Priscilla Yokoi: “A Gala Clássica já é prioridade na minha vida”

Priscilla Yokoi. Foto: Felipe Lessa
Priscilla Yokoi. Foto: Felipe Lessa (Evidence Ballet)

Mãe da pequena Manuela (prestes a completar um aninho!), professora de dança, palestrante e bailarina da Cia Brasileira de Danças Clássicas, Priscilla Yokoi experimenta, agora, o posto de empreendedora da dança no país. Ela está à frente da Gala Clássica Internacional, projeto que existe desde 2012 com o objetivo de revelar talentos e fomentar a prática da dança Brasil afora. De volta aos palcos aos 32 anos, após um período  mais voltado para outros projetos e para a família, Priscilla conta um pouquinho da sua trajetória profissional, seus maiores desafios e, claro, adianta o que vem pela frente.

Como surgiu a ideia da Gala Clássica Internacional? Quais são os objetivos do projeto?

A Gala Clássica é um projeto sócio-cultural onde a gente faz um intercâmbio entre bailarinos e estudantes brasileiros e bailarinos e estudantes internacionais, professores também internacionais. Essa ideia surgiu por eu ir para muitos festivais de danças e companhias no exterior e ver como o ballet faz parte da cultura desses lugares. É um incentivo para a cultura do nosso país. Eu proporciono esse evento totalmente gratuito para os participantes: eles não pagam taxa de inscrição, não pagam para dançar… Eles fazem audição para a escola do Bolshoi e seletiva para um dos melhores concursos do mundo, que é o YAGP. E é tudo gratuito, eles não pagam nada. Por isso é um projeto sócio-cultural.

Tem como adiantar o que vem por aí?

A seletiva já foi e os resultados já saíram. São 150 participantes, e eles terão três dias intensos de workshops e ensaios. Esses ensaios são para um ballet de 15 minutos onde todos os participantes vão dançar e ele será montado dentro desses três dias. E no quarto dia será a grande gala no Theatro Municipal de São Paulo, onde esses bailarinos vão dançar, onde os solistas também vão dançar e onde os bailarinos internacionais também vão fazer esse intercâmbio com os estudantes. O que eu posso adiantar é isso!

Priscilla e Manu! Foto: Evidence Ballet
Priscilla e Manu! Foto: Evidence Ballet

Você é uma das bailarinas mais promissoras da sua geração. Como foi que você chegou à dança?

Eu iniciei meus estudos de ballet clássico com dois anos, minha irmã fazia ballet, e desde os meus dois aninhos eu me encantei pela música clássica, pelos passos, pela leveza da dança… Foi aí que eu comecei com a dança, foi um desejo meu de ser uma bailarina. E obrigada por me colocar como uma das bailarinas mais promissoras da minha geração! Eu agradeço.

Como e quando você decidiu ser profissional? E quais foram os seus maiores desafios?

Desde que eu comecei a dançar meu desejo era ser bailarina, então desde pequena eu sempre quis isso, sempre corri atrás para que esse desejo se tornasse realidade. E os meus maiores desafios… Ah, foram vários! O meu primeiro grande desafio foi ir ao (Prix de) Lausanne, na Suíça, sozinha, com 15 anos, sem saber falar qualquer outra língua, falando só português (nesta competição, Priscilla foi finalista, ficando entre as dez melhores bailarinas estudantis do mundo). Foi o meu primeiro desafio. Os outros vão surgindo no dia a dia, porque as dificuldades sempre aparecem. A gente tem que enfrentar um gigante todos os dias!

Quais são seus projetos futuros?

A Gala, que está se tornando uma prioridade na minha vida. Acabando essa eu já começo a do ano que vem. Na verdade, eu já comecei a do ano que vem! Dei agora uma pausa só para poder realizar a desse ano. Voltei a dançar, tem algumas coisas que eu não posso falar ainda… Mas o que posso adiantar é sobre a Gala. O ano que vem vai ser ainda melhor do que esse ano!

E, mais importante: quando veremos a Manu de bailarina?

Ah, não sei (risos)! Vou colocar a Manu no ballet, com certeza, porque eu sei que o ballet traz disciplina, postura, bom comportamento… O ballet para a criança tem muitas qualidades. Na verdade, o ballet para qualquer idade tem muitas qualidades. Mas eu, Priscilla, não gostaria que ela se tornasse uma bailarina profissional. Mas isso vai depender dela, se ela quiser eu vou incentivar, claro. Mas só se ela quiser e tiver condições. Eu sou muito exigente comigo e com a Manu acho que vou ser muito mais. É uma coisa delicada, então… Só se ela quiser muito, de todo coração, de toda alma, será uma bailarina.

Veja aqui Priscilla dançando a variação feminina em Harlequinade!

 

 

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