San Francisco Ballet – World Ballet Day

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Bailarinos em aula

Músicas ao piano, sala ampla, clara e cheia de bailarinos, talvez uma das salas mais cheias desse World Ballet Day 2015. Tivemos a honra de acompanhar a aula e ensaios em tempo real do San Francisco Ballet no dia 1º de outubro, quando outras quatro companhias abriram suas portas e deixaram os fãs da dança um pouco mais perto da rotina de seus ballets preferidos. Vamos então a um pouco sobre como foi esse dia para a companhia.

Sobre a aula:

A aula foi ministrada por Felipe Diaz, mestre de ballet da companhia desde 2013. Ele já foi solista do San Francisco Ballet, English National Ballet e Dutch National Ballet. Já de início começamos a acompanhar a aula através das piruetas no centro (não tivemos a transmissão ou vídeo posterior da barra, infelizmente!). Podemos ver que a maioria das bailarinas estão de ponta, já com intuito de aquecimento para seus ensaio pós-aula e aperfeiçoar a técnica de pontas (balances, posés, piruetas, etc.)

É possível perceber que os passos são até sequências simples, mesmo que no nível avançado, mas nada de impossível. A companhia capricha em limpeza técnica, amplitude de movimento, mais giros e mais equilíbrio. Ela consiste basicamente na manutenção da técnica que o bailarino já possui, com algumas correções de tempo, estilo ou exigência física do próprio mestre.

Helgi Tomasson, diretor artístico e principal coreógrafo da companhia, conta que o San Fran é constituído não só de bailarinos americanos, mas também de diferentes nações como Japão, China, Austrália, Cuba, Brasil :-), Argentina, dentre outros mais, possibilitando um intercâmbio cultural entre os bailarinos. Vale ressaltar que um dos primeiros bailarinos é brasileiro: Vitor Luiz.

Sobre os ensaios:

Tivemos início com o tradicional ballet “Giselle”, com música composta por Adolphe Adam e adaptação da coreografia original de Petipa pelo próprio Helgi Tomasson. Temos aí o segundo ato desse ballet, com uma atmosfera mais austera, o oposto do primeiro ato, que é bastante alegre. O corpo de baile, apesar de aparecer bem pouco nesse ensaio, se mostrou muito sincronizado com braços e respiração iguais. Sou um grande suspeito para falar pois AMOOO esse ballet e sou particularmente apaixonado pelo segundo ato, que sempre me emociona. Futuramente terei a oportunidade de comentar mais sobre meu amor incurável por essa obra!!

O ensaio de “The Fifth Season” apresenta nuances interessantes entre as duas partes apresentadas: a primeira mais leve e romântica e a segunda um tango mais forte e preciso com quatro bailarinos. Destaque para a Mathilde Froustey, ex-solista do Ópera de Paris e destaque como atual primeira bailarina da companhia. “Rush” possui um quase total destaque para a bailarina, enquanto seu partner serve mais como seu suporte, valorizando-a muito bem. Durante os intervalos dos ensaios, os bailarinos vão respondendo a perguntas encaminhadas pela audiência, como “quando o bailarino foi levado a ver o ballet como algo sério” e “as lições mais importantes que aprenderam em suas carreiras”.

“Theme and Variations” é uma coreografia precisa de um jeito que somente Balanchine poderia ter criado. Ao som da música de Tchaikovsky, os bailarinos, em muita harmonia, excutam as sequências desse ballet. Talvez a principal característica dos enredos de Balanchine seja a grande participação do corpo de baile na obra como um todo. Esse é o aspecto que eu mais gosto dos ballets criados por ele.

O coreógrafo Liam Scarlett foi destaque nessa transmissão, apresentando dois de seus trabalhos. Primeiro vimos “Hummingbird”, em tradução literal “beija-flor”, um pas de deux tecnicamente mais difícil e ainda sim belo de se ver com bailarinos em quase perfeita harmonia. Depois ainda acompanhamos “Fearful Symmetries” (este que irá para a temporada 2016 da companhia), uma obra mais contemporânea e de ritmo complexo, exigindo bastante dos bailarinos que a executam. Liam ainda falou um pouco sobre seu novo trabalho, “Frankstein”, feito em conjunto com o San Francisco Ballet e o Royal Ballet. Esperaremos ansiosos por noticias desses novos trabalhos.

Ao final da transmissão, pudemos acompanhar  ainda um pouco da rotina do Houston Ballet, com ensaios, aulas da companhia e da escola do ballet. Em seguida acompanhamos a parte do centro do Pacific Nortwest Ballet, com direito a algumas legendas em inglês com curiosidades e informações sobre a companhia e seus membros.

Para ver a aula e ensaios completos, clique aqui.

Quer mais? Leia nossas resenhas do Australian Ballet, Royal, Bolshoi e National Ballet of Canada!

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