National Ballet of Canada – World Ballet Day

Ensaios de The Winter's Tales
Ensaios de The Winter’s Tales

Fazemos as nossas malas juntamente com os dançarinos de plantão e acompanhamos em um pouco mais de quatro horas de transmissão (que com certeza valem super a pena!) a rotina da companhia, alternando entre aula e ensaios, diretamente de uma turnê na cidade de Montreal, no Canadá. Vamos conferir o que teve de melhor, e para nos mostrar tudo, tivemos como anfitriões a Heather Ogden e Guillaume Côté, primeiros bailarinos do National Ballet of Canada.

Sobre a aula

Rex Harrington, antes de começar a aula, explica como é importante que todos estejam juntos em sala, próximos uns aos outros, não importa que nível a pessoa é dentro da companhia (solista, corpo de baile, primeiro bailarino). Além disso, é o momento que prepara o bailarino para o restante de sua rotina de ensaios. Na barra, vemos que a maioria dos integrantes começa com bastante roupa, como casacos, jauqetas, botas térmicas, polainas, roupas em lã e calças, tudo isso com intuito de aquecer as articulações e melhor prepará-los para o centro e os ensaios posteriores, já que a sala é bastante fria no início da aula. Claro que a medida que vão se aquecendo, vão também se desfazendo das roupas mais pesadas. O centro segue normalmente, em meio a uma brincadeira e outra que Rex faz com os bailarinos, o que ajuda a descontrair. O centro mostra o que há de melhor desses bailarinos, com direito a alguns esquecimentos ora ou outra (acontece!).

Sobre os ensaios

Assim que a aula termina, os bailarinos já começam a passar os trechos de suas coreografias, pois é o único tempo antes do ensaio onde poderão fazê-lo, geralmente focando nas partes mais difíceis ou imprecisas que precisam trabalhar (quem nunca?). A bailarina principal da companhia Greta Hodgkinson responde a perguntas enviadas pela audiência durante os intervalos.

Primeiramente acompanhamos os ensaios de “The Winter’s Tales”, nos quais vemos dois dos solos que compõem a obra. A interpretação e domínio do eixo são as palavras-chave das bailarinas que ensaiam. Há a todo momento uma troca entre bailarina e o mestre que as ensaia, Lindsay Fisher, processo que não deixa de ser interessante para quem acompanha.

Kathryn Hosier, fala sobre ter o papel principal no ballet “Spectre de la Rose”, da maneira como adentrar esse trabalho foi emocionante e ao mesmo tempo um território até então desconhecido para ela. Ela conta que assistiu ao vídeo assim que chegou em casa, e ficou chocada no quão único aquele trabalho era, nada comparado ao que já tinha visto antes, até mesmo intimidando-a pela força que o trabalho tem. Conta que estudou o vídeo por duas semanas antes de começar a ensaiar, sempre assistindo de novo, de novo e de novo, seria uma chance única de provar a si mesma. Ela conta que quando está no palco sozinha, ela olha para o teatro e pensa: “Oh meu Deus, eu sou a única pessoa no palco agora?” e finaliza dizendo que essa é a melhor sensação no mundo.

Tivemos pouco tempo para acompanhar os últimos dois trabalhos da companhia, ambos os ensaios já com figurino. O primeiro “Le Spectre de la Rose” (O espectro da rosa), conta com movimentações incrivelmente precisas dos bailarinos, que, minha nossa (!), fazem tudo muito bem, e fica difícil de nossos olhos acompanharem e os braços tentarem reproduzirem os movimentos. O segundo, “Chroma”, mostrou mais a passagem das sequências dos bailarinos com cenário e luz. Muito pouco vimos sobre o figurino e a passagem com música dessa obra de aspecto moderno coreografada por Wayne McGregor, entretanto, o pouco que vimos já nos deixou com vontade de querer ver mais com certeza. Uma curiosidade: o National Ballet of Canada foi a primeira companhia além do Royal Ballet a interpretar essa obra.

Outras companhias

Além da própria companhia da qual falamos, tivemos a presença ilustre de outras durante a transmissão, seja assistindo trechos de seus trabalhos, seus ensaios, aulas e dia a dia por dentro das mesmas.

Les Ballet Jazz de Montreal é uma companhia contemporânea fundada em 1972. Na sua apresentação, pudemos assistir trechos de trabalhos seus, como “Kosmos”, “Closer”, “Harry” e “Rouge” (esta última coreografada pelo brasileiro Rodrigo Pederneiras, coreografo do Grupo Corpo).

Boston Ballet abriu suas portas para nos mostrar os ensaios do espetáculo Third Symphony of Gustav Mahler, uma obra forte e expressiva, coreografada por John Neumeier. Assistimos também um trecho da variação e coda da Fada Açucarada do clássico ballet “Quebra-Nozes” e por último, vemos os ensaios de Pas de Quatre, onde quatro bailarinas apresentam suas variações e apresentam o que há de mais difícil (impossível tavlez? rs) em pontas.

Por ultimo, e muito importante por sinal, adentramos o universo do American Ballet Teather, que esse ano completa 75 anos de existência, se consagrando como uma das melhores do mundo. A companhia conta com nomes importantes, como Misty Copeland, Daniil Simkin e, não poderia deixar de falar dele, o brasileiro Marcelo Gomes :-), que além de ser primeiro bailarino, atualmente também coreografa para a companhia.

Para ver aula e ensaios completos, clique aqui.

Quer mais? Leia nossas resenhas do Australian BalletBolshoi, Royal, e San Francisco!

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