Uma #TutuTuesday diferente!

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Russian ballet dancer Sergei Polunin Rick Guest/East Photographic

Recebemos umas imagens tão inspiradoras da nossa leitora Clarice (obrigada!!!) que resolvemos fazer um post sobre isso: pessoas que amam tanto a dança que resolvem marcar no corpo.

Na dança não é muito comum bailarinos terem muitas tatuagens, até porque, nas apresentações de repertório mais tradicionais, é necessário apagar os desenhos. Mas é claro que existem exceções: um dos bailarinos mais prestigiados do mundo, Sergei Polunin, tem VÁRIAS tatuagens (veja ao lado!)

Abaixo uma galeria de algumas das fotos que eu gostei mais. Não vou mentir: nunca me interessei em fazer tatuagem, mas confesso que fiquei inspirada!

Você tem alguma tatuagem sobre dança? Pensa em fazer alguma? Conta pra gente!

 

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Mães e filhas que dançam (e se apresentam) juntas

Acho que a essa altura todo mundo (ou pelo menos a maioria) dos bailarinos e bailarinas já encerraram as apresentações de fim de ano com suas escolas, né?

Uma coisa que eu pude perceber neste ano – mas que, sem dúvida, é uma tendência que vem crescendo há algum tempo – é o número de mães e filhas que se apresentam juntas nos festivais. E gente, que negócio bonito de ver!

No meu caso, vi de perto a emoção da colega Andrea Passos, que voltou a dançar depois de quase 20 anos longe das barras e sapatilhas. Muito por influência da filha, Maria, de cinco anos, que começou a fazer aula justamente na antiga academia dela. Não deu outra: depois do primeiro festival da filha, Déa (é minha amiga, né, gente?) resolveu que não apenas voltaria a dançar, mas participaria do festival também. E, do camarim aos palcos, ela transbordava emoção. Nas redes sociais, só davam fotos e vídeos dela com a pequena.

Déa e Maria “se curtindo” depois do festival

“Pense numa pessoa muito feliz nesse fim de semana… Morta de cansada, mas amando tudo: backstage , cheirinho de Gumex no cabelo, dançar ‘cazamigas’ lindas e minha filhota curtindo tudo… Dancei despreocupada, sorrindo, ‘me achando’ mesmo”, disse . Déa fez ballet dos nove aos 18 anos, e depois jazz até o 3º /4º ano de medicina.

A partir de então, não conseguiu mais continuar. Isso até ano passado, quando se reencontrou com a dança no grupo de ballet adulto (com ex-bailarinas e amigas antigas) graças a Maria. Sorte nossa – e do público – de termos essa bailarina linda de volta aos palcos!

Fotos nos bastidores com as amigas do ballet

“Identificação total com a turma e contente de reencontrar as minhas amigas. Participar do festival com a minha filha foi um sonho! Ela muito pequena, mas já demonstrando compromisso e prazer em dançar! Impressionante como ela sabia a história,nome das personagens. E ela perguntou ‘Mamãe, eu sou fadinha. Você vai ser o quê?’ Não tinha mais jeito, iria participar nem que fosse uma árvore!”, brincou. Pros autos: ela foi uma linda flor do amor-perfeito no espetáculo Sonho de Uma Noite de Verão do Ballet Marília Nascimento!

Também conversei com Morgana Carvalho, que, curiosamente, também é mãe de uma Maria. A dela já não é tão pequena, e já está paquerando o jazz além do ballet clássico. Mas a história até que é parecida: a mãe sempre gostou de dançar – e sempre foi uma bailarina linda! – e, naturalmente, passou adiante o amor à dança.

Morgana e Maria nos bastidores

Para Morgana, a vontade de voltar a fazer aulas (mesmo longe da escola ela continuava dançando, ainda que esporadicamente, por conta própria) também aflorou por conta da filha. Maria começou a dançar aos três anos, e, no ano passado, participou do concurso de poesia promovido pela escola, o Studio de Ballet Ana Campello, sendo premiada com a seguinte:

“Minha é flor do dia/ dançar é alegria / dançar com minha mãe /seria pura magia!”

Fofo, né? Claro que ela resolveu atender ao pedido de Maria. E tudo ficou ainda mais emocionante por conta do falecimento da antiga professora de Morgana, Mônica Ballalai.

“Na minha vida, a dança comunicou muito. Despertei para a dança cedo, quando via meninas mais velhas indo à escola de ballet que tinha em frente à minha casa. Até que minha mãe me matriculou. Eu tinha sete anos, e e ir à aula de ballet era a melhor parte do meu dia. Fazia aulas todos os dias.  Amava. A vontade de querer render uma homenagem à Mônica e de atender ao desejo de Maria contido no versinho da poesia povoou meu juízo até julho (de 2015) quando decidi voltar para o ballet e participar do festival, dançando com Maria e homenageando de forma singela e sincera a memória de minha admirada professora Mônica. Sabia que seria um desafio, dado o tempo que estava fora das aulas, dos palcos e dos ensaios (20 anos), e que seria uma maratona, dado que tenho muitas atividades profissionais para dar conta”, contou.

Morgana arrasando na emoção
Morgana arrasando em cena!

Mas Morgana encarou. E foi lindo! Tanto é que repetiu a dose neste ano, também dançando com Maria, só que dessa vez num ambiente diferente que incitava ainda mais memórias.

Novamente participei do festival. Desta vez no Teatro Castro Alves, o que me trouxe recordações profundas da primeira vez que dancei lá em 1986. E, curiosamente o nome do espetáculo que dançamos esse ano foi “Recordar é dançar”. Nada é por acaso…”

Fica a dica para você que já dançou (ou sempre quis dançar) e tem uma filha ou filho que se interessam pela dança. O amor pela arte pode tornar a união entre pais e filhos ainda mais forte e bonita =)

Vídeo da Semana #28!

Eu amo a rotina de aula. Sério mesmo! Adoro que, no ballet, os passos têm uma sequência lógica pra acompanhar o aquecimento do corpo.

Adoro também que bailarin@ é um bicho tão apaixonado pelo que faz que carrega na cara (e no corpo!) resquícios da dança. Quem nunca parou numa quarta posição enquanto falava com alguém? Fez um penchée pra pegar alguma coisa no chão? Esticou a ponta pra começar a andar?

Felipe dando aula no Ballet Marília Nascimento

Por isso que esse #videodasemana é o da leitora (e coleguinha de ballet!) Clara Gibson, que filmou uma aula/ensaio no Ballet Marília Nascimento, em Salvador, e o resultado ficou bem fiel à nossa realidade.

Além do mais, você pode ver Felipe tirando onda como professor! 😁

Mandaram bem, bailarinos!

O vídeo foi produzido pela bailarina através do Núcleo de Práticas Comucacionais (Nuprac) da Universidade Jorge Amado, na capital baiana.
Pode apertar o play!

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