Vídeo da Semana #26!

Gente, não aguentei com esse vídeo do solo da Rainha de Copas em  Alice no País das Maravilhas do Royal Ballet (alô Clarice Bartilotti e Ed Cruz, obrigado pela sugestão)! Apesar de ser um repertório relativamente novo (estreou em 2011 no Royal Opera house), já é um favorito do público e de várias companhias, que também incorporaram a produção em seus calendários.

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Zenaida como a aterrorizante Rainha de Copas (Foto: Reprodução/ROH)

Aqui quem arrasa é a francesa Zenaida Yanowsky, interpretando um dos personagens mais fascinantes da historinha. Com a mania de grandeza da majestade, os gestos dela são amplos, a expressividade é MUITO marcante e a bailarina sabe dosar super bem a técnica com a brincadeira – nessa coreografia, assinada por Christopher Wheeldon, tem muitos momentos engraçados combinados com passos super difíceis.

Tirei o chapéu, também, para os bailarinos que compõem o palco e ‘ajudam’ a Rainha de Copas. Todos muito bem ensaiados e devidamente aterrorizados!

Pra quem tem olho clínico: vocês não acharam que a hora em que ela come as tortinhas (morri nessa parte!) parece muito com as piruetas de Aurora no Adagio da Rosa, em A Bela Adormecida? Pois Wheeldon se inspirou nesse clássico para criar a coreografia (obrigada pela confirmação, Julimel)! Depois percebi que tem várias partes parecidas: desde o início, com os développés na segunda, até o finalzinho, com os famoooosos balances. Pra quem quer comparar, segue o Adagio da Rosa aqui.

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Aloka! (Foto: Reprodução /ROH)

Segue o vídeo:

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Ballet na gravidez, pode ou não pode? Pode sim!

Carla Firpo, que dança desde os três anos, grávida de sete meses (Foto: Paula Maria)
Carla Firpo, que sempre dançou, grávida de sete meses (Foto: Paula Maria)

Muitas bailarinas, quando engravidam, ficam com medo de continuar dançando. É natural: muita coisa muda no corpo, e os cuidados precisam com atividade física e alimentação precisam ser redobrados.

Mas isso não quer dizer que o ballet esteja proibido! Muitas futuras mamães continuam fazendo aula, e esse pode ser um exercício bem relaxante e proveitoso durante a gravidez. Claro que cada corpo é um corpo e cada gestação é diferente, portanto é MUITO importante falar primeiro com o obstetra. Se ele ou ela liberar, pode fazer sua aula tranquila!

Conversamos com Carla Firpo, futura mamãe de Clarinha, que faz aulas no Ballet Teresa Cintra. Carla faz ballet desde os três anos, e mesmo no sétimo mês de gestação, não abre mão de dançar.Como boa bailarina que é, ela nunca pensou em parar, embora soubesse que precisaria fazer algumas adaptações nas aulas. “A única coisa que a obstetra sempre pediu era ‘nada de exageros, aceite os limites que seu corpo vai te dar’. Nos três primeiros meses fiquei quietinha, sem fazer atividades, e quando completamos as primeiras 12 semanas, voltei à rotina do ballet e da academia”, explicou.

Uma coisa bacana que ela fez foi conversar muito com a médica, mostrando os passos que fazia na aula. Daí ficava mais fácil saber o que podia e não podia fazer. “Alguns passos, que requerem uma força maior na pélvis, ela pediu pra evitar…Então grand plié de lado na barra e no centro eu evito”, disse.

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Carla e Clarinha! (Foto: Paula Maria)

O que pode e o que não pode?

Isso varia muito de bailarina para bailarina. Carla, por exemplo, eliminou os saltos por conta da força física necessária. Nessas horas, você pode substituir por um alongamento ou repetir passos que você pode fazer. Ela, que sempre foi mulher-elástico, disse que não encontra problemas com alongamento e ainda faz ponta de vez em quando, mas só quando se sente bem segura. Mas tem outros desafios, especialmente por conta da mudança do eixo com o crescimento da barriga.

“Girar já era algo complexo antes da gravidez, durante então…(risos) Imagina seu eixo fora do lugar, é complicado encontrar um novo ponto de equilíbrio depois de anos lutando pra mantê-lo (risos). Fora que a pressão da mulher tende a ficar mais baixa na gestação e os giros me deixam tonta mais rápido. Mas acho que pra quem gira feito pião, é só uma questão de adaptação mesmo. De aceitar os limites da barriga e girar”, opinou.

 

Por que continuar dançando?

Bom, essa parte a gente deixa pra própria Carla dizer!

“A gravidez é um momento magico na vida de uma mulher, mas exige adaptações para a nova vida que vamos ter com o bebê, não podemos nos privar do que nos faz bem. E o ballet é algo que faço desda os três anos de idade, são 30 anos de minha vida dedicados a ele, então não seria neste momento tão especial que ‘cortaria o laço’. Mas como comecei dizendo, é uma fase delicada, temos que ouvir e sentir as reações do corpo com mais atenção e respeitar o limite que a gestação nos dar. Fico feliz, graças a Deus minha gravidez está indo super bem, estou no 7º mês e ainda continuo dançando. Enquanto Clarinha permitir, estarei fazendo umas aulinhas (risos)!”

Parte desnecessária:

Muitas bailarinas profissionais também continuam dançando durante a gravidez. E continuam fazendo TUDO! Olha só esse vídeo da Ashley Bouder, primeira bailarina do Nwe York City Ballet, arrasando nos fouettés durante o sexto mês de gravidez:

Vídeo da semana #25!

Tem vídeos que a gente coloca aqui mais pela repercussão e importância cultural do que pela técnica ou coreografia, especificamente. É o caso de “Freedom”, da nossa querida Alvin Ailey (que já foi tema de #videodasemana!). Eles usaram a música da diva musa mravilhosa cantora Beyoncé para endossar o protesto contra o racismo escancarado nos Estados Unidos, que, como no Brasil, mata milhares de pessoas.

Dessa vez não vamos nos alongar muito, porque o vídeo e a coreografia são bem simples. Não cabe aqui ficar analisando tanto a técnica (embora eu ache que a coreô, embora bem curtinha, consegue passar a força da música muuito bem), até porque foi tudo gravado numa sala de aula e postado diretamente no Instagram. E talvez por isso seja tão bacana! Por mais vídeos assim 🙂

 

PS: Obrigada à querida leitora Carla Siqueira pela sugestão!

PS 2: Quer mandar um vídeo pro nosso #videodasemana? Mande uma mensagem por aqui, pelo Facebook ou pro nosso email (oitotemposblog@gmail.com) que adoraremos disponibilizar aqui!

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Alison Stroming: “Adoraria dançar e ensinar no Brasil”

Uma das bailarinas mais promissoras de sua geração, a brasileira radicada nos Estados Unidos Alison Stroming quer mais do que ser apenas uma estrela do ballet: ela quer fazer a diferença. Nascida no Recife (PE), ela foi adotada aos quatro meses de idade por um casal americano e, desde então, só voltou ao Brasil uma vez. No que depender dela, isso vai mudar! Além de dançar, Alison quer treinar pequenas bailarinas na sua cidade natal, e trazer para o Brasil a inclusão na dança (algo que discutimos muito por aqui!).

Calma que tem mais: ela ainda fala da importância de companhias como Alvin Ailey e Dance Theatre of Harlem, onde ela dança, duas das mais importantes instituições dos Estados Unidos e que têm uma base muito forte na cultura e dança negras e afro-americanas. Para ela, isso (junto ao apoio às artes) permite que os Estados Unidos estejam vivendo uma onda de diversidade e pluralidade na dança.

Segue a nossa entrevista!

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Alison em ensaio para o Ballet Zaida (Foto: Reprodução / Ballet Zaida)

Quantos anos você tinha quando começou a dançar? E como foi sua carreira até agora?

Eu comecei a dançar aos dois anos de idade. Eu tenho quatro irmãos mais velhos que dançaram em algum ponto de suas vidas, então minha mãe me colocou na aula de dança achando que seria um hobby legal para mim e nunca achou que seria algo a mais.

Enquanto menina eu pratiquei vários esportes e fiz um monte de atividades extracurriculares, mas dança sempre foi minha favorita.

Eu tinha nove anos quando comecei a treinar na School of American Ballet (SAB). Eu me apaixonei pelo ballet e soube desde pequena que eu queria ser uma bailarina. Eu estudei na SAB por três anos e depois fui para a Divisão Junior da Escola de Ballet Jacqeline Kennedy Onassis (JKO), onde continuei minha educação até eu me formar.

Desde que me formei na escola e na JKO na American Ballet Theatre, eu tive a sorte de ter meu primeiro contrato de corpo de baile na Alberta Ballet, no Canadá. Eu dancei no Alberta Ballet por dois anos participando de produções de George Balanchine, Kirk Peterson e vários outros coreógrafos canadenses. Eu tive a oportunidade de me apresentar com a artista Sarah McLachlan em seus concertos por Toronto, o que foi uma experiência incrível. Então, fui para o Ballet San Jose, na Califórnia. Minha mãe e meus irmãos se mudaram para Los Angeles, e eu fiquei extasiada em ficar perto deles. Eu dancei lá por um ano e agora estou na minha segunda temporada no Dance Theatre of Harlem.

Olhando pra trás, eu certamente me mudei muito nos últimos quatro anos, mas estou muito feliz em chamar Nova York de ‘casa’ novamente.

 

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Causando no metrô! (Foto: Reprodução / Underground NYC)

Quando foi que você decidiu se tornar profissional?

Ainda como aluna da Escola do American Ballet  eu tive várias oportunidades de participar em espetáculos do New York City Ballet em papeis infantis. Eu nunca vou esquecer dançar Polichinelle numa performance d’O Quebra Nozes e assistir das coxias os dançarinos da companhia e Maria Kowrowski como Fada Açucarada. Eu me senti tão inspirada em ver a companhia tão de perto e dividir o palco com eles que eu sabia que o ballet era o que eu queria buscar para minha vida.

Você disse que nasceu no Recife, mas se mudou para os Estados Unidos ainda muito jovem. Você acompanha o cenário de dança brasileiro?

Não tanto quanto eu gostaria! Felizmente eu tenho grandes amigos brasileiros no Dance Theatre of Harlem e é bom ouvir as histórias deles, e eles me mantêm informada do que está acontecendo com a dança no Brasil. Não existem tantas oportunidades para bailarinos e artistas no Brasil. Eu conheço muitos dançarinos brasileiros que estão agora dançando em grandes companhias  no mundo e suas histórias são muito inspiradoras.

Você pensa em se apresentar aqui?

Claro! Eu adoraria me apresentar no Brasil. É um país belíssimo e seria um sonho dançar no meu país de origem. Eu estive no Rio uma vez de férias com a família quando eu tinha 13 anos, mas seria muito bom voltar para visitar Recife, que é onde eu nasci. Além de dançar, eu adoraria ensinar e treinar meninas no Brasil.

Você dança numa companhia muito cultural e conhecida pela proximidade com a cultura negra. Qual é a importância desse tipo de companhia, como o Harlem, Ballet Black e Alvin Ailey?

A importância de companhias como a Dance Theatre of Harlem e Alvin Ailey é de abraçar a noção de diversidade e abrir mais oportunidades para bailarinos de diferentes trajetórias e contextos, particularmente afro-americanos. Essas instituições representam essa transformação do ballet e são fortes ícones na história da dança. Com o passar dos anos, muitos bailarinos quebraram barreiras e deixaram o caminho pronto para a geração seguinte. Com essas companhias, o mundo do ballet ficou mais diverso e se transformou numa reflexão mais verdadeira da nossa sociedade.

 

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Linhas! (Foto:Reprodução/ Underground NYC)

O ballet está se tornando mais inclusivo?

Absolutamente. Os bailarinos são muito diversos e diferentes, particularmente nessas companhias nos Estados Unidos. Aqui os bailarinos podem ser eles mesmos, e não se preocupam em ter que parecer um com o outro nem em se enquadrarem no esteriótipo típico de como uma bailarina deve ser. A arte ficou ainda mais bonita por causa dessa ‘leva’ de diversidade e como os bailarinos podem mostrar sua individualidade.

Existe algum papel que você gostaria de representar? Você já dançou seu repertório preferido?

Um papel que eu gostaria de dançar é Odette/Odile em O Lago dos Cisnes. Eu simplesmente amo a qualidade suave e graciosa de Odette e depois a energia forte e misteriosa exigida para Odile, o cisne negro. O Lago é uma das minhas histórias de ballet preferidas, e eu tive a oportunidade de dançar a produção de Kirk Peterson quando eu estava no Alberta Ballet. Eu também dancei Serenade, de George Balanchine, que é outro repertório preferido que eu me sinto muito honrada de ter dançado.

Quais são suas metas para o futuro?

Tenho muitas metas para o futuro e a lista está sempre expandindo e crescendo. Mas a maior delas é dançar como bailarina principal numa grande companhia de ballet nos Estados Unidos ou na Europa. Tem muitos coreógrafos contemporâneos com quem eu sonho em trabalhar e aprender. Além do ballet, eu também treino sapateado e jazz, então eu adoraria dançar na Broadway, em TV ou em filmes.

MAIS:

Além disso tudo, ela tem um eixo in-crí-vel! Olha só esse vídeo:

 

Acerte na pré-seletiva do Bolshoi!

Atenção, professoras, professores e bailarin@s! O Bolshoi abriu – e, para algumas cidades, já encerrou – inscrições para a pré-seleção, aquela que acontece todo ano em vários municípios. Para se participar na edição de 2016, o aluno ou aluna deve ter nascido entre 1997 e 2007 e pagar a taxa de R$ 15. As vagas disponíveis são para Curso Básico em Dança Clássica  e o Curso Técnico de Nível Médio em Dança Clássica.

Os alunos que passarem dessa pré-seleção vão para a etapa seguinte, na sede brasileira do Bolshoi, em Joinville (SC). É neste momento que os bailarinos e bailarinas podem conseguir bolsas, então vale a pena deixar o melhor para o final! As datas desse segundo momento ainda não foram divulgadas, mas serão em outubro.

Dicas de vestimenta:

O Bolshoi exige um código de vestimenta para as audições, que NÃO é o mesmo que o uniforme / fardamento que os bailarinos usam na escola.

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Collants simples, sem adereços e meia-calça clara é dica de vestimenta para meninas (Foto: Reprodução)

Para os exames do Curso Básico, o recomendado para a menina é top e shorts com cabelo preso em coque. Prefira cores sóbrias e tecidos lisos, sem estampa. Para os meninos, short ou bermuda. Os dois farão a aula descalços.

 

Para o exame do Curso Técnico, o recomendado é que meninas vistam collant, meia calça clara, cabelos presos em coque e sapatilhas de ponta e meia ponta. Importante não levar qualquer tipo de adereço, como saias e shorts.

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Regata e short para meninos (Foto: Capezio)

Quanto ao collant, prefira tons sóbrios e lisos, sem estampa. Para os meninos, blusa regata, short ou bermuda justa, sapatilha de meia-ponta e meia soquete, também sem qualquer adereço.

Aqui vai uma listinha do roteiro, com datas e o regulamento para cada cidade:

Belém (PA): as inscrições seguem até o dia 25 de julho (consulte o regulamento aqui). A audição será no dia 30 deste mês, um sábado, na Casa Das Artes,  na Praça Justo Chermont.

Salvador (BA): as inscrições continuam até o dia 29 de julho (consulte o regulamento aqui). A audição vai acontecer no dia 9 de agosto, uma terça-feira, na Escola de Dança Juliana Stagliorio, no bairro Costa Azul. Um aluno dessa escola, Thiago, foi o único baiano a passar com bolsa na seleção do ano passado!

Chapecó (SC): serão aceitas inscrições até dia 12 de agosto (consulte o regulamento aqui). O local da audição é Vanessa Batistello Escola de Dança, no Jardim Itália, em 18 de agosto.

Cambuí (MG): as inscrições serão abertas no dia 18 desse mês e continuam até 12 de setembro (consulte regulamento aqui). A audição será no dia 17 de setembro, no EducArte, no Centro.

As inscrições para as pré-seletivas de Imperatriz (MA) e Sinop (MT) já estão encerradas, e as audições já aconteceram nos dias 8 e 9 desse mês.

 

 

Vídeo da Semana #24

Sabe uma coisa que é super difícil de fazer em cena e que quase ninguém nota? Expressão nos movimentos – ou artistry, em inglês. Isso vale demais especialmente nos papéis mais figurativos (porém igualmente importantes!) como Don Quixote, o paxá n’O Corsário, o bruxo Rothbart em O Lago Dos Cisnes, a mãe de Lise, em La Fille Mal Gardée, e por aí vai.

O vídeo selecionado foi do ensaio da entrada de Carabosse, a bruxa d’A Bela Adormecida, no batizado da princesa Aurora. Para quem não sabe/lembra, Carabosse não foi convidada para a festa e se vinga amaldiçoando a princesa, condenando-a à morte ao espetar o dedo no fuso de uma roca. Drama puro! Se a bailarina ou bailarino não forem muito bem treinados, a principal cena do prólogo vai ser passada em branco. E ninguém quer que isso aconteça, né?

Aviso aos navegantes: A Bela Adormecida é o meu ballet preferido de todos os tempos e teremos muitos posts ainda sobre esse repertório. Me julguem!

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Riqueza nos dedos e no olhar (Foto: Reprodução / YouTube)

 

Voltando ao vídeo: essa é uma produção do Royal Ballet, em que a bailarina Kristen McNally, que até então nunca tinha atuado como Carabosse, ensaia sob a supervisão da répétiteuse (quem remonta os repertórios) e diretora do Royal, Monica Mason.

Uma das primeiras coisas que Monica faz é contextualizar a personagem para Kristen. Ela explica que, nessa produção, a Carabosse “acredita ser a fada mais linda do reino e sente-se bem consigo mesma”, diferentemente de outras montagens, em que ela é caracterizada como uma velha feiosa. Isso se reflete no bastão / bengala que ela usa.

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Carabosse amaldiçoa Aurora com a morte (Foto: Reprodução / YouTube)

“Você não vai se apoiar nesse bastão. É uma peça adicional de poder”, diz a diretora. Acho que isso já faz toda a diferença na Carabosse de Kristen, que desde já muda a postura. Sobe o queixo, olha de cima para baixo e passa uma imagem de arrogância. Muito interessante!

A ideia segue com todos os movimentos que vêm depois. A saudação ao rei e à rainha é minha parte preferida: Monica perde um tempinho explicando por quê a reverência tem que ser de um jeito que seja visível e claro à plateia mas, ao mesmo tempo, aparente ser claramente falsa e sarcástica, dada a repulsa da Carabosse pela falta do convite à festa. Daí a gente percebe como ela simplesmente não reconhece a soberania do casal real.

Análises à parte, segue o vídeo! A conversa é toda em inglês, mas tem closed captions! Ainda assim, quem não entende ainda pode se entreter com a linguagem corporal – afinal de contas, é isso o que vale na dança! Dica de amiga: assista até o final 😉

 

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