet de um jeito bem dinâmico e divertido. Penso também em abrir duas divisões no blog: uma só pra filmes de dança, e outra para CDs, mas isso não é pra agora. Primeiro, quero resolver de vez a questão do sumiço dos vídeos.