O mistério do fouetté

Esse giro é tão, mas tão complexo que até o TED (uma série de conferências internacionais sobre Tecnologia, Entretenimento e Design) resolveu desvendar os mistérios que fazem com que uma bailarina (ou bailarino, por que não?) consigam girar dezenas de vezes em cima do mesmo eixo.

O vídeo (que é uma graça, por sinal!) mostra de uma forma beeeem científica como e por quê a gente gira várias vezes. OK, tem o básico do básico, dizendo que o plié com a perna ao lado impulsiona, que abrir os braços junto com a perna potencializa a sincronia e que é ESSENCIAL fixar um ponto para ‘bater cabeça’. Mas tem outras coisas bacaninhas também!

Uma delas (que eu não sabia) é que nós giramos mais rapidamente se mantivermos os braços mais colados ao corpo. No vídeo, é dado como exemplo os giros super rápidos da patinação artística. Aqueles em que a/o atleta começa com os braços super juntinhos no corpo e vão subindo numa “quinta posição” numa velocidade incrível. Pois é, gente. Braços mais juntinhos ajudam.

O vídeo fala em pernas mais juntas também, mas ninguém quer um passé en dedans, né? Mas isso é verdade: várias bailarinas giram super rápido (especialmente nos piqués ou posés en tournant) quando deixam as pernas mais juntinhas. Basta ver Natalia Osipova no primeiro solo de Giselle!

Outra é que quanto mais tempo você conseguir deixar a perna ao lado, mais ‘no eixo’ você vai ficar, e mais impulso você vai conseguir, também. Essa é uma boa dica para quem já quer começar a fazer piruetas duplas por fouetté!

Olha o vídeo aqui:

 

 

 

 

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Russian State Ballet vem ao Brasil

Tem ballet russo chegando em terras tupiniquins! Solistas do Russian State Ballet vão percorrer capitais de todos os estados do país com o espetáculo de divertimentos “Estrelas do Ballet Russo”. A programação conta com com trechos de clássicos como O Lago dos Cisnes, Romeu e Julieta, A Bela Adormecida, O Quebra Nozes, Giselle, Spartacus, O Corsário, Cinderella, e Don Quixote, dentre outros.

A turnê, que acontece no mês de maio, é composta por 50 bailarinos de grandes companhias russas que, divididos em dois grupos, vão se revezar entre as apresentações. De acordo com a assessoria do espetáculo, a iniciativa de trazer a companhia ao Brasil foi do produtor brasileiro Augusto Stevanovich, com apoio do ministério da cultura da Rússia.

“Levar o espetáculo do Amazonas ao Rio Grande do Sul, do Mato Grosso ao Rio de Janeiro é um grande desafio. Essa emoção fica marcada para toda vida e fideliza nosso público. Além de fazer com que cada vez mais pessoas queiram assistir ao ballet”, diz Stevanovich.

O que nós achamos: parece que o ballet russo está, mesmo, querendo se aproximar do público brasileiro. Primeiro, com as transmissões ao vivo de espetáculos do Bolshoi nos cinemas UCI (já falamos sobre isso aqui!) e, agora, com mais essa edição do Ballet da Rússia no Brasil. Adoramos a iniciativa, só achamos que os precinhos poderiam ser menos salgados, né? Em Salvador, variam entre R$ 280 (inteira mais cara) e R$ 90 (meia-entrada mais barata).

 

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O Lago dos Cisnes faz parte do repertório (Fotos: Divulgação/ Ballet da Rússia)

Serviço (capitais de estado com datas e locais confirmados):

São Paulo: Teatro Tom Jobim, nos dias 23 e 24 de abril (sábado e domingo), Teatro Frei Caneca no dia 25 de abril (segunda-feira) e Teatro das Artes no dia 26 de abril (terça-feira)

Rio de Janeiro: Teatro Oi Casagrande nos dias 3 e 4 de maio (terça e quarta-feira)

Belo Horizonte: Cine Theatro nos dia 5 e 6 de maio (quinta e sexta-feira)

Vitória: Arena Vila Velha no dia 7 de maio (sábado)

Salvador: Teatro Castro Alves, nos dias 11 e 12 de maio (quarta e quinta-feira), às 21h. Ingressos à venda na bilheteria do teatro, nos SACs do Shopping Barra e Bela Vista e pelo site ingressorapido.com.br

Aracaju:Teatro Atheneu, no dia 13 de maio (sexta-feira)

Teresina: Teatro Teresina Hall, no dia 14 de maio (sábado)

Fortaleza: Teatro Unifor, no dia 15 de maio (domingo) e Riomar, no dia 17 de maio (terça-feira)

Mais informações: http://www.balletdarussia.com/

Perfil: Marius Petipa

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Petipa é o autor dos ballets clássicos mais tradicionais

Marius Ivanovich Petipa pode ser facilmente apelidado de “pai” do ballet romântico. O coreógrafo viveu entre 1818 e 1910 e foi responsável por assinar a montagem de repertórios clássicos ainda extremamente populares entre as maiores companhias do mundo. Entre eles estão O Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida, O Quebra-Nozes, Don Quixote, Raymonda, Giselle, O Corsário e La Bayadère.

Nascido em Marseille, na França, Petipa teve contato com a dança desde cedo. Seu pai era bailarino e ele mesmo começou a acompanhá-lo em turnês com a companhia aos nove anos. Aos 16, entrou no Théâtre Nantes, e foi lá que ele começou a coreografar algumas peças.

Em 1847, após alguns anos trabalhando como dançarino na França, ele foi para a Rússia, onde seu trabalho tomou proporções históricas.Dois meses depois da sua chegada, tornou-se bailarino principal e maître de ballet do Mariinsky, até hoje a maior companhia de São Petersburgo. Lá, Petipa ficou conhecido como coreógrafo em 1859, ao assinar a montagem de A Filha do Faraó. No entanto, foi apenas em 1869 que ele se tornou o coreógrafo-chefe da companhia.

Pierina, a pioneira dos 32 fouettés
Pierina, a pioneira dos 32 fouettés

O trabalho de Petipa se caracteriza pelo virtuosismo e pelo rigor técnico, além dos gestos carregados de dramaticidade. O Lago dos Cisnes é prova disso: a gente falou sobre as mímicas dos mis-en-scènes, verdadeiros diálogos com o corpo. Ainda no Lago, podemos comprovar o rigor técnico na coda de Odile, o cisne negro. Foi nesse ballet que a exigência dos 32 fouettés apareceu pela primeira vez. A bailarina que “inspirou” essa ideia foi Pierina Legnani, muito por conta da sua habilidade técnica.

Os 32 fouettés na coda se tornaram uma assinatura de Petipa, que a reaplicou em vários de seus repertórios. Outra assinatura do mestre foi o uso extensivo do corpo de baile durante toda a apresentação, com coreografias que exigiam sincronia precisão milimétrica das bailarinas.

O último grande ballet coreografado por Petipa foi Raymonda, em 1898. O mestre se aposentou em 1903, com dezenas de repertórios (entre montagens originais e recriações) no currículo. Fica difícil precisar quantos porque alguns deixaram de ser apresentados e caíram no ostracismo e outros se “fundiram”.

American Ballet Theatre
O corpo de baile, marca registrada do maître de ballet!

 

Mais perfis:

Rudolf Nureyev

Darcey Bussel

 

Colorindo os palcos

Ano passado a gente fez um post aqui exaltando a iniciativa da International Association of Blacks in Dance (IABD)de se fazer uma audição apenas para bailarinas negras – notadamente excluídas das grandes companhias. Pois bem, a audição foi em janeiro, pouco se falou do que aconteceu, e só agora, em março, eu resolvi procurar saber do resultado.

Isso graças à leitora e amiga Ila Garcia, que me mandou essa foto aqui (a seleção toda é incrível, mas essa me tocou de forma especial) que me fez pensar que essas pequenas podem, quem sabe, ser a próxima Precious Adams, Michaela DePrince ou mesmo Misty Copeland. Obrigada, Ila!

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Meninas da primeira e única escola de ballet em Ruanda, criada após o genocídio (Foto: Caroline Jean Peixoto, City Arts)

Voltando à audição! A IABD fez um vídeo sobre a seletiva, entrevistando algumas das participantes e jurados, e mostrando pedacinhos das audições. O formato foi exatamente igual ao das grandes companhias, com a diferença que eram meninas e moças de várias tonalidades executando os passos de ballet clássico. O evento foi em Denver, Colorado, e juntou 87 bailarinas do mundo inteiro e contou com a participação de 15 companhias.

Para quem não entende inglês, selecionei aqui alguns dos depoimentos mais bonitos. “Sabe, muita gente não sabe, mas é muito difícil entrar numa sala de audição e ser a única negra brigando por uma vaga. Mas quando você entra numa sala e vê garotas com o mesmo tom de pele que você tem é uma sensação incrível”, disse Raquel Smith, da Califórnia.

“É a primeira vez que o mundo do ballet entrou na comunidade negra de dança. E chegou no nosso próprio espaço, onde nós somos os protagonistas para falar com propriedade dos problemas que nós temos e que compartilhamos”, apontou Theresa Ruth Howard, criadora do MoBBallet.org. Ela ainda disse que uma grande falha na estrutura dos grandes ballets é que não há diretores artísticos, maîtres ou masters de ballet negro, que são justamente as pessoas que moldam a estética da companhia. Sem essas pessoas, como isso pode mudar?

“Ao crescer como bailarina eu fui a várias audições, nas quais eu era quase sempre a única afro-americana na sala. De certa forma, dança é algo universal, então eu não achava que não poderia dançar ballet clássico. Mas depois de um tempo você começa a notar que a cor da pela pesa mais do que o talento, não tem como não ver, e isso acabou me cansando”, disse Coral Martin, também da Califórnia.

“Espero que um dia a gente não precise disso. Espero que um dia seja algo tão normal que não precisemos forçar as pessoas a abrir os olhos” Brian MacSween, ballet master do Memphis Ballet. No final, 25 bolsas foram oferecidas e quatro meninas foram convidadas para seletivas de companhias que participaram da audição. Saldo pequeno, porém positivo!

Veja o vídeo aqui:

Vídeo da semana #15!!

O #videodasemana de hoje é uma sugestão da nossa leitora Bruna Coutinho Beloso. Você provavelmente já conhece a música e também o videoclipe, ambos fizeram sucesso em 2014 e ainda fazem a cabeça das pessoas: no caso é “Chandelier”, da cantora Sia.

Inicialmente, vamos falar da bailarina que protagoniza o clipe. Maddie Zigler, um prodígio que se tornou conhecida pela sua participação no reality americano Dance Moms. Ela se tornou garota propaganda da marca Capezio em 2015 e além disso protagonizou outros dois clipes da cantora Sia: Elastic Heart e Big Girls Cry. E isso tudo tendo apenas 13 anos. Uau!! Haja talento!!

Sobre o clipe: Chandelier se passa em uma casa aparentemente abandonada, com uns poucos móveis, figurino com um collant nude e peruca loira, característica marcante dos clipes da cantora Sia. Uma coreografia forte, onde a Maddie usa e abusa de expressividade facial, que em muito constitui a sua dança. Ela passa rapidamente da alegria e euforia para tristeza, medo, e contando sempre com uma flexibilidade de dar inveja (você já-já vai saber do que estamos falando).

Tanto é que Juliana, sócia do blog, arrisca dizer que ela é a futura Miko Fogarty! Bem, não sabemos ainda seu futuro com certeza, mas podemos dizer que ela arrasa – e muito!-  aqui no presente. Vamos ao vídeo:

 

Clique aqui para conferir nosso acervo de #videosdasemana !

Mariana Miranda: ajuda para audição na Bélgica!

Mariana Miranda, uma linda bailarina de 19 anos, recentemente foi aprovada em uma pré-audição no Rio de Janeiro para a P.A.R.T.S. (Performing Arts Research & Training Studios), escola de dança contemporânea em Bruxelas, Bélgica, sob a direção de Anne Teresa De Keersmaeker – uma importante referência atual em dança contemporânea.

Após a seleção – só ela ela e mais dez pessoas passaram – Mariana agora precisa arrecadar fundos para bancar os custos de sua ida para a Europa: passagens, seguro de viagem, alimentação, transporte, hospedagem… É bastante coisa!

 

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Olhar atento para aprender! (foto: Fernando Quevedo Barros)

Apesar de nova, Mariana já conta com uma formação pela escola contemporânea do Bolshoi no Brasil, e hoje dança no Balé Jovem de Salvador e na Kátharsis Companhia de Dança (que já foi citada aqui). Mariana arranjou um tempinho para nós e contou sobre esse nova fase de sua carreira como profissional de dança. Fala principalmente sobre a dificuldade de arrecadar dinheiro sem nenhuma financiamento público e todo o apoio que vem recebendo através das contribuições: “Muita gente está ajudando, estou achando incrível!”

No momento, ela conta com a divulgação por Facebook e com a ajuda de amigos para organizar aulões de dança, performances em lugares públicos “passando o chapéu” para arrecadar dinheiro. Sua viagem acontecerá dia 02/04, e ela precisa juntar o valor necessário quanto antes for possível. O Oito Tempos deseja que tudo dê certo para você Mariana!! Precisamos e muito apoiar os artistas da nossa terra, para que possam alcançar voos mais altos!!! Deixaremos abaixo os dados bancários para quem quiser ajudar. Qualquer ajuda é bem -vinda 🙂

*crédito da primeira foto: Chico Maurente

Agência 5695-2

Conta corrente N°: 3.398-7

Mariana Miranda de Oliveira Silva

Banco do Brasil

Dica indicada!

Dia de segunda-feira a gente normalmente coloca aqui uma dica de aquecimento, fortalecimento, técnica ou até de alimentação. E hoje não será diferente! Só que, em vez de um post, indicamos um blog: o Academia de Estrelas, que (não por acaso, hehe!) nos entrevistou na semana passada sobre nossa experiência com o ballet ‘fitness’ (não viu? clica aqui!)

O blog, coordenado pela jornalista Giovanna Castro, tem sempre dicas legais de como se manter saudável com uma dieta balanceada, fazer exercícios diferentes e aponta novidades no mundo ‘fit’. Nem sempre tem a ver com dança, mas a gente já falou aqui que é importante fazer atividades de fortalecimento para não sobrecarregar o corpo!

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A prancha, por exemplo, é um excelente exercício de fortalecimento!

 

Esperamos que gostem das dicas e que sirvam de complemento à dança! Aproveitamos para deixar aqui nosso pedido: Sugiram posts! Contem pra gente sobre o que vocês querem ler por aqui que nós corremos atrás 🙂

Nosso contato: oitotemposblog@gmail.com ou @oitotemposblog no Instagram, Facebook e Twitter!

 

Silicon Valley Ballet fecha as portas

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Produção do Silicon Valley Ballet de Giselle, com montagem de Alicia Alonso (Foto: Bari Lee)

Parece que a crise econômica não está só no Brasil, e anda batendo na porta de pequenas companhias de dança pelo mundo. Tanto é que o Silicon Valley Ballet, na Califórnia (EUA), está encerrando as atividades após meses tentando se reeguer financeiramente.

A companhia (que até setembro se chamava Ballet San Jose) perdeu seus maiores financiadores, como John Fry – dono de uma indústria de eletrônicos, e se atolou em impostos. Nem mesmo a participação de astros como o bailarino espanhol José Manuel Careño e a maîtresse cubana Alicia Alonso conseguiram alavancar a arrecadação do Silicon Valley Ballet. Com o fechamento, 32 bailarinos e outros 32 funcionários estão sem companhia.

A informação do fechamento da companhia foi publicada em primeira mão no jornal San Jose Mercury News. Na matéria, o co-diretor da companhia, Millicent Powers, diz: “Temos que fazer o certo com nossos artistas, que é deixá-los fazer audições em outros lugares”. Para não dizer que tudo está perdido, ao menos a Escola de Dança Silicon Valley permanecerá ativa, embora com outra diretoria.

Ficamos muito tristes quando vemos companhias fechando. Esperamos de coração que toda a equipe, incluindo bailarinos e funcionários, encontrem uma nova casa.

Disney + Quebra Nozes = Queremos!

Acabamos de ver que a Disney vai produzir um filme d’O Quebra-Nozes (com atores reais que podem receber elementos de animação) e já estamos vibrando! O diretor é ninguém menos que  Lasse Hallstrom, que já concorreu ao Oscar de melhor direção três vezes, e quem assina o roteiro é  Ashleigh Powell . E o longa já tem nome: The Nutcracker and the Four Realms (O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos, em tradução livre).

Ainda não se sabe como vai ser a produção: se vai ter dança, se vai ter muitas músicas de Tchaikovsky (esperamos que sim!) e se a história vai ter uma conotação mais ‘sombria’ do que o ballet – tudo indica que sim. Parece que o roteiro se baseia na história O Quebra-Nozes e o Rei dos Camundongos (que, inclusive, virou animação em 2004!), que conta a história completa na qual o ballet se inspira.

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Cartaz da produção d’O Quebra-Nozes do English National Ballet

O ballet não conta a primeira parte, que é sobre uma princesa. Ela foi enfeitiçada pelos ratos logo quando bebê, transformada numa criatura horrível. Para quebrar o feitiço, um jovem precisaria quebrar uma noz (algo até então impossível) e dar sete passos para trás. O sobrinho de Drosselmeier, padrinho de Clara, consegue desfazer o feitiço, mas tropeça ao dar o último passo e se transforma num quebra-nozes. A princesa expulsa o jovem do reino e a história segue o padrão conhecido – o boneco é o que Drosselmeier entrega à afilhada na noite de Natal.

Essa não é a primeira vez que a Disney brinca com O Quebra-Nozes: basta lembrar da animação Fantasia, de 1940. E não foi a única: a Warner Brothers lançou a animação Nutcracker Prince (O Príncipe Quebra-Nozes) em 1990 e, três anos mais tarde, o ballet do New York City com a participação de Macaulay Culkin (já falamos sobre ele aqui, inclusive). A produção mais recente foi em 2010, em 3D, estrelando Elle Fanning (a mesma que interpretou Aurora em Malévola).

Quem você gostaria de ver interpretando Clara? E o príncipe? E Fritz? 🙂

Vídeo da semana #14!!

Chroma inova com um penchée carregado!
Chroma e seu penchée carregado! Foto: Reprodução / Royal Ballet

Mais uma sexta e mais um #videodasemana para vocês!! Hoje, iremos entrar um pouco no universo das montagens mais contemporâneas de companhias famosas. Falamos aqui sobre a necessidade das companhias tradicionais, como Bolshoi e Ópera de Paris, mudarem seu repertório e se modernizarem, trazendo novos tipos de montagens mais contemporâneas. O Royal Ballet já faz isso há algum tempo, e um dos exemplos disso é Chroma!

Criada pelo coreógrafo Wayne McGregor, a obra “explora o drama do corpo humano e sua capacidade de se comunicar em extremos de pensamento e emoção”. Essa definição se faz presente na movimentação dos bailarinos, sempre muito urgente e rápida, e nem por isso menos precisa e técnica que a obra exige. O aspecto dos figurinos e do cenário são perceptivelmente simples, justamente valorizando os movimentos dos bailarinos.

Na coreografia, a escola contemporânea também aparece. Movimentos como contrações, hiperextensões de braços e pernas – tanto na figura feminina quanto masculina – assim como giros e ‘carregas’ com técnicas diferentes. A intenção de “ataque” nos passos e os “desencaixes” do quadril das omoplatas (sempre tão rígidos no ballet clássico!) também mostram que a proposta da coreografia é fugir um pouco do tradicional. Mas nem tudo é tão novo assim! Com formação clássica, McGregor não abandona o en dehors no seu trabalho, e abusa de linhas como arabesque, attitude e penchée (ainda que flutuante).

Vale a pena conferir esse trecho magnífico, interpretado pela Laura Morera e Eric Underwood.

 

Confira nosso arquivo!

Video da semana #13

Vídeo da semana #12

Vídeo da semana #11

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Vídeo da semana #09

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Vídeo da semana #02

Vídeo da semana #01