Ballet muda vidas nas favelas cariocas

Essa matéria linda veio de uma sugestão da leitora Paula Lima (obrigada!!!), e resolvemos traduzir para que todo mundo possa ter acesso. Basicamente, a Marie Claire americana resolveu ver o que algumas meninas no Morro do Adeus, no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, faziam na quadra vestidas de bailarinas.

O resultado é que uma escolinha de ballet, montada por Tuany Nascimento, de 22 anos, começou a fazer a diferença na vida de dezenas de meninas que têm, agora, aula de dança na escolinha Na Ponta dos Pés. Ao todo, são 49 alunas no projeto, que já tem dois anos.

Tuany conta que não tinha ideia de montar uma escola, mas sim de praticar sozinha depois que desistiu de ser profissional. “Eu vinha sozinha, mas sempre tinha uma ou outra menina que vinha ver o que eu estava fazendo e queria fazer também”. Foi daí que surgiu Na Ponta dos Pés, escolinha que oferece três aulas de dança duas vezes na semana.

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Mini bailarinas imitam a professora (Foto: Na Ponta dos Pés / Divulgação)

“Ballet clássico é uma das formas de arte que mais transformam a pessoa. Quando você está aqui você tem regras, disciplina, desafios… Tudo que você vai encontrar na vida real. Eu sei que não vou ter 49 bailarinas profissionais. Se tiver uma, maravilha! Mas vamos ter 49 bailarinas, meninas com a mente mais educada que vão buscar mais opções na vida, por um futuro melhor”, diz Tuany, que está cursando Educação Física na Faculdade Celso Lisboa.

“A maioria pensa: eu vou arranjar um trabalho perto de casa, depois vou ser mãe. Elas não ultrapassam os muros da comunidade, e eu quero mostrar que o mundo é muito maior do que isso e que existe chance pra todo mundo”.

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(Foto: Na Ponta dos Pés / Reprodução)

Além disso, é uma boa oportunidade de afastar o preconceito das pessoas – e policiais – em relação às favelas. “Não adianta muito trocar as armas dos traficantes pelas armas da polícia (diz, em referência à pacificação nas comunidades). O ideal é trocar as armas por uma luva de boxe, um computador, um par de sapatilhas”.

Quer ver a matéria original? Clica aqui!

Quer saber mais sobre o projeto? Clica aqui!

 

 

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