Fortalecendo o arco dos pés

A gente sabe que não é todo mundo que dá a sorte de nascer com os pés da Sylvie Guillem, Tamara Rojo ou Steven McRae, mas todo mundo (todo mundo!) pode fortalecer e até mesmo alongar o arco dos pés, e deixar as linhas mais bonitas.

Encontrei essa série de exercícios que pode ser um complemento aos que a gente já postou (não lembra ou não viu? Clica aqui!) e, a melhor parte: você só vai precisar de uma bolinha de tênis (ou um foot roller) e um pano. Só. Isso.

A primeira parte é aquela velha conhecida: dar uma ‘acordada’ na parte do corpo que a gente vai trabalhar. Isso vale para QUALQUER exercício! Depois de sentir os pés mais aquecidos, com o sangue correndo com mais intensidade, aí sim é hora de ir adiante. Não sentiu? Repete até sentir! O que não pode é se machucar. Alongamento nenhum funciona se você estiver com a musculatura fria.

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Exercício do paninho: é menos fácil do que parece! (Foto: Reprodução)

No vídeo, a bailarina começa o aquecimento e fortalecimento em pé, esticando os pés gradativamente em meia ponta e ponta, e só depois seguindo para a bolinha de tênis. Particularmente, prefiro fazer o contrário. Acho que a bolinha ‘solta’ alguns nós de tensão dos pés, e me sinto mais preparada para esticá-lo completamente depois desse exercício. Mas é claro: cada um tem seu estilo e faz o alongamento da forma que o corpo responde melhor e mais rápido!

No mais, tudo lindo! Vou adotar pra vida os exercícios do paninho 🙂

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Vídeo da semana #13!!

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Mathilde e Lola ensaiando detalhes dos movimentos (Foto: Reprodução)

Hoje nosso #videodasemana é um pouquinho diferente: em vez de uma produção de dança, escolhemos mostrar uma bailarina “entrando” no personagem. E não é qualquer bailarina e nem qualquer personagem: falamos de Mathilde Froustey, principal do San Francisco Ballet, que encara Odette/Odile pela primeira vez!

Primeira coisa que temos a dizer: amamos esse sotaque francês dela! Dá vontade de apertaras bochechas toda vez que ela carrega um pouquinho mais. Vale ressaltar que sim, ela é francesa, e formada pelo Ballet Opéra de Paris.

Uma das coisas principais que Mathilde ressalta é que ela sentiu muita dificuldade com os braços, justamente por serem a marca registrada do ballet. São movimentos que exigem muito contorcionismo e que não são utilizados em outros repertórios. O vídeo é todo em inglês, então, se você não fala/entende muito bem, selecionamos algumas partes para traduzir.

“Dançar Odette/Odile é um passo grande. É minha primeira vez dançando O Lago dos Cisnes, então é muita pressão. Quando a gente começa a dançar ballet quando pequena, a maior referência que você tem é d’O Lago, por causa da música, dos tutus, dos braços, é a primeira coisa que você pensa. Acho que tive um ou dois dias de pânico!”, confessou a bailarina.

A maitresse que treina a Mathilde se chama Lola De Avila. Para ela, que já passou esse repertório muitas vezes para vários dançarinos, esse é um momento especial, já que Mathilde nunca dançou O Lago dos Cisnes e vem sem “vícios”.

“O que eu gosto mais é o que estou fazendo agora, que é ensinar quem nunca dançou. Quando você faz esse trabalho, é algo muito emocional, porque você tem que mostrar o bom e o mau nos dois personagens”, explicou Lola.

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Olhar matador de Mathilde como Odile! (Foto: reprodução)

Para finalizar, Mathilde diz como faz para diferenciar uma personagem da outra. “Com Odette eu procuro fazer os movimentos mais longilíneos, mais demorados, e com Odile é totalmente o oposto. Ela pula muito, faz muitas piruetas. Você pode interpretar esse ballet como quiser! Pode usar o cisne como metáfora para uma mulher ou tentar representar mais o pássaro”, finalizou.

 

Vamos ao vídeo!

 

Confira nosso arquivo!

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Vídeo da semana #02

Vídeo da semana #01

Sara Mearns: Por quê amo o ballet

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Sara Mearns em ensaio ao site The Every Girl. Foto: Erin Kestenbaum

Uma das bailarinas mais expressivas e vibrantes de sua geração, a americana Sara Mearns, que é principal do New York City Ballet, listou suas razões para amar o ballet clássico — e nós reproduzimos aqui*!

1. Você descobre algo novo sobre si mesmo todo dia. Seja bom ou ruim, uma força ou uma fraqueza, algo físico ou emocional, você vai acabar ficando mais forte.

2. Você fica extremamente em forma!

3. Quando você está no palco, pode criar um mundo de fantasia só seu.

4. Você pode brilhar e cintilar da cabeça aos pés — dos adereços do cabelo à maquiagem, fantasia e sapatilhas.

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Sara Mearns em Dances at a Gathering. Foto: Paul Kolnik

5. O ballet me fez perceber que você não pode ser perfeito. Perfeição não existe, e por que você ia querer? Perfeição é chata e não deixa espaço para crescimento ou busca por lugares mais altos.

6. Como uma bailarina, você pode dançar com as mais lindas e incríveis músicas —do tipo que deixa você com frio na barriga.

8. You get to meet interesting people from all around the world. These people are creating something brand-new—and they could be creating it on you.7. Criar uma parceria com alguém e um dos mais sagrados e pessoais aspectos de ser um bailarino. Você entende o que ‘confiança’ realmente significa.

9. Você pode viajar o mundo e se apresentar em lugares maravilhosos, desde is teatros mais antigos da França até os palcos ao ar livre em ruínas da Itália.

10. A razão mais importante pela qual eu amo o ballet é a oportunidade que eu tenho em ser uma mentora positiva para a geração mais nova. Eu consigo inspirar dançarinos jovens a seguir suas paixões e permitir que a arte da dança continue.

 

Quer saber mais sobre Sara Mearns? Visite o site oficial dela clicando aqui 🙂

*A postagem original dessa lista foi na revista americana Dance Spirit

Ballet fit(ness)

Muita gente veio perguntar pra gente o que achamos do ballet fitness, ou fit ballet – se todo mundo poderia fazer ou se é algo mais voltado para quem dança. E a resposta é: os dois! Por ser uma modalidade que combina exercícios aeróbicos com os passos de ballet, pode servir tanto para quem está atrás de uma atividade física (mas quer fugir da academia!) como para quem quer melhorar o desempenho nas aulas tradicionais.

Mas vamos começar pelo começo: o que é o ballet fit e como funciona a aula? Para responder essa pergunta, conversamos com a professora Viviane Fontoura, que dá aulas dessa modalidade no Ballet Marília Nascimento, em Salvador. Ela, que é formada e pós-graduada em dança, explicou que o formato das aulas é bem parecido com o de uma aula tradicional. Segundo Vivi, a diferença é que as sequências têm mais repetição de movimento, e se pensa muito mais em ativar os músculos certos na hora de fazer os exercícios.

“A gente foca mais em cada exercício, em cada passo. É uma série de repetições, mas que são diferentes das repetições de uma aula de ballet. No ballet os passos são mais ligados, a gente às vezes se preocupa mais em não sair da música do que em fazer o passo da maneira mais correta. Já no fit ballet têm mais consciência corporal. A música, que pode ser de academia, batidas, ela estará ali sempre, acompanhando. Mas não estamos tão concentrados na música quanto no abdômen, nos glúteos…”, explicou.

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Juliana numa repetição de pliés bem desafiadora!

Vivi deixou claro que sua metodologia é própria, e não tem vínculo com marcas patenteadas*. A aula dela segue o formato de aula livre, com alongamento, barra e centro, e os exercícios mudam a cada classe. Assim como a maioria das modalidades que juntam dança com ginástica, essa metodologia traz benefícios para quem quer apenas um exercício físico menos chato quanto para quem já dança e quer aprimorar a resistência.

“O ballet fit surgiu na intenção de fazer uma atividade para pessoas que gostariam de dançar ballet e que não queriam ir para academia. Os exercícios têm mais desafios, por conta do número de repetições. Proponho que seja uma modalidade para condicionamento, sim, mas que seja uma aula mais dançada, também, para quem já vinha ‘namorando’ com a dança e nunca teve a oportunidade de fazer aula”.

 

A gente fez uma aula para conferir e olha: é bem puxado! No bom sentido, claro… Aí segue vídeo com Vivi explicando no que a gente deve focar durante os exercícios.

 

*Algumas academias e escolas de ballet usam as metodologias das marcas Fit Ballet e Ballet Fitness, o que não é o caso de Vivi.

Vídeo da semana #12!!

Linda Celeste Sims e Glenn Allen Sims dançam pelo Alvin Ailey (Foto: Reprodução)
Linda Celeste Sims e Glenn Allen Sims dançam pelo Alvin Ailey (Foto: Reprodução)

Chegou atrasadinho, mas chegou! Nosso #videodasemana de hoje acaba sendo uma plataforma de divulgação de duas companhias que amamos: o Royal Ballet e o Alvin Ailey. Explicamos: a coreografia escolhida é a After the Rain, assinada por Christopher Wheeldon. Neste vídeo os dançarinos são da Alvin Ailey, mas quem está remontando o repertório para esta temporada é o Royal Ballet – com os queridos Thiago Soares e Marianela Nuñez!

Vamos à coreografia: o pas de deux, executado por um homem e uma mulher, é até simples, se comparado a outras montagens contemporâneas assinadas pelo coreógrafo, como Alice no País das Maravilhas. Mas tem um impacto muito forte, talvez por essa simplicidade. O que mais chama atenção, para mim, é a leveza dos braços dos dois dançarinos, e também a movimentação do pulso – lembra até a técnica do flamenco, embora muito mais delicada. Expressão, aqui, é a chave.

O ballet, que foi montado em 2005, exige uma cumplicidade muito forte entre o casal. Nesse caso, os bailarinos do Alvin Ailey são o par perfeito: além de partners, são, também, marido e mulher! As sequências e “carregas” não são óbvias, mesmo para uma montagem que flerta com o contemporâneo. Logo no início da coreografia, por exemplo, o bailarino sustenta a bailarina, de lado, ela com as pernas abertas na segunda posição. O movimento, em espiral, termina em um abraço suave entre os dois. Durante a dança, Wheeldon brinca com o equilíbrio do casal. Os dois estão sempre sendo a base ou a impulsão para os passos do outro. Pela movimentação, sobretudo dos braços, o que podemos inferir é uma sensação de busca pela liberdade.

Olha a sincronia da Linda Celeste Sims e Glenn Allen Sims! (Foto: Reprodução)
Olha a sintonia da Linda Celeste Sims e Glenn Allen Sims! (Foto: Reprodução)

Vale muito a pena assistir o repertório todo, mas, por enquanto, deixamos aqui a “cereja do bolo”. Esperamos que goste!

 

Veja aqui nosso acervo!

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Vídeo da semana #04

Vídeo da semana #03

Vídeo da semana #02

Vídeo da semana #01

 

Julimel: “É gratificante saber que meu blog ajuda as pessoas”

Hoje o OITO TEMPOS conversa de blog para blog. A entrevistada da vez é a queridíssima e super atenciosa Juliana Mello, mais conhecida pelo apelido de Julimel, dona do Vídeos de Ballet Clássico. O blog começou em agosto de 2009 como uma comunidade do extinto Orkut, com o intuito de compartilhar vídeos de espetáculos de ballet completos para download. Atualmente com seis anos de existência, o blog já conta com acervo de mais de 300 títulos, e segundo as palavras da própria Juliana “não vai parar tão cedo”!! Assim esperamos!!!

Conte um pouco da sua vida de bailarina para nós. Como começou o seu amor pelo ballet?

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Espetáculo “Era uma vez… uma Cigana” – inspirado no ballet Paquita (foto: Arquivo pessoal)

“Delicada, toda de branco e na ponta dos pés. Essa é a imagem da bailarina que toda menina sonhou um dia ser”. Essas palavras, ditas por Inês Bogéa no documentário Uma Roupa que Dança, produzido pela São Paulo Companhia de Dança, simplesmente não me definem. Eu sempre gostei das artes, fiz aulas de teatro e de piano clássico, e eu até já tive algumas experiências com dança na infância, mas ela nunca fez os meus olhos brilharem. Porém, dizem que quando é pra ser, tudo conspira de maneira divina! Aos 14 eu tive contato com a peça O Quebra-Nozes, e após assistir uma montagem completa com o Teatro Municipal de São Paulo, eu me apaixonei completamente! Eu sempre digo que essa peça é o meu marco zero. Eu comecei nas aulas pra valer aos 22 anos, curso o método Royal Academy of Dance, e esse ano vou prestar exame para o Grade 7. Além disso, eu faço faculdade de jornalismo, e foi o blog que me fez descobrir que eu levo jeito pra essa profissão.

O que te levou a começar o blog e disponibilizar os vídeos para download?

Compartilhar vídeos e informações sobre dança com as pessoas remonta o meu próprio desejo de ter uma coleção de DVDs de Ballet, e acredito que tudo iniciou com a vinda para o Brasil da coleção O Melhor do Ballet. Eu adquiri o primeiro fascículo, e como eu não pude prosseguir, eu comprei outros DVDs por outros meios, como sebos e lojas especializadas. Mas ainda assim, é meio complicado, pois por não haver divulgação desse tipo de material, os preços não são muito convidativos. De repente, eu não sei dizer exatamente quando, veio a ideia de procurar os DVDs pra baixar na internet. No início não era fácil, eu usava programas específicos pra fazer os downloads. Certo dia, eu estava zanzando pela net e encontrei um site que disponibilizava esse tipo de material de forma fragmentada, e aí veio o insight: abrir uma comunidade no Orkut e compartilhar com todo mundo! Assim, no dia 24 de agosto de 2009 surgiu o Vídeos de Ballet Clássico. De primeira, eu colocava os links do jeito que eu achava, mas com o tempo eu percebi que muitos vídeos tinham falhas (não estavam completos ou estavam fora de sincronia). Por isso eu comecei a verificá-los antes de publicar, e eu passei a ser criteriosa com a qualidade dos vídeos. O formato de blog surgiu alguns meses depois, no dia 19 de dezembro, pois nem todo mundo tem perfis em redes sociais, e assim o acesso ao conteúdo poderia ser muito maior!

Você acha que mais pessoas se interessaram por dança através do seu blog?

Eu acredito que a dança tem um poder transformador, e como dona do blog, eu já recebi muitos relatos que me deixaram emocionada! Pessoas que, com a ajuda do blog, fizeram trabalhos de faculdade, puderam responder questionários de suas escolas de ballet, utilizaram os vídeos pra estudar uma peça que iam remontar e/ou dançar.

A história mais recente é de um leitor do Mato Grosso, que com o acervo disponibilizado montou um projeto no centro cultural da cidade dele, no qual todo final de semana ele faz a exibição de ballets de repertório. É muito gratificante saber o quanto essa minha iniciativa ajuda as pessoas de alguma forma, e é isso o que me mantém motivada a seguir em frente.

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Coreografia “Tarantella” , inspirada no ballet Anyuta (foto: arquivo pessoal)

Você já disponibilizou muitos títulos em seu canal. Tem algum deles que, por mais que você já tenha visto, você sempre assiste a uma nova versão de uma companhia diferente?

Tchaikovsky é o meu compositor preferido, e por isso eu tenho um carinho muito especial pelos ballets que ele compôs. Não por serem os mais famosos, e sim porque eles me emocionam. Mas eu costumo dizer que aqui é como coração de mãe: sempre cabe mais um! A vantagem de ter um blog assim é poder conhecer todo tipo de ballet, e eu gosto de me deixar encantar pelas diversas leituras que uma mesma peça pode ter, e também descobrir títulos novos. E eu vou confessar uma coisa: até hoje eu nunca consegui assistir todo o acervo do blog! Daqui a pouco, serão 365 vídeos postados, vai literalmente dar pra ver um vídeo por dia durante um ano inteiro! Será que alguém consegue essa façanha?

Recentemente você tem encarado o “sumiço” de parte de vídeos em sua conta. Fez até mesmo um post dentro do seu blog sobre isso, apontando um possível responsável sobre a questão. Como você está lidando com isso (sabendo das dificuldades para fazer upload de cada parte de ballets grandes)?

Lidar com esse tipo de situação é sempre complicado. Certa vez, eu enfrentei um problema semelhante, quando cheguei na faixa de 100 vídeos publicados. Na ocasião, foi por causa do próprio servidor que eu usava (o Mediafire), que mudou as políticas e eu precisei encontrar um novo pra continuar sem maiores dores de cabeça. Só que agora é diferente… Dá um pouco de raiva pensar na possibilidade de que alguém quer atrapalhar o projeto, e muitas vezes, me sinto remando contra a maré. Tudo o que posso fazer é respirar fundo e ter paciência. Recentemente, eu descobri um recurso no próprio 4shared que, ao que parece, deu uma trégua no sumiço, e ao mesmo tempo, acho que confirmei a suspeita de sabotagem. Vamos ver, daqui pra frente, quais serão os próximos capítulos… Mas uma coisa é certa: haja o que houver, o Vídeos de Ballet Clássico não vai acabar!

Quais são os planos futuros para o blog? Algum outro projeto futuro seu dentro dessa ideia de conteúdo de dança?

Bom, ainda há muito material em vídeo pra compartilhar! Aos poucos, tenho entrado nas peças modernas e contemporâneas, o plano é disponibilizar o maior acervo possível. Um projeto em andamento, e que espero lançar ainda esse mês, é o meu canal no YouTube, onde pretendo abordar as histórias do ballet de um jeito bem dinâmico e divertido. Penso também em abrir duas divisões no blog: uma só pra filmes de dança, e outra para CDs, mas isso não é pra agora. Primeiro, quero resolver de vez a questão do sumiço dos vídeos.

 

Voltando com tudo, mas com calma!

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Brenda Lee Grech, do Scottish Ballet, se aquecendo na barra. (Foto: SB Tumblr)

Hoje deve ser o dia oficial de volta às aulas de 90% d@s bailarin@s, certo? E, se você ficou de bobeira nas férias e nem fez uma aulinha sequer, deve estar morrendo de vontade de voltar com tudo! Mas calma lá, que esse é o momento em que surgem mais lesões. O corpo não está acostumado aos exercícios, então é preciso treiná-lo e lembrá-lo dos movimentos aos pouquinhos.

Para evitar estiramentos e possíveis tendinites, o ideal é caprichar no aquecimento e alongamento pré-aula. É bem possível que seu professor ou professora faça isso em aula, mas não custa reforçar por conta própria! Esse vídeo abaixo mostra uma rotina de aquecimento bem simples de fazer, que ajuda a “acordar” as partes do corpo e afrouxar um pouquinho os ligamentos.

Melhor parte: o vídeo é todinho demonstrativo (não tem explicação em outras línguas!) e o processo inteiro não dura 10 minutos. Antes de fazer esses exercícios, recomendamos soltar os nozinhos dos pés “pisando” numa bola de tênis e passando nos músculos internos da coxa. Dá um alívio danado, e facilita muito na hora de alongar.

Boa volta às aulas!

Vídeo da semana #11!

Para o retorno pós-Carnaval ficar mais ~tranquilo e favorável ~, nosso #videodasemana veio da indicação de ninguém menos que Marcelo Gomes e Misty  Copeland, primeiros-bailarinos do American Ballet Theatre. Os dois compartilharam em suas respectivas redes sociais o vídeo da coreografia Toccara, dançada por Misty e Alexandre Hammoudi, e assinada por Marcelo – então achamos de bom tom analisar!

Primeiro que o nome da dança poderia ser facilmente “Linhas”, já que a coreografia – um pas de deux – é toda trabalhada nelas. Braços, pernas e extensões são amplamente utilizadas, e agradecemos aqui às curvas da Misty (ainda não sei lidar com essas pernas dela, gente!) por deixar a forma dos movimentos ainda mais acentuada. O cenário de fundo são imagens (lindas!) de partes dos corpos dos bailarinos, o que reforça essa ideia!

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Misty Copeland e Alexandre Hummoudi (Foto: Reprodução / YouTube)

A coreografia me lembrou um pouco In The Middle Somewhat Elevated (que eu amo), mas menos carregada na agressividade e flertando mais com o contemporâneo. Muitos pés em flex, contrações e braços hiperestendidos contrastando com a fluidez dos movimentos. A música, assinada por Ian Ng, é só violino e piano: mesmo essa combinação sendo simples, os arranjos são complexos. Tem momentos dramáticos, outros mais lentos, outros mais divertidos – e a coreografia acompanha tudo.

Agora você fica à vontade para assistir, mas adianto que Marcelo Gomes pode apostar sem medo na carreira de coreógrafo! Ainda mais se continuar investindo em talentos como Misty Copeland para protagonista 😉

 

 

 

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Vídeo da semana #02

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Carnaballet!

Carnaval está começando e, claro, a gente também entrou no ritmo da gandaia! Para comemorar a folia momesca, selecionamos alguns dos repertórios que têm tudo (ou alguma coisa!) a ver com o Carnaval.

Pas de deux de Harlequin e Colombina em Harlequinade (Foto: Reprodução)
Pas de deux de Harlequin e Colombina em Harlequinade (Foto: Reprodução)

Harlequinade:

De longe, nosso preferido! Adoramos as roupas de Harlequin e Colombina, e a mímica das danças, tão expressivas e que agregam valor à coreografia. Esse foi o último repertório coreografado por Marius Petipa, e a música é de Riccardo Drigo. Na história, Harlequin é apaixonado por Colombina, mas o pai da moça, Cassandre, quer que ela se case com um velhote rico, chamado Léandre. Por isso sempre sabota as investidas do moço apaixonado, e para isso conta com seu fiel criado, o Pierrot. Claro que, no final das contas, Harlequin e Colombina conseguem ficar juntos, e o segundo ato é o casamento do casal.

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Adiarys Almeida em Carnaval em Veneza (Foto: Reprodução)

Carnaval em Veneza ou Satanella:

É um repertório de três atos super misturado: os dois primeiros têm enredo francês e o terceiro, italiano, sendo que, no prólogo, os personagens pedem ajuda dos deuses gregos. Assim como Harlequinade, é um ballet alegre, e tem muita comédia no meio. A história conta o triângulo amoroso entre Lénore, Léandre e Isabelle, e no meio tempo tem a chegada de boêmios, vingança e baile de máscaras. A música é de Cesare Pugni.

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Yana Selina como a borboleta na produção do Mariinsky em 2008 (Foto: Reprodução)

Carnaval:

Esse é um ballet que a gente conheceu agora, fazendo essa pesquisa para o post. E adoramos! Carnaval é um ballet russo, com música de Robert Schumann, coreografia de Mikhail Fokine, e produção do empresário artístico Sergei Diaghilev. Não existe um enredo muito definido: é uma comédia que se passa durante um baile de máscaras e acontecem uma série de incidentes engraçados, com trocas de casais e flertes. Os personagens principais são Columbine, Estrella, Chiarina, Papillon, Pierrot, Harlequin, Pantalon, Eusebius e Florestan.

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Pessoas viram bicho em Carnaval dos Animais. (Foto: Paul Konik)

Carnaval dos Animais:

Este é o ballet mais recente, criado em 2003 especialmente para o New York City Ballet. A música é de Camille Saint-Saëns, e quem assina a coreografia é Christopher Wheeldon. No enredo, Oliver Pendleton Percy Terceiro adormece no Museu de História Natural de Nova York e sonha que todas as pessoas da sua vida – amigos,  familiares, professores e colegas de escola – se transformaram em bichos.