Dicas contemporâneas

Bailarinos da companhia Alvin Ailey em "Revelations". (Foto: Paul Kolnik)

Muitos bailarinos – especialmente os formados em clássico – encontram dificuldade para executar movimentos de técnicas mais contemporâneas. Lysion Vieira, bailarino do Ad Deum Dance Company, relatou isso pra gente. Para você não se sentir sempre tão “estranh@” ou desconfortável, seguem algumas dicas para se “soltar” um pouquinho mais!

Primeira coisa: contemporâneo também é ballet! Existem movimentos diferentes, é verdade, mas muita coisa é variação do que você já conhece com uma roupagem diferente. Tanto é que muitos professores e coreógrafos usam os mesmos nomes do clássico em suas peças, como sissone, attitude, jété… Claro que isso é para facilitar a compreensão, e que vai haver uma mudança ou outra. Talvez o sissone seja com as pernas en dedans, o attitude com os pés em flex e o jété com braços jogados para cima e cabeça para trás.

Muitas vezes isso faz com que os bailarinos demorem um pouco mais para “pegar” os passos, justamente porque o clássico é mais “quadrado” e eles não estão tão acostumados com um vocabulário tão amplo. Outra coisa é que, no clássico, temos a necessidade de tensionar áreas como a espátula, ombros e costas o tempo todo para realizar os exercícios – o que não necessariamente acontece no contemporâneo. Uma boa opção pode ser fazer exercícios de relaxamento nessas áreas durante o aquecimento.

Não existe uma fórmula para você começar a se sentir mais confortável fazendo os movimentos. Alguns dançarinos sentem isso imediatamente, outros demoram mais. A repetição dos passos, mesmo os que você acha estranhos ou até feios, fazem com que ele fique mais natural no seu corpo. Outros bailarinos sentem falta da “lógica” que existe na aula de ballet, mesmo que livre. Isso nem sempre existe no contemporâneo, e por isso pode ser interessante você começar a “juntar” na sua cabeça combinações de passos que você nunca tinha pensado antes, só pelo exercício da coisa!

Outra ideia bacana é começar a assistir algumas produções e ver as diferenças nas técnicas do contemporâneo e moderno, como Isadora Duncan, Martha Graham, Horton… Pode até demorar, você vai  conseguir dominar o estilo- talvez não tão bem quanto o clássico, jazz ou afro, mas aí vai de cada um!

Quer ver um pouquinho de um repertório que adoramos? Aí vai “Revelations”, da companhia americana Alvin Ailey.

Fonte: Goulet Ballet

 

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